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30 de julho de 2010

Aula Cronometrada - Carta Resposta


O Professor Luiz Rabelo enviou-me o texto abaixo pelo correio Eletrônico,  Trata-se de uma carta resposta escrita pela professora Andréa Pimpão, do Colégio Estadual Júlio Mesquita, Paraná,  à Revista Veja, que publicou uma reportagem escrita pela jornalista  Roberta  de Abreu  Lima sobre um  rigoroso método científico de avalição das aulas para medir o nível de ensino no Brasil. Segundo a jornalista, alguma escolas já foram avaliadas e constatou-se que as aulas são monótonas, baseadas na velha lousa, que um terço do tempo é desperdiçado com indisplina e desatenção dos alunos.

Para concluir, a jornalista Roberta  de Abreu  Lima afirmou: "Numa manifestação de flagrante corporativismo, os professores brasileiros chegaram a se insurgir contra a presença dos avaliadores dentro da sala de aula. Em Pernambuco, o sindicato rotulou a prática de "patrulhamento" e "repressão". Note-se que são os próprios professores que preferem passar ao largo daquilo que a experiência – e agora as pesquisas – prova ser crucial: conhecer a fundo a sala de aula. Treinados pelo Banco Mundial, os técnicos já se puseram a colher informações valiosas. Afirma a secretária de educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin: "Pode-se dizer que o cruzamento das avaliações oficiais com um panorama tão detalhado da sala de aula revelará nossas fragilidades como nunca antes". Nesse sentido, os cronômetros são um necessário passo para o Brasil deixar a zona do mau ensino."



RESPOSTA À REVISTA VEJA
Andréa Pimpão
 
            Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. 
            Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem cont ra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
            Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.    
 
            Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
 
            Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados,  minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom.     Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
 
            Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 m. de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.    Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma cha nce de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.  

            Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.  

            Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.  

            Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
 
            Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente!!!
 
            Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

Leia: Aula Cronometrada 

32 comentários:

  1. Professora, seu Blog é excelente. parabéns.

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  2. o texto aula cronometrada é muito interessante quando apresenta um arcabouço da realidade educacional atual.no entanto gostaria de citar que há 23 anos quando eu cursava a 5ª série fui achincalhado por uma professora de língua portuguesa dentro de sala de aula chegando a ouvir em voz alta que eu não serviria sequer para puxar carroças. diga-se de passagem que sempre fui um aluno muito bem comportado em sala de aula e o ocorrido aconteceu porque a professora que sempre chegava atrasada, nesse dia chegou quase ao témino do horário e já havia somente 6 alunos na sala, foi quando olhei para o relógio. esse fato, atrasos e agressões verbais e morais, era comum naquela escola por parte de vários professores e até pela diretora. isso me fez abandonar a escola, só retornando 14 anos depois.o fato é que hoje sou Professor de língua portuguesa, Jornalista e Advogado, nunca esqueci o ocorrido e, como a professora profetizou, não tive mesmo competência para puxar carroças.
    Professora, não deixe a realidade da sala de aula lhe desanimar e eu não gostaria de retornar ao tempo em que eu cantava(repetia) o Hino Nacional na escola (sem saber seu real significado), mas não tinha a oportunidade da opnião, da sujestão, porque eu era muito pobre, me vestia mal e meu sobrenome era simplesmente moreira. suas palavras, professora, revelam-lhe como pessoa de um apurado conhecimento. precisamos de pessoas como você. grande abraço. Moreira. antoniojuarezmoreira@hotmail.com

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  3. Parabéns Professora Andrea Pimpão, tb sou a classe tão sofrida e lamento que uma jornalista malcriada e ignorante, despreparada e se metendo m seara alheia tenha feito semelhante artigo utrapassando suas funções além das chinelas......
    Perdeu uma boa oportunidade de calar a boca e antes de escrver tanta bobagem deveria se informar a respeito do caos em que se encontra a educação brasileira, a responsabilidade disso tudo não é dos professores e sim dos governos que uns após outros não investiram em educação por pura vontade política e descaso com o povo brasileiro e profissionais da área. Não há interesse que ele seja politizado e bem informado porque enquanto ignorantes elegeremos gente desqualificada e corrupta para nos governar. Lilian M Mansur

