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1 de março de 2007

O bicho

O BICHO (Manoel Bandeira)
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os
detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um
homem.
TRABALHANDO O TEXTO:
1- Como era o lugar em que o poeta viu a personagem?
2- O poeta antecipa ao leitor que a personagem “não era um cão, não era um gato, não era um rato”. Por que alguém poderia supor, inicialmente, que a personagem fosse um desses bichos?
3- Manoel Bandeira utiliza alguns verbos característicos de atitudes de animais, referindo-se ao homem. Cite-os e justifique o emprego dos mesmos.
4- Por que o autor se refere ao homem como “bicho-homem”?
5- Que sentimento o poeta revela ao dizer “meu Deus”?
6- Que condições de vida tem o homem, segundo o poema?
7- Comente a primeira estrofe.
8- Talvez você já tenha presenciado cenas reais ou na TV como a referida no poema. Se já presenciou, como você se sentiu?
9- Cite pelo menos dois fatos que, na sua opinião, podem levar alguém a se transformar em um “bicho” como o do poema.
10- Na sua opinião, o que deveria ser feito para não acontecerem fatos como o descrito no poema?

PARÓDIA
O político

Vi ontem um político
Na luxuria do plenário
Cantando votos entre os deputados.

Quando persuadia algum comparsa
Seu partido não perguntava,
Unia-se com falsidade.

O político era um cão,
Era um gato,
Era um rato.
O político, meu Deus, já foi um homem.

(autor desconhecido)


PRODUÇÃO DE TEXTO

Um comentário:

  1. A poesia, se bem orientada e observada, pode mudar a realidade em que vivemos. Basta chamar à reflexão.
    Belo trabalho!

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A humanidade é um oceano. Se algumas gotas estão sujas, isso não significa que ele todo ficará sujo. (Mahatma Gandhi)