Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006

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3 de abril de 2014

Arte Popular


“Arte popular” é a produção de esculturas e modelagens feitas por homens e mulheres que nunca frequentaram  escolas de arte ou criaram obras artísticas. São pessoas do povo, com poucos recursos econômicos, que vivem no interior do país ou na periferia das grandes cidades e para quem “arte” é  trabalho.

A arte popular abrange temas universais como: vida social, religião, nascimento, vida e morte, costumes,  atualidades e o mundo imaginário — por meio da criação de seres fantásticos.

As obras são feitas em todas as regiões do Brasil, e seus autores utilizam os materiais que têm à mão, como barro ou madeira, e ainda outros, como areia, palha, contas, tecidos e penas de aves.
Os artistas populares começam cedo o aprendizado profissional auxiliando os pais nos serviços de olaria ou marcenaria, na feitura de louças, panelas e vasos; na construção de casas ou confecção e conserto de móveis, As meninas auxiliam nos afazeres domésticos e na roça aprendendo muito cedo a modelagem.


Literatura de Cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio da escrita são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo. O nome de Cordel teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em barbantes, como roupas no varal.

SUGESTÃO: Após a explicação do professor,  os alunos podem responder  as questões abaixo oralmente  ou por escrito.  

1- Defina a Arte popular?
2- Quem faz a arte popular?
3- Cite temas que são abordados?
4- Explique quais os materiais utilizados?
5- Como é o aprendizado profissional dos artistas?
6- O que é Literatura de Cordel?
7- Explique a origem do nome cordel.


A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO



















Foi numa Semana Santa
Tava o céu em oração
São Pedro
estava na porta

Refazendo anotação
Daqueles santos faltosos
Quando chegou Lampião.

Pedro pulou da cadeira
Do susto que recebeu
Puxou as cordas do sino
Bem forte nele bateu
Uma legião de santos