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  4. Li seu comentário respondendo à carta da Professora Pimpão para a jornalista da Veja (Revista). O seu caso, quando disse ter sido humilhado por alguns profissionais da escola em que estudou, foi um caso isolado e portanto, não podemos generalizar, até porque, hoje em dia, os profissionais da área estão melhores preparados e, no seu tempo , talvez no meu tempo do antigo curso primário, tínhamos, com certeza muito maior respeito e admiração pelos nossos mestres. Hoje em dia, a coisa reverteu-se porque os professores é quem estão sendo humilhados pelos alunos , inclusive com a chegada da violência em sala de aula e suas dependências, quando esses profissionais estão sendo agredidos verbalmente e fisicamente pelos alunos e indiscriminadamente, sendo muitos até assassinados friamente. Infelizmente é isso que encontramos no nosso ambiente de trabalho e os governos pouco estão se lixando, uns após outros, por falta de investimento na educação. A eles não interessa gente preparada e educada, pois acham que selariam um pacto de morte para se elegeram a cargos eletivos, tendo em vista que uma população educada e politizada não se venderia por um lote, uma dentadura, uma cesta básica, saberia separar o joio do trigo não colocando na governança em geral, pessoas despreparadas e corruptas e que desconhecem o que é moral, que dirá ética.....uma palavra que me parecer ter sido varrida do dicionário da língua portuguesa.........
    A jornalista se meteu a falar de um assunto que não pertence a sua seara e perdeu uma boa oportunidade de ter ficado quieta. Uma pena aue não tenho o e-mail dela. Interessante, como as pessoas gostam de jogar lama (para não dizer outra coisa) no ventilador e depois escapolem........saem pela tangente.
    Um abraço e obrigada pela atenção.
    Lilian Michaelsen

    PS: Se não sabe, lecionei quase 30 anos em escola Pública e levava no meu dia a dia desde o giz ao papel higiênico. As crianças iam de pijama, não tinham o que comer e o faziam porque tínhamos uma miserável merenda que o governo dava de esmola.........isso quando mandava.......
    A humanidade é um oceano. Se algumas gotas estão sujas, isso não significa que ele todo ficará sujo. (Mahatma Gandhi)

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  5. Aula cronometrada que piada... antes precisamos de campos, quadras, pista de atletismo e cronometros... acordo Brasil deitado eternamente em berço explendido...

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  6. O comentário Não foi feito por mim, mas por um leitor do blog

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  7. Quem sofreu discriminação foi um leitor que escreveu um comentário e eu não a não sou a Andréia Pimpão

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  8. Antes de qualquer comentário, deveríamos levar em conta esse SISTEMA que tanto se comenta e que é feito por por pessoas que nós escolhemos.Devemos abrir os olhos, escolhermos melhor os governantes do nosso país, náo é à toa que a educação está esse caos, pessoas que assumem cargos e falam de educação sem o menor conhecimento. O que está faltando é realmente políticas sérias vinda de todos os sentidos. Professores com melhores salários,educação com qualidade e nao quantidade e acima de tudo compromisso pois a educação é a base de tudo.

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  9. Caros colegas, sou professora há 11 anos. Iniciei minha vida docente ainda enquanto era discente. E confesso que entrei para a Educação por opção e não por falta dela. Enquanto muito não a tem, no curso de biologia se tem a possibilidade de escolher. E eu escolhi por vários motivos, mas o maior deles é acreditar que um país que cuida da sua educação prospera. E eu quero fazer parte da classe que contribui para um país melhor. Usarmos ou não materiais modernos e sofisticados, não faz de nossa aula mais interessante e muito menos motivadora, mas quando usamos a lousa e o giz com amor, dedicação e entusiasmo, ai sim, temos a chance de conquistar uma multidão. Amo minha profissão, e não vou desistir dela por nada, muito menos de meus alunos. Seja na rede pública ou privada. A professora Andrea Pimpão foi bastante iluminada ao escrever o texto supracitado. E acho que muita gente deveria avaliar não a capacidade do professor e sim as próprias atitudes a favor de um melhor sistema de ensino. Abraço a todos.
    Adriana Abreu

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  10. Adorei professora Andréa!!! Sua carta é o desabafo de muitos professores.

