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11 de outubro de 2013

Conto de Natal 2009




Numa remota região russa, vivia um aldeão simples e temente a Deus. Em sua oração diária pedia que o Senhor o visitasse em sua pobre cabana. Na véspera do Natal sonhou que Jesus o visitaria. Ao acordar, começou os preparativos para acolher o Senhor. Enfeitou como pôde sua pobre habitação, preparou uma deliciosa sopa de cebolas e colocou um pedaço de carneiro nas brasas.
Lá fora a nevasca era cada vez mais forte e o camponês, a cada dez minutos, ia à janela e olhava a estrada deserta e branca. Pelas tantas viu um vulto avançando. Era um vendedor ambulante, faminto e carregando pesado fardo. Foi ao seu encontro e o convidou a entrar. Ofereceu-lhe sopa e um pedaço de carne, enquanto o fogo da lareira secava suas roupas. Depois, agradecido, retomou seu caminho. Uma hora depois, surgiu uma mulher. Tinha pressa em levar um recado, mas não poderia continuar seu caminho: estava com muita fome e frio. O aldeão recolheu a pobre mulher, repartiu com ela a comida e depois ofereceu-lhe sua capa para continuar a viagem. Já quase escurecia quando surgiu uma terceira visita: uma criança. Havia se perdido e não mais tinha forças para caminhar. Convidou-a a entrar e deu-lhe o que sobrara da sopa. Em seguida, feliz, a criança adormeceu junto à lareira.
O camponês estava um pouco desgostoso. Não compreendia por que o Senhor não o havia visitado, como prometera no sonho. E cansado, também adormeceu. Passadas algumas horas, bem perto da meia-noite, foi acordado por uma luz intensa e radiosa. Não poderia ser da lareira. Viu a serena figura do Senhor, vestido com um manto branco.
O camponês, com um misto de protesto e desculpa, afirmou: esperei durante todo o dia! E Jesus garantiu: por três vezes visitei sua cabana. Lembra aquele caixeiro viajante a quem você deu comida? Era eu. Lembra aquela pobre mulher a quem você deu a capa? Era eu. Lembra aquela criança que você salvou de morrer congelada? Era eu.
Correio Riograndense


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A humanidade é um oceano. Se algumas gotas estão sujas, isso não significa que ele todo ficará sujo. (Mahatma Gandhi)