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7 de dezembro de 2014

3 de setembro de 1920




             A intensidade da vida depende de como a olhamos.
            Há pintores que iriam achar belo este prato de uvas que se encontra sobre a mesa; e tentariam pintá-las com todo seu frescor, sua cor, sua luz e sua forma.
            E nós, quando olhamos o quadro que resultou disso, devemos pensar nos vinhedos, como eles cresceram, como foi a colheita. Pensar na loja onde o vinho destas uvas será vendido, e nas bocas que provarão; entender que cada uma delas veio de um lugar diferente, embora estejam todas no mesmo prato. Reparar que esse prato é chinês, e recordar tudo o que aprendemos sobre a China.
            Então nossos olhos se dirigem à mesa onde o prato repousa, e pensamos de que madeira é feita, como era a árvore de onde foi tirada, quem a cortou, e onde vivia o lenhador com sua família.
            Ver as coisas dessa maneira enriquece a imaginação, e nos abre para um mundo muito mais rico.
            As crianças deviam aprender a fazer isso.


            Kahlil Gibran – do livro CARTAS DE AMOR DO PROFETA – Adaptação de Paulo Coelho

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A humanidade é um oceano. Se algumas gotas estão sujas, isso não significa que ele todo ficará sujo. (Mahatma Gandhi)