    Parabéns!!!

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    1. Concordo plenamente essa carta foi realmente o desabafo de muitos professores, inclusive o meu. parabéns!!!

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  11. Complicado, não gostaria mesmo de ter uma criaturinha me observando e fazendo anotações a respeito de minha metodologia. Eu acredito que um bom professor seja capaz de ser um agente transformador de uma realidade, sei também que ele pode destruir um sonho...Mas sei que falta em minha escola uma quadra de esporte coberta, falta uma boa merenda, pincel pro quadro, meu salário está defasado, minhas salas de aula tem 42 alunos em cada uma...vixi, o jeito é não deixar a realidade da sala de aula me desanimar e procurar ser criativa. Todos os dias peço ao meu Deus para que eu não perca a PAIXÃO de ensinar, pois não temos incentivos alguns!!!

    Visitem meu blog...bejim
    http://otextomagicoquereconstroi.blogspot.com/2011/03/aula-cronometrada.html?showComment=1299369241469

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  12. Oi professora Nelma, quero lhe dar os parabéns pela CARTA RESPOSTA à jornalista Roberta de Abreu. Virei sua fã. Ela nunca deve ao menos ter entrado numa sala de aula para viver apenas um dia de professor. Leila Brêtas

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  13. ATÉ QUANDO O PAÍS VAI TAPAR O SOL COM A PENEIRA... TUDO LINDO, BRASIL CRESCENDO... MAS A REALIDADE É BEM MAIS SUJA... QUEM QUER SER PROFESSOR?? A RESPOSTA ESTÁ NA MÍDIA, COM TANTA PROPAGANDA, IDOLATRANDO A DOCÊNCIA, É VISÍVEL A SUA CRISE, E CADA VEZ MENOS PESSOAS QUEREM SE AVENTURAR NESSE RECORDISTA DE PROBLEMAS COMO O ESTRESSE, DEPRESSÃO, BURNOUT E OUTROS PROBLEMAS DA PROFISSÃO. ATÉ QUANDO AMADORES VÃO CUIDAR DAS LEIS QUE REGEM A EDUCAÇÃO BRASILEIRA????

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  14. O BRASIL TEM O POVO QUE SOFRE E OS UNS JORNALISTAS QUE MERECEM..... SE NÃO PENSARMOS EM MUDAR COM URGÊNCIA AQUILO QUE SE CHAMA "LIBERDADE DE EXPRESSÃO" NÃO CONSEGUIMOS FAZER MAIS NADA NESSE PAÍS QUE ESTÁ PERDENDO O COMINHO PARA SER O MAIOR PRODUTOR ECONÔMICO MUNDIAL... SE EXIGIR NÃO PODE PORQUE AFETA O LADO PSICOLÓGICO OU "MORAL" SE NÃO EXIGIR NÃO FORMAMOS CIDADÃOS CAPAZES DE PENSAR E AGIR SOZINHO... TOMAR DECISÕES IMPORTANTES... O QUE FAZER?? IMPORTAR PESSOAS QUALIFICADAS PARA LIDAR COM OS NOSSO PROBLEMAS??? GOSTARIA DE SUGERIR A ESSA "JORNALISTA" QUE PASSE UMA MANHÃ NUMA SALA DE AULA E SINTA O QUE É DAR AULA A POPULAÇÃO QUE ESTÁ SENDO "ENGOLIDA PELA FALSA MÍDIA E FALSAS INFORMAÇÕES SOB O ARGUMENTO DE FORMAÇÃO... ILUSÃO PURA ACHAR QUE MSN, ORKUT, ETC. ETC. ETC. FORMA ALGUÉM CAPAZ DE TOMAR DECISÕES...
    PARABÉNS PROFESSORA E MEUS PÊSAMES JORNALISTA...
    AT.. ABÍLIO

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  15. Parabéns pela sua poderosa e real resposta. Só alguém que vive a realidade da sala de aula é capaz disso. Criticar os professores que só tem na mão giz e uma lousa, que não pode dá um passo fora da escola com seus alunos, não tem computadores instalados...é muito fácil. Parabéns pela sábia resposta.

