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2 de julho de 2008

Árvore da Felicidade



Recebi este mimo da Ro do Blog Na casa da Vovó. Isto me trás à lembrança a história de algumas árvores, especialmente as do sítio em que morei quando criança, onde fui muito feliz.

Uma delas era uma árvore seca, cujo troco era enorme, mas de tão antiga tinhas poucos galhos remanescentes de sua copa. Ficava num carreador de uma lavoura de café, há uns 150 metros de casa. Naquela época criança não tinha malícia, e nós a chamávamos de “pausão”. Ela era um ponto de referência. Quando meu pai trabalhava na lavoura nós íamos levar seu almoço ou o café da tarde perguntávamos a nossa mãe se ele estava trabalhando antes ou depois do pausão. Às vezes nosso pai ia a cavalo, fazer compra na venda ou no patrimônio mais próximo, e nós ficávamos olhando até que ele apontasse no carreador. Nós íamos até o pausão para encontrá-lo. Num desses encontros, já no início da noite, eu enxerguei meu pai que vinha. Subi alguns metros do carreador para encontrá-lo, À proporção em que eu avançava ia estranhando a imagem que vinha de encontro, até que me dei conta que a parte clara que eu enxergava não era a cabeça da mula que meu pai montava, mas a camisa branca de um senhor que vestia paletó. Voltei para casa aos gritos. Isto ficou na história.

Neste mesmo sítio havia um pomar com mangueiras e laranjeiras. Num dia de domingo, alguns moradores do sítio estavam chupando laranjas e um menino subiu numa dessas árvores e ficou com medo de descer. Seu pai tentou de todas as formas fazer com que descesse, em vão. É claro para os que estavam embaixo aquilo ficou muito engraçado. Chegou a hora em seu pai se cansou e mandou outra criança buscar um machado. Disse que ia cortar a laranjeira. De posse do machado, batia no tronco da árvore com o lado oposto do machado. O garoto, pensando que fosse verdade, ficou apavorado e imediatamente deu um jeito de descer. Aquilo para mim foi uma diversão.

Na época em que mudei para cá, há aproximadamente quarenta anos, havia ainda muitas matas na região. Aos poucos elas foram sendo derrubadas e as serrarias se encarregaram de transformá-las em madeira comercializável. Meu pai também derrubou árvores e vendeu-as para os madeireiros, mas com o passar dos anos deu-se conta do que fez e passou semear e plantar mudas de árvores nas suas propriedades. Ainda o vejo consumido pela doença, andando com muita dificuldade, indo até a horta olhar suas mudas que cresciam. Após sua morte elas foram plantadas.

Quando minha filha caçula, estudava a 5ª série, participou de um reflorestamento de mata ciliar. Na volta para casa, encontrou uma frágil muda esquecida no meio da vegetação. Hoje tenho lindo pé de ipê em frente de minha casa.

Eu repasso este mimo a todos os que quiserem espalhar felicidade.

3 comentários:

  1. Como é bom termos belas recordações em nossos corações como está que você contou.Lindo Teresinha, mesmo porque sua filha rsgatou um alinda e maravilhosa árvore.
    Teresinha, estou muito preocupada com a sheilinha do Palavras Articuladas. Coloquei meu comentário, mas ela não abriu ainda.
    Vou mandar um e-mail para saber como ela está. Se você tiver notícias dela me conte por favor, eu a tenho como uma filha de coração. Meu e-mail é rowsouza@yahoo.com.br

    Fique com Deus e que ele te abençoe sempre e sempre junto aos seus.
    Rô!

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  2. Olá!!!
    Adoro visitar seu blog,enquanto professora tirei várias idéis para trabalhar com meus alunos.
    Agora estou como coodenadora e criamos um blog,espero poder continuar utilizando para trabalhar com os professores.
    Parabéns pelo seu trabalho!!!!

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  3. Bom dia!
    Fiquei encantada com seu Blog, quanta coisa linda, tive a impressão de sentir alguém bom próximo de mim ao ler suas postagens.. parabéns
    Td de bom pra ti!

    Prô Sheila

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A humanidade é um oceano. Se algumas gotas estão sujas, isso não significa que ele todo ficará sujo. (Mahatma Gandhi)