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1 de maio de 2007

Dia do trabalho


Acidentes de trabalho

"Está no 'Genesis' que as criaturas desde mundo foram feitas para servir ao homem. Neste sentido, o homem é a medida de todas as coisas Só se justificam a posse, o uso, o gozo, a exploração e o desenvolvimento dos bens, forças e empenhos materiais enquanto na sua captação, domínio ou emprego se respeitarem os valores humanos do trabalho ".

O que vem a ser acidente do trabalho e o que preconiza a legislação pertinente?
Acidente de trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho, a serviço da empresa, e que causa lesão corporal ou perturbação funcional. Esta lesão ou perturbação pode causar a morte, perda ou diminuição da capacidade de trabalho. Tal perda ou diminuição pode ser permanente ou temporária. Este é o entendimento prescrito pelo art. 19 da lei 8.213, de 24.07.91, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social, e dá outras providências.
Os acidentes de/do trabalho são, na maioria, evitáveis somente pelo uso dos equipamentos de proteção individual (EPI's), negligenciados principalmente na área da Construção Civil, onde o número de acidentes fatais é bem relevante, considerando o registro efetivado pela Delegacia Regional do Trabalho, aliado aos casos não registrados formalmente, casos estes que se devem à falta de informação da população quanto aos direitos que lhe são detidos, relacionados à saúde e a segurança no trabalho.
"Não é possível admitir os sacrifícios de vidas humanas pela simples necessidade de aumentar a produção ou para melhorá-la, é preciso ter em conta que a primeira condição que o patrão está obrigado a cumprir é a de assegurar que os trabalhadores se desenvolvam em um ambiente moral e rodeado de segurança e higiene próprios de condição e dignidade de que se reveste ". (Frase extraída de um livro de Labarejos - Direitos dos Riscos decorrentes do Trabalho).
L.E.R. = Lesões por Esforços Repetitivos. "doenças músculo-tendinosas dos membros superiores, ombros e pescoço, causadas pela sobrecarga de um grupo muscular particular, devido ao uso repetitivo ou pela manutenção de posturas contraídas, que resultem em dor, fadiga e declínio no desempenho profissional
A L.E.R. já é considerada um problema de saúde pública. Considerada como acidente de trabalho. A excessiva exposição a movimentos repetitivos por demanda da tarefa; posturas incorretas; emprego de força; baixa temperatura; vibração e fatores psicossociais como o estresse podem provocar a L.E.R. os fatores de risco para o aparecimento da L.E.R. incluem movimentos repetitivos (repetição de tarefas por muitas horas), movimentos fortes (como agarrar ou apertar), posturas estressantes (desvio lateral do punho, extensão do pescoço), impacto mecânico de tecidos moles (bordos de ferramentas que pressionam a palma da mão), vibração e ocasionalmente, baixas temperaturas.
O tratamento da L.E.R. depende do estágio da doença, e quanto mais cedo for feito o diagnóstico e tratamento, melhor. O tratamento dificilmente tem resultado após a sua cronicidade, que ocorre pelas recidivas dos episódios de retorno ao trabalho do empregado, o qual se expõe novamente aos mesmos riscos ocupacionais que a determinaram. Quando o tramento não apresenta resultados positivos, a conduta provavelmente é cirúrgica. Para evitar a L.E.R., a conduta mais efetiva continua sendo a prevenção

SUGESTÃO DE ATIVIDADE:Após leitura e comentário, formar equipes e pedir que entrevistem pessoas que sofreram acidente de trabalho. Relatar quando, onde, como e porque sofreram o acidente, bem. Citar as conseqüências, se ficou totalmente recuperado, se foi assistido... Numa aula posterior apresentar o resultado.



Fui despedido porque…
Ser despedido, hoje, é algo que pode acontecer a qualquer um. No entanto, são poucos os que reagem com calma. É um sentimento devastador, capaz de provocar reações inesperadas e freqüentemente desastrosas que podem liquidar uma carreira, se a reação não for adequada. Quando uma pessoa não sabe lidar com as suas emoções e reage de forma violenta, acaba por fechar a porta. Por muito zangado que esteja, controle-se.Feche a boca, respire fundo e limite-se a ouvir tranquilamente o que lhe dizem. Sair com uma postura positiva é uma forma de ser sempre lembrado. Se deixar uma boa imagem quando sai, nada o impede de ter boas referências. Saia da mesma forma como entrou, de cabeça erguida.
A coisa mais dolorosa que pode acontecer a um profissional que trabalhou durante toda a sua vida é ficar parado, sentir-se impotente e desorientado durante o período de tempo necessário para conseguir uma nova colocação. Na maior parte das vezes, a vivência excessiva de uma "brusca dispensa" gera um ciclo de absoluto descontrole psicológico que impede uma reflexão lúcida e positiva sobre novos horizontes que se abrem. As horas não passam, os amigos e os familiares próximos distanciam-se, as contas acumulam-se. Você fica crítico, desconfiado, "chato" e implica com tudo e com todos.
A conseqüência de uma dispensa pode provocar os mais diversos sentimentos:
INQUIETAÇÃO - Um belo dia você começa a ouvir boatos de que há dispensa à vista;
PREOCUPAÇÃO - Começa a notar que os seus colegas olham para você de lado e com pena, o seu chefe passa por você e diz que precisa de falar com você um assunto muito importante;
CHOQUE - Chega o dia em que você é chamado para uma conversa reservada e o seu chefe diz " lamento muito";
ALÍVIO - Você tenta enganar-se a si próprio, conformando-se que foi o melhor que lhe podia ter acontecido, e tenta consolar-se;
NEGAÇÃO - Começa a questionar-se "Porquê eu?", "Não pode ser", "Deve haver algum engano","Trabalho aqui há tanto tempo";
DEPRESSÃO - Você deixa-se levar pelo sentimento de fracasso e inutilidade.
Não é vergonha nenhuma ser-se despedido. A vida continua e oportunidades de emprego é que não irão faltar. Não entre numa depressão, não deixe que o sentimento de revolta se apodere de você, seja otimista e mantenha a sua confiança acima de tudo. Não se preocupe desnecessariamente e " bola para a frente que atrás vem gente".
http://www.expressoemprego.pt/
PRODUÇÃO DE TEXTO:

Escrever um teatro a partir do desenho.

A Cigarra e a Formiga
(Fontaine)

A cigarra passou cantando
todo verão desse ano.
Depois se viu num apuro,
chegou um inverno duro.
Por um pedaço ou migalha
de pão ou mesmo de palha,
foi chorar feito mendiga,
lá na porta da formiga.
-"Qualquer coisa de comer!
Eu prometo devolver,
assim que seja verão.
Cada grão por cada grão.
E, palavra de animal,
com juros etc e tal."
-"E no tempo de calor?
O que fazia? me diga,"
perguntou-lhe a formiga,
sem pena da sua dor.
­"Eu cantava, noite e dia.
Eu cantava toda hora."
-"Cantava, né? Já sabia!
Muito bem... Dance agora!"

A CIGARRA E A FORMIGA

Tendo a cigarra em cantigas
Folgado todo o verão,
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação
Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela
Rogou-lhe que lhe emprestasse,
Pois tinha riqueza e brio,
Algum grão com que manter-se
Até voltar o aceso estio
"Amiga", diz a cigarra,
"Prometo, à fé d'animal,
Pagar-vos antes de agosto
Os juros e o principal"
A formiga nunca empresta,
Nunca dá, por isso junta
"No verão em que lidavas?"
à pedinte ela pergunta
Responde a outra: "Eu cantava
Noite e dia, a toda hora
- Oh! bravo! - torna a formiga;
Cantavas? Pois dança agora!"

Inspirada em fábula de Esopo, recontada por La Fontaine
Fonte: Enciclopédia Universal da Fábula - volume I


A FORMIGA E A CIGARRA
O trigo, que juntou no seco
Estio Solícita a Formiga assoalhava,
Dês que o bosque deixou de ser sombrio.
A Cigarra importuna, que passava
Acaso por ali morta de fome,
Que lhe emprestasse dele, lhe rogava.
A fim que da resposta aviso tome,
Perguntou-lhe a Formiga, em que gastara
O tempo, em que se colhe o que se come?
A Cigarra lhe disse, que cantara,
Bem fora de cuidar poder cair
Naquela grande falta, em que se achara.
Começou a Formiga então de rir,
Dizendo: – Amiga, pois no Verão cantas,
Podes bailar no Inverno, e não pedir.
(Diogo Bernardes, Lima, cart. XIV, V. 151 e seg.)


TRÊS PONTOS DE VISTA DA MESMA FÁBULA
A CIGARRA E A FORMIGA - VERSÃO SÉC. XXI

Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno.
Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha.
Seu nome era "trabalho" e seu sobrenome, "sempre".
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade ; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar.
Era o inverno que estava começando. Formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu:
Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari com um aconchegante casaco de vison. E a cigarra falou para a formiguinha:
- Olá amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?
E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas! Mas o que lhe aconteceu?
Como você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar esta Ferrari?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá?"
Respondeu a formiguinha:
- Desejo sim. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá, manda ele ir para a PUTA QUE O PARIU !!!
MORAL DA HISTORIA:
"Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz beneficio em fábulas do La Fontaine e ao seu patrão. !!! "

A FORMIGA MÁ
(Monteiro Lobato)Já houve, entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta.
Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve cobria o mundo com seu cruel manto de gelo.
A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se, nem folhinhas que comesse.
Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou – emprestado, notem! – uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida do empréstimo, logo que o tempo permitisse.
Mas a formiga era uma usuária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.
_ Que fazia você durante o bom tempo?
_ Eu... eu cantava!...
_ Cantava? Pois dance agora, vagabunda! – e fechou-lhe a porta no nariz.
Resultado: a cigarra ali morreu entanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usuária morresse, quem daria pela falta dela?
Os artistas – poetas, pintores, músicos – são as cigarras da humanidade.


A FORMIGA BOA
(Monteiro Lobato)
Havia uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observaras formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.
Mas o bom tempo passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas.
A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho secoe metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.
Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu: _ tique, tique, tique...
Apareceu uma formiga, friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
_ Que quer? _ perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama a tossir.
_ Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
_ E que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse:
_ Eu cantava, bem sabe...
_ Ah!... exclamou a formiga recordando-se. Era você então que cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para enchera as tulhas?
_ Isso mesmo, era eu...

Produção de texto:

Distribuir o desenho para os alunos. Metade da sala de aula escreve um texto a partir do ponto de vista do empregador e a outra metade do ponto de vista do empregado. Os textos poderão ser lidos em sala de aula. O importante desta atividade é desinibir o aluno para a leitura, e, ao mesmo tempo, ouvir textos escritos por outros colegas.