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  16. Valdemar Trindade5 de agosto de 2011 11:34

    Em seu livro A criação da consciência crítica como fonte de Sucesso, Jorge Eduarde de Vasconcelos cita Henry P Broughman: A educação torna a pessoa fácil de ser liderada, mas difícil de ser conduzida, fácil de se governar, mas impossível de escravizar.Não há por parte, principalmente, do poder público interesse na Educação pelas razões aduzidas pelo Henry. Por outro lado, os baixos salários e a realidade apontada pela professora conspira contra o Brasil, pois, sem uma Educação de qualidade o País não terá futuro. Se olharmos em torno de nós, veremos que foi a educação de qualidade que fez surgir novas nações. O que não pode mais é ficar lamentando o leite derramado. A sociedade tem que ter consciência. Há passeatas para tudo, prioridade para diversas coisas, cotas e outros engodos próprios de quem não tem compromisso com a nacionalidade.

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  17. Oi, Teresinha.

    Muito bacana o seu Blog. Não faço o meu por falta de tempo, pois sou professora e passo geralmente meus finais de semana preparando aulas ou corrigindo alguma atividade. Tento cativar meus alunos com aulas extra-classe e às vezes sentamos e batemos papo sobre os problemas de alguém da turma, que precisa de algum apoio. Já imaginou se minha aula é cronometrada e "vigiada"?? Quando realizo a parte "humana" da minha profissão? Leciono para 7ªs séries e amo meus alunos, sou amada por eles e isso os leva a se sentirem bem na minha aula (língua portuguesa), escola, mesmo oque alguns colegas não o façam da mesma forma. Mas... todos temos nossas razões... Quem sabe não é o colega professor que está precisando de algum apoio??

    Abraços e sucesso.

    SALETE LIEVEN
    POSTO DA MATA - BA
    16/08/2011

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  18. EM QUE MUNDO VIVE ESSA JORNALISTA!!
    A REALIDADE DO FRACASSO EDUCACIONAL NO BRASIL É QUETAO DE POLITICAS.

    JORNALISTA, ASSIM NAO DÁ. É NECESSARIO TER CONHECIMENTO ATÉ MESMO PARA CRITICAR.

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  19. LUTO PELO QUE ACONTECEU NA ESCOLA DE SAO CAETANO DO SUL

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  20. Lamentável que eu, assinante da Revista Veja, tenha deixado passar esta reportagem para enviar-lhes, no devido tempo, uma resposta conveniente. Não o fiz por falta de tempo, pois sou professor da rede estadual há 24 anos e também levo trabalho para casa. Tenho que dar muita aula e não há tempo para preparar tudo, corrigir provas e ainda, preencher a mão o tal livro de chamada com os requintes de detalhes exigidos pelo governo. O que diz a Professora corresponde perfeitamente à realidade: descaso, falta de respeito e desinteresse dos governos, que não investem em educação porque sabem que um povo bem educado jamais votaria novamente neles. Não faz muito tempo, eu era respeitado e os alunos valorizavam o meu trabalho. Até hoje eu os encontro na rua e eles me cumprimentam; quando podem, comentam que eu e os colegas tivemos um papel importante na vida deles. Hoje, não é mais assim. O ensino começa mal nos primeiros anos escolares, com a prática da progressão automática, segundo a qual reprovar traumatiza. Os alunos não aprendem o que deveriam e são aprovados. Quando falta nota, utiliza-se a via do conselho de classe. Para o governo, interessa a estatística, não a qualidade. No ensino médio, os professores tentam ensinar os conteúdos de sua série e não podem, pois os alunos não sabem o que deveriam, então começam os conflitos. Antigamente, os alunos atendiam as orientações e buscavam sanar suas dificuldades. Hoje, não mais. Por influência do ECA distorcido, já vêm de casa com a noção de que só têm direitos. A grosseria, a má educação e a falta de respeito demonstrada por alguns não é mais coibida na escola. Os professores não têm mais o mesmo apoio pelos setores da escola. E são ainda responsabilizados pelo mau desempenho de seus alunos. Aí estão os alunos “repletos de estímulos e inseridos na era digital”. Se não mudarmos isto com urgência, será muito tarde. O Brasil não prosperará com cidadãos sem o conhecimento que deveriam ter e ainda, sem a noção de respeito que é devido em toda sociedade organizada. Não se muda um quadro destes “cronometrando a aula”. A jornalista da revista Veja foi muito infeliz, pois demonstrou não ter conhecimento da causa que reportou. Precisei de várias horas até localizar a reportagem na revista. Utilizei o Dia do Professor, que é minha folga, para escrever este texto, que também envio à Redação da revista Veja junto com meu sentimento de pesar e de repúdio, pela falta de consideração demonstrada à classe dos professores. Prof. Matheus Teodoro da Silva Filho, professor da rede estadual em Curitiba-PR

