Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006

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17 de dezembro de 2008

Curiosidades da Língua Portuguesa



É dito que o ser humano nasce, cresce, fica bobo e casa. Entenda o porquê vendo este anagrama do antes/depois do casamento.

Antes do casamento.

Ele: Sim. Custou tanto esperar por este momento.
Ela: Quer que eu vá embora?
Ele: Não! Nem pense nisso.
Ela: Você me ama?
Ele: Claro! Muito muito mesmo!
Ela: Alguma vez você me traiu?
Ele: Não! Porque você ainda pergunta?
Ela: Me beija?
Ele: Sempre que possível!
Ela: Algum dia você vai perder a paciência comigo?
Ele: Você está doida! De jeito nenhum!
Ela: Posso confiar em você?
Ele: Sim.
Ela: Querido!

Dez anos após o casamento.
Leia o texto de baixo para cima

Colaboração: Vera Lúcia de Cafelândia

14 de dezembro de 2008

Poeminha Sentimental




O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo
As andorinhas é que mudam.

Mário Quintana


BIOGRAFIA:
Mário Quintana, poeta gaúcho nascido em Alegrete, em 30 de julho de 1906, e morreu em 5 de maio de 1994, em Porto Alegre. Trabalhou em vários jornais gaúchos. Traduziu Proust, Conrad, Balzac, e outros autores de importância. Em 1940, lançou a Rua dos Cataventos, seu Primeiro livro de poesias. Ao que seguiram Canções (1946), Sapato Florido (1948), O aprendiz de Feiticeiro (1950), Espelho Mágico (1951), Quintanares (1976), Apontamentos de História Sobrenatural (1976), A Vaca eo Hipogrifo (1977), Prosa e Verso (1978), Baú de Espantos (1986), Preparativos de Viagem (1987), além de varias antologias.

http://www.secrel.com.br






13 de dezembro de 2008

Convivência


"Dois homens sou - e não apenas um:

o verdadeiro, o real, o que saiu

das sábias mãos de Deus - simples, comum,

cheio de amor e de rancor vazio...


e este outro - que bem sei não é nenhum -

é o falso e o vão, que o mundo construiu,

e em vez do halo do bem, traz o debrum
da angústia! E essa mudança ninguém viu!



Na oposição dos dois padeço e vivo:
secreto e luminoso é o verdadeiro,

e o falso é bruma só, mas ostensivo...


E eis a tragédia que me dominou:

Sempre fui o que Deus me fez primeiro,

e o mundo apos me fez o que não sou!"


Pedro Vergara


7 de dezembro de 2008

Objetos Sagrados


Na última sexta-feira de novembro aconteceu uma Feira de Ciências na Escola Vinícius de Moraes, uma das três escolas onde lecionei este ano. Fica a uns doze quilômetros de minha casa, e, para chegar até lá, só comendo poeira ou amassando barro, pois não há asfalto. E não sou a única, os demais professores também fazem o mesmo. O ano inteiro, todas as segundas-feiras, eu ministrei uma aula. Isso mesmo, eu viajei 24 quilômetros (ida e volta) para ministrar uma aula por semana. A escola fica numa cidadezinha chamada Saltinho do Oeste. Este pacato e tranqüilo vilarejo tem apenas três quarteirões asfaltados, uma praça pequena com uma igreja no centro, uns dois ou três armazéns, onde se vende de tudo um pouco, e o prédio escolar.
Apesar da dificuldade de locomoção, eu gostei muito de fazer parte de seu corpo docente, e nada me impediu de que eu participasse, juntamente com a professora Filomena, da Feira de Ciências, com uma exposição de Objetos Sagrados. A professora Filomena ficou responsável pela 5ª série e eu pela 6ª série. Nossa parceria foi perfeita. Apesar da precariedade, o resultado foi ótimo, e superou nossas expectativas. A intenção era expor objetos sagrados de muitas religiões, mas isso não ocorreu porque a maioria da população é Católica, de forma a maioria dos alunos só trouxe para a exposição objetos do catolicismo. 

Patativa do Assaré

Um poeta sertanejo



Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro. Uma das principais figuras da poesia oral nordestina brasileira do Século XX. Leia sobre sua vida e obra no blog "No Lugar do Ouro".

4 de dezembro de 2008

Halo solar



Um telefonema me avisou para olhar o céu. Era minha filha Marcia. Vejam que lindo presente recebemos esta tarde! Um fenômeno chamado "halo solar". Pesquisando, encontrei a explicação. Ele se forma quando a luz do sol incide sobre nuvens com cristais de gelo, fazendo com que ocorra refração, quando a luz se dispersa e sejam observadas cores como em um arco-íris. Ocorre com nuvens muito altas, geralmente cirrus, na parte mais alta da troposfera.












