Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006

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21 de fevereiro de 2008

Pensamentos



"É durante as fases de maior adversidade que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si mesmo e aos outros". (Dalai Lama)


"Ódio produz casamentos duradouros. O ódio não suporta a idéia de ver o outro voando livre, para longe... O ódio segura, para que o outro não seja feliz.

O ódio gruda mais que amor. Porque o amor deixa o outro voar..." (Rubens Alves)


"Se você pudesse escolher fazer uma coisa, sabendo que não iria falhar, o que seria? Cada um está no mundo para fazer algo único". (Dr. Robert H. Schuller)


"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente..." (Soren Kierkegaard)


"Fala a verdade, mesmo que ela esteja contra ti". (Alcorão)


"Pode-se alcançar a sabedoria por três caminhos. O primeiro é o da meditação, que é o mais nobre. O segundo é o da imitação, que é o mais fácil e o menos satisfatório. Em terceiro lugar, existe o caminho da experiência, que é o mais difícil". (Confúcio)


13 de fevereiro de 2008

Narciso

PRÓLOGO

O alquimista pegou num livro que alguém na caravana tinha trazido. O volume estava sem capa, mas conseguiu identificar seu autor: Oscar Wilde. Enquanto folheava as suas páginas, encontrou uma história sobre Narciso.

O Alquimista conhecia a lenda de Narciso, um belo rapaz que todos os dias ia contemplar a sua própria beleza num lago. Estava tão fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado. No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso.

Mas não era assim que Oscar Wilde acabava a história. Ele dizia que quando Narciso morreu, vieram as Oréiades deusas do bosque e viram o lago transformado, de um lago de água doce, um cântaro de lágrimas salgadas.

Por que choras? perguntaram as Oréiades.

Choro por Narciso disse o lago.

Ah, não nos espanta que chores por Narciso continuaram elas. Afinal de contas, apesar de todas sempre corrermos atrás dele pelo bosque, tu eras o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto sua beleza.

Mas Narciso era belo? perguntou o lago.

Quem mais que tu poderia saber disso? responderam, surpresas, as Oréiades. Afinal de contas, era nas tuas margens que ele se debruçava todos os dias.

O lago ficou algum tempo silencioso. Por fim, disse:

Eu choro por Narciso, mas nunca tinha percebido que Narciso era belo.

“Choro por Narciso, porque todas as vezes que ele se debruçava sobre as minhas margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos, minha própria beleza refletida.

Que bela história disse o Alquimista.

(Paulo Coelho - do livro "O Alquimista")