Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006

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20 de setembro de 2011

Ditados populares equivocados



Bicho Carpinteiro! Você já viu algum?


“Esse menino não para quieto, parece que tem o bicho carpinteiro!” Quem já não ouviu tal expressão? Mas, afinal, que bicho é esse? Um bicho pode ser carpinteiro? O ditado popularizou-se, ao longo dos anos, de forma errada, o correto é: “esse menino não para quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.  Dessa forma faz mais sentido, certo? Veja outros exemplos abaixo.

Cor de burro quando foge. Burro muda de cor quando foge? Como? Por quê? Que cor é essa?
O correto é: Corro de burro quando foge.

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão. A batata é uma raiz, nasce enterrada; então, como ela se esparrama pelo chão se está embaixo dele?
O correto é: batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.

Quem tem boca vai a Roma. Usado para dizer que quem sabe se comunicar vai a qualquer lugar.
O correto é: quem tem boca vaia Roma (isso mesmo, do verbo vaiar). Mudança total no sentido do ditado!

Hoje é domingo pé de cachimbo!  Como seria um pé de cachimbo?
O correto é: hoje é domingo, pede cachimbo!
Explicando: domingo é um dia especial para relaxar e fumar um cachimbo, ao invés do tradicional cigarro (para aqueles que fumam, naturalmente).

Quem não tem cão, caça com gato.
O correto é: quem não tem cão, caça como gato (ou seja, sozinho).

Cuspido e escarrado. Usado quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: esculpido em carrara (carrara é um tipo de mármore)

Fonte: Correio Riograndense

9 de setembro de 2011

Provérbio Chinês


"Antes de começar o trabalho de mudar a mundo, dê três voltas dentro de sua casa".
  1. PROVÉRBIO CHINÊS

6 de setembro de 2011

A roupa de Gandhi


O Mahatma Gandhi provou que a "roupa não faz o homem". Ele só usava uma tanga a fim de se identificar com as massas simples da Índia.
Certa vez ele chegou assim vestido numa festa dada pelo governador inglês e os criados não o deixaram entrar.
Ele voltou para casa e, por meio de um mensageiro, enviou um pacote ao governador. Dentro do pacote continha um terno. O governador ligou para a casa de Gandhi e lhe perguntou o significado do embrulho. O grande homem respondeu:
- Fui convidado para sua festa, mas não me permitiram entrar por causa da minha roupa. Se é a roupa que vale, eu lhe enviei o meu terno...

PARA REFLETIR EM GRUPO:
1- O que faz o verdadeiro homem: a roupa que ele veste ou seu modo de ser?
2- O que se entende por: "Além do pão o trabalho. Além do trabalho, a ação?

O Transcendente - Outubro de 2011

30 de agosto de 2011

Questionando o conhecimento



O SÁBIO QUE SABIA QUASE TUDO

            Um sábio, que atravessava um rio de barco, perguntou ao barqueiro:
            — Diga-me uma coisa, você conhece Botânica?
            O barqueiro olhou para o sábio e respondeu:
            — Não muito, senhor, não sei o que é isso.
            — Você não sabe Botânica, a ciência que estuda as plantas? Que pena. Você perdeu parte de sua vida.
            — O barqueiro continuava remando. Em seguida, o sábio perguntou se ele conhecia Astronomia. O coitado coçou a cabeça e disse:
            — Não senhor, não sei o que é Astronomia.
            — A Astronomia é a ciência que estuda os astros, o espaço, as estrelas — explicou o sábio. —  Que pena! Você perdeu parte de sua vida.
            Assim foi perguntado o sábio a respeito de cada ciência: Física, Química, Teologia. De nada o barqueiro sabia. E o sábio sempre terminava com seu refrão. — Que pena, você perdeu parte de sua vida.
            De repente, o barco bateu contra uma pedra, partiu-se e começou a afundar.
            O barqueiro perguntou ao sábio:
            — O senhor sabe nadar?
            — Não, não sei.
            — Que pena, o senhor perdeu toda a sua vida.


Sabedoria  Popular

24 de agosto de 2011

Pedido - Gonçalves Dias


Ontem no baile 
Não me atendias!
Não me atendias,
Quando eu falava.

De mim bem longe
Teu pensamento!
Teu pensamento
em longe errava.