21 de novembro de 2008

Desenhos ilustrativos


Estes são os desenhos que fiz num dia de inspiração.
Foram feitos com caneta esferografica.


19 de novembro de 2008

O círculo do amor


Certa manhã, um camponês bateu com força na porta de um convento. Quando o irmão porteiro abriu, ele lhe estendeu um magnífico cacho de uvas.
“− Caro irmão porteiro, estas são as mais belas produzidas pelo meu vinhedo. E venho aqui para dá-las de presente.
− Obrigado! Vou levá-las imediatamente ao abade, que ficará alegre com esta oferta.
− Não! Eu as trouxe para você.
− Para mim? Eu não mereço tão belo presente da natureza.
− Sempre que bati na porta, você abriu. Quando precisei de ajuda porque a colheita foi destruída pela seca, você me dava um pedaço de pão e um copo de vinho todos os dias. Eu quero que este cacho de uvas traga-lhe um pouco de amor do sol, da beleza da chuva, e do milagre de Deus.
O irmão porteiro colocou o cacho diante de si, e passou a manhã inteira admirando-o: era realmente lindo. Por causa disso, resolveu entregar o presente ao Abade, que sempre o havia estimulado com palavras de sabedoria.
O Abade ficou muito contente com as uvas, mas lembrou-se que havia no convento um irmão que estava doente, e pensou: ‘vou dar-lhe o cacho. Quem sabe, pode trazer alguma alegria à sua vida’.
Mas as uvas não ficaram muito tempo no quarto do irmão doente, porque este refletiu: ‘o irmão cozinheiro tem cuidado de mim, alimentando-me com o que há de melhor. Tenho certeza que isso lhe trará muita felicidade’. Quando o irmão cozinheiro apareceu na hora do almoço, trazendo sua refeição, ele entregou-lhe as uvas.
− São para você.
Como sempre está em contato com os produtos que a natureza nos oferece, saberá o que fazer com esta obra de Deus.
O irmão cozinheiro ficou deslumbrado com a beleza do cacho, e fez com que o seu ajudante reparasse a perfeição das uvas. Tão perfeitas que ninguém para apreciá-las melhor que o seu irmão sacristão, responsável pela guarda do Santíssimo Sacramento, e que muitos no mosteiro viam como um homem santo.
O irmão sacristão, por sua vez, deu as uvas de presente ao noviço mais jovem, de modo que esse pudesse entender que a obra de Deus está nos menores detalhes da Criação. Quando o noviço o recebeu, o seu coração encheu-se da Glória do Senhor, porque nunca tinha visto um cacho tão lindo. Na mesma hora lembrou-se da primeira vez que chegara ao mosteiro, e da pessoa que lhe tinha aberto a porta; fora este gesto que lhe permitira estar hoje naquela comunidade de pessoas que sabiam valorizar os milagres.
Assim, pouco antes do cair da noite, ele levou o cacho de uvas para o irmão porteiro.
− Coma e aproveite. Porque você passa a maior parte do tempo aqui sozinho, e estas uvas lhe faro muito bem.
O irmão porteiro entendeu que aquele presente tinha lhe sido realmente destinado, saboreou cada uma das uvas daquele cacho e dormiu feliz”.
Paulo Coelho – O Zarrir

10 de novembro de 2008

Gloria Kalil


Controlar impulsos e apetites é o que distingue seres civilizados de feras selvagens.


Ninguém é chic se não for civilizado!

Ser civilizado é saber respeitar diferenças.

Arrumar um namorado com massa encefálica é bem mais sofisticado interessante do que um que só tenha massa muscular.

A conduta de uma pessoa num clube é extremamente indicativa de sua “taxa” de educação e civilidade. Podem ter certeza que alguém que tem um comportamento grosseiro e cafajeste por lá é um cafajeste em sua vida pessoal também.

Dinheiro na mão de gente sem noção de civilidade é uma arma tão perigosa como qualquer revólver na mão de bandidos.

Nada pode ser mais civilizado do que a troca de gentilezas entre duas pessoas que se tratam de igual para igual.



Glória kalil é uma jornalista, empresária e consultora de moda brasileira. Diretora de confecções como Fiorucci e Jeigikei, desde meados de 1995 dedica-se à consultoria de estilo e negócios ligados ao campo da moda e do comportamento. Faz palestras e projetos especiais, como vídeos, planos de marketing para lojas de varejo e assessorias para indústrias e organizações institucionais como o Senac. Colabora também com matérias de moda para a imprensa escrita, televisão e outras mídias. É autora dos livros Chic Mulher e Chic Homem e Alô, Chics!.