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  21. Lí o tal artigo e percebi que os profissionais que estão realizando a tal "pesquisa com cronômetro" estão cometendo erros grosseiros de avaliação. Com sua visão distorcida e sentimento de "caça às bruxas" do mau resultado do ensino...Qualquer educador, que se preze, percebe que o modelo "reprovação zero" adotado pela maioria das secretarias de educação país afora, servem unicamente a um interesse : MASCARAR OS ÍNDICES NA EDUCAÇÃO. Para atender as exigências das organizações internacionais o governo submeteu-se a "ajustar" o modelo de ensino.
    Reportagens como esta mostram que a formação já apresenta suas deficiências : Repórter que não conhece a realidade e NÃO SE INTERESSOU em buscar a devida informação. Lamentável.
    Precisamos fazer chegar até a professora que respondeu à malfazeja reportagem nosso apoio.

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  22. O mais interessante é que na Internet não se acha um contato dessa jornalista para respondê-la de uma forma direta e pelo que consta trata-se de uma jornalista sem qualquer formação em educação emitindo opinião sobre uma área que ela não possui vivência, não conhece as correntes teóricas e não sabe o que é ser professor, alguém de fora fazendo apontamentos vazios e sem consistência, sem autoridade para falar sobre o assunto.

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  23. Li, a reportagem, li a resposta, e parece que tem pessoas que desconhecem o mundo real... Desde quando a educação provém só da sala de aula? Até quando os professores serão os únicos responsabilizados pela má educação? Até quando as pessoas irão se iludir que todos os alunos estão incluídos no mecanismo digital? Sabemos que em muitas casas tem-se acesso a esse tipo de mecanismo, no entanto se pararmos para ler o que nossas crianças e adolescentes escrevem em msn, orkut, facebook... poderíamos dizer que estão falando em outra língua, qualquer uma, menos a língua portuguesa, são tantos erros precários que é bom nem comentar...será que esses mecanismos estão contribuindo para a qualidade da educação? Isso tudo me leva a refletir... que tipo de aprendizado nossas crianças e adolescentes podem tirar desse mecanismo? A fala dessa jornalista a meu ver são colocações vazias... sem conhecimento profundo de causa... não sou professora estadual e sim municipal, e vejo muitos dos problemas elencados pela professora que respondeu indignada a reportagem da Veja, na minha escola... Horas de preparo de aulas,de estudo, de busca de atividades diferentes, videos... muitas vezes pouco aproveitados por alunos que vem desmotivados de casa, sem responsabilidades,sem cobrança, muitas vezes sem terem pais que pelo menos olhem suas tarefas... entre outros tantos problemas que temos: videos , aparelhos de multimidia e tv que nem sempre funcionam... muita cobrança ao professor, que recebem quase que salário mínino para ensinar e dar conta de uma turma de 2o à 35 alunos, sem falar alto, sem reclamar... penso eu que o grande problema que passamos na educação brasileira vai bem mais além do espaço da sala de aula, precisa é de políticas públicas melhores. Melhorando a realidade da vida das familias,e resgatando alguns valores esquecidos como repesito e responsabilidades, poderemos seguir com dias melhores... quem sabe....

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  24. Em que planeta vive esta jornalista...Ah! no mundinho dela! Aqui fora a realidade é dura, mas apesar disso os professores se dedicam, se esforçam e muitas vezes gritam por socorro... Ninguém quer ver a realidade. São poucas as pessoas... A educação pede socoooooooorro!!!

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  25. Parabéns Andréia, falou muito bem...!!!

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  26. Gente, essa coitada (jornalista Roberta de Abreu Lima que escreveu o texto para a veja “Aula Cronometrada”) não sabe nem o que escreveu!! Tadinha!!!, não sabe ela que a realidade é outra.... Falar, julgar é muito fácil. Difícil é estar lá... Em sala de aula! Por isso que aprovo o estudo para ser jornalista, para não estar escrevendo bobagens!!!

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  27. Essa jornalista da veja merece uma sala de aula com no mínimo 40 alunos...

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  28. ADOREI A RESPOSTA DA PROFESSORA .....
    E parabéns por divulgá-la.....
    Um abraço.

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  29. Moadja Maria de Albuquerque Luna.15 de julho de 2012 23:09

    Parabenizo minha colega de profissão, que de forma maravilhosa e heroicamente elaborou a resposta para a jornalista(mal informada)sobre a dura realidade que permeia a profissão de professor .
    Ouso em afirmar que a professora foi além de uma simples "resposta", pois dissecou e analisou cada palavra,frase, texto e contexto...
    Sou professora de educação física da rede estadual e municipal de Maceió-Alagoas, e é com pesar que pude constatar o lastimável panorama da educação brasileira, idependente de local ou região; o caos é o mesmo!

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    1. Maristela - Rio Grande do Sul - 23/08/201323 de agosto de 2012 13:17

      Concordo plenamente essa carta foi realmente o desabafo de muitos professores, inclusive o meu. Vamos colocar mais um aluno em sala de aula, só para mostrar que aos indices do governo são bons, que todas as crianças estão dentro de salas de aulas. Entretanto há apenas louças...., passamos todos os alunos, pois não podemos rodá-los, presença para todos, isso é que importa. E o governo???? Onde estão os projetos para a educação, incluir os alunos na era digital, para que? Precisamos do povo burro mesmo, não queremos votantes inteligentes!

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  30. Hummm. Vejamos: esta resposta tem muita coisa relevante, mas também muita coisa irrelevante... Professor (a) escolhe a profissão porque quer. Se não está satisfeito(a), vá cursar Medicina. E creio que 80% deles (as) assim como os (as) alunos (as) NÃO QUEREM NADA COM A DUREZA, essa também é uma REALIDADE...Então, sugiro que, não está satisfeito (a)? Dê lugar pra outros(as), quem entra na profissão sabe muito bem quais as condições que o esperam. Os órgãos públicos representados pelas esferas:federal, estadual e municipal, não vão até nossas casas nos convidar para trabalhar. NÓS quem os procuramos por meio de concursos. Pra quê? Se sabemos que a realidade da educação brasileira vai de mal a pior? Pra delegar a "culpa" ao sistema? Eu, não me submeto a isso porque sei qual foi minha escolha. Tenho consciência de que sabia de todos os desafios, contradições e tropeços relacionados à profissão que escolhi e fui muito bem preparada, viriam à tona em qualquer período, senão todos. O contexto atual demanda muito mesmo do(a) profissional. Não consegue se adequar? Não concorda que os problemas da sociedade refletem na escola? Não acha que isso seja "problema seu"? Vá fazer Medicina, uma boa opção... Ou não né? É capaz de reclamarem também dos pacientes que hoje em dia não querem somente um atendimento médico. Querem um atendimento mais humanizado e menos científico. Ah, e sem considerar a capacidade de cursar Medicina... Muitos (as) não sabem nem o suficiente para a disciplina a qual ministram.Tem MUITO (a) professor (a) incapaz sim! Ô se tem...

    Palavra de Professora, Pedagoga e Psicopedagoga.

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A humanidade é um oceano. Se algumas gotas estão sujas, isso não significa que ele todo ficará sujo. (Mahatma Gandhi)