Eu vi teus olhos
Sobre outros olhos!
Sobre outros olhos,
Que eu odiava!

Tu lhe sorriste,
Com tal sorriso!
Com tal sorriso
Que apunhalava.

Tu lhe falaste
Com voz tão doce!
Com voz tão doce,
Que me matava.

23 de agosto de 2011

Como alcançar a sabedoria


Giusepe Arcimboldo - A livraria
"Há cinco degraus para se alcançar a sabedoria: 
calar, ouvir, lembrar, sair, estudar."

Provérbio árabe

Kiriku e a Feiticeira





Este é um filme que pode ser trabalhado com crianças, com jovens e com adultos, depende do enfoque que o professor quiser dar. Ele prende a atenção  pela beleza das imagens do ambiente e narra as proezas de um garotinho africano, bom e corajoso,  chamado Kiriku, que por nascer diferente dos demais de sua aldeia, foi discriminado.


Assim que nasceu, ficou sabendo que sua aldeia sofria sob o domínio de uma feiticeira chamada Karabá, por isso, movido de coragem e determinação toma várias iniciativas e realiza diversas proezas para libertar o seu povo.

O fato de ser discriminado não intere em suas decisões. Ele concretiza diversas ações que muitos adultos de sua aldeia não conseguiram: salva as crianças de serem raptadas, soluciona o problema da água com muita inteligência, usa diferentes  estratégias, destacando-se um chapéu para se esconder e enganar a feiticeira e a luta com animais.

Karabá, a feiticeira, é uma mulher vaidosa e amargurada, conseqüências de um sofrimento muito grande. Ela  impõe regras dificílimas de serem cumpridas, escraviza o povo através do medo,  rouba, trapaceia, mente, é autoritária, tudo para mostrar-se poderosa. Ela não gosta de crianças, principalmente de Kiriku, pois este a desafia.

As mulheres da aldeia sentem medo da feiticeira, porque seus maridos, após saírem para a luta, não mais retornaram. Elas acreditam que eles foram devorados. Precisam buscar água muito longe, quase não têm comida.

A mãe de Kiriku faz tudo o que pode para educar seus filho,  e apesar do seu esforço é criticada pelas outras mulheres.

O avô é o feiticeiro, que conhece o sofrimento da aldeia e o poder da feiticeira, mas espera a solução de Kiriku.

Kiriku é um menino muito amado, porém o povo só se dá conta disso quando reflete sobre a forma de tratamento dispensada ao menino.  .

O filme abre um leque de opções para o professor trabalhar em sala de aula: sexualidade, costumes sociais, reflexões sobre maldade, preconceitos, escravização, coragem, trabalho feminino, cultura africana, entre outros.
Terezinha  Bordignon



   QUESTÕES SOBRE O FILME KIRIKU 
PARA O PROFESSOR INTERAGIR COM O ALUNO

- Kiriku nasceu com dons especiais, quais eram esses dons?
- Ele nasceu com uma missão. Que missão?
- A aldeia em que Kiriku nasceu era perseguida por uma feiticeira. Que 
   maldades ela fez para os habitantes da aldeia?
- Kiriku usou um chapéu para ir até a feiticeira. Para que servia o 
  chapéu?
- O que Kiriku quer muito saber?
- Kirirku buscou o sábio da montanha. Por quê?
- Durante o filme Kiriku praticou vários atos de coragem. Quais foram 
   esses atos?
- A feiticeira tinha um motivo para toda sua maldade. Qual era o motivo?
- Por que Karabá roubava o ouro das mulheres?
- A mãe de Kiriku tinha passado por vários problemas. Cite algum.
- Que conselho especial o sábio da aldeia deu a Kiriku?
- O sábio da montanha era avô de Kiriku. Por que Kiriku buscou seu colo?
- A mãe de Kiriku tinha passado por vários problemas. Cite alguns.
- As mulheres da aldeia andavam com os seios à mostra e as crianças 
   estavam nuas. Como você explica isso?
- Como as pessoas da aldeia celebravam seus momentos de alegria?
- Por que as pessoas da aldeia tinham medo de Karabá?
- Por que Kiriku conseguiu libertar a aldeia do poder da feiticeira e os 
   outros homens não conseguiram?
- No final do filme, quem vence?