Pesquisa Google

11 de novembro de 2009

Asas e raízes


...........................................................................................

Hamid pediu tempo para pensar. Foi até o túmulo de seu pai, rezou a tarde inteira. Caminhou durante a noite pelo deserto, sentiu o vento que congelava os seus ossos, e voltou até o hotel onde os estrangeiros estavam hospedados. “Bendito aquele que consegue dar aos seus filhos asas e raízes”, diz um provérbio árabe.

Precisava das raízes: existe um lugar no mundo onde nascemos, aprendemos uma língua, descobrimos como nossos antepassados superavam seus problemas. Em um dado momento, passamos a ser responsáveis por esse lugar.

Precisava das asas. Elas nos mostram os horizontes sem fim da imaginação, nos levam até nossos sonhos, nos conduzem a lugares distantes. São as asas que nos permitem conhecer as raízes de nossos semelhantes, e aprender com eles.

Pediu inspiração a Deus, e começou a rezar. Duas horas depois, lembrou-se de uma conversa de seu pai com um dos amigos que freqüentava a loja de tecidos:

Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar um carneiro; devo ajuda-lo?

Essa não é uma situação de emergência. Então, aguarde mais uma semana antes de atender o seu filho.

Mas tenho condições de ajudá-lo agora; que diferença fará esperar uma semana?

Uma diferença muito grande. A minha experiência mostrar que as pessoas só dão valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.

...........................................................................................

O vencedor está só – Paulo Coelho

Retrato


"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"


Cecília Meirelis

6 de novembro de 2009

Um amigo fiel

Ainda não vi um texto que supere a descrição de um cão, como este, escrito pelo advogado George G. West. Com ele, representou, num tribunal, o proprietário de um cão morto a tiros, propositadamente pelo vizinho, na cidade de Warrensburg, EUA. O fato aconteceu há mais de um século, e foi gravado na entrada do tribunal de justiça daquela cidade.



Senhores jurados!

O mais verdadeiro dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade é o cão.

Ele permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente.. Quando só ele restar ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento para oferecer, lamberá as machucaduras e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo.


Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse de um príncipe.

Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá. Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em se amor, como o Sol na sua jornada através do firmamento. Se o destino arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo, para protege-lo contra o perigo, para afrontar seus inimigos.



Quando a últimas cena se apresentar, a morte o levar em seus braços e seu corpo for deixado na laje fria, mesmo que todos os parentes se retirem, lá ao lado da sepultura, se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes, mas em atenta observação, fé e confiança, mesmo diante da morte.

George G. West


SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

- Leitura do texto;

- Pesquisa dos significados das palavras desconhecidas em dicionário;

- Desenho dos parágrafos do texto;

- Descrição de animal de estimação (cão, gato, coelho, tartaruga...)

- Pesquisa das raças caninas mais populares;

- Pesquisa de pensamentos sobre cães;

- Pesquisa de poemas sobre cães;

- Visita a uma entidade que cuida de cães abandonados e estimula sua adoção;



Furika (Foi adotada por minha filha Camila)


A Prece do Cão


Trata-me com carinho, meu amado mestre, pois nenhum coração em todo o mundo será mais agradecido do que o meu.


Não tente me educar com pancadas, pois embora eu possa lamber-lhe as mãos entre um golpe e outro, a sua paciência e compreensão ensinar-me-ão mais rapidamente as coisas que espera que eu aprenda.


Fale-me muito, pois tua voz é a doce música do meu mundo, como pode perceber pelos ardentes sacolejos de minha cauda quando ouço os seus passos...

Quando o tempo está frio e chuvoso, conserve-me dentro de casa, pois sou um animal doméstico, sem preparo para enfrentar as interpéries do tempo, e a minha maior glória será o privilégio de sentar-me a seus pés.


Conserve minha vasilha com água fresca, pois além de não poder reclamar quando ela está seca também não posso dizer-lhe quando estou com sede.


E quando eu estiver bem velho, se o todo PODEROSO me privar de saúde e da visão, por favor não me vire as costas...


Faça-me o bem de deixar que a minha vida de dedicação e fidelidade possa se extinguir suavemente e eu farei sentir com o meu último alento que sempre me senti seguro em suas mãos.


Amém

http://www.forumnow.com.br


SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

- Leitura do texto em forma de Jogral;

- Colar a foto do animal de estimação e escrever um depoimento como se fosse o animal.





DR. PET - Cães abandonados

http://www.caocidadao.com.br