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4 de outubro de 2011

Paulo Coelho - O Aleph

Desenho de Terezinha Bordignon

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_ As lágrimas que me fizeram verter, eu perdoo.
As dores e as decepções, eu perdoo.
As traições e as mentiras, eu perdoo.
As calúnias e as intrigas, eu perdoo.
O ódio e a perseguição, eu perdoo.
Os golpes que me feriram, eu perdoo.
Os sonhos destruídos, eu perdoo.
As esperanças mortas, eu perdoo.
O desamor e o ciúme, eu perdoo.
A indiferença e a má vontade, eu perdoo.
A injustiça em nome da justiça, eu perdoo.
A cólera e os maus-tratos, eu perdoo.
A negligencia e o esquecimento, eu perdoo.
O mundo, com todo o seu mau, eu perdoo.
.................................................................
_ Serei naturalmente capaz de amar acima de todo o desamor,
De doar mesmo que despossuída de tudo, 
De trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos os impedimentos,
De estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono,
De secar as lágrimas ainda que aos prantos,
De acreditar mesmo que desacreditada.
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Assim seja. Assim será.
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PAULO COELHO,  O Aleph, p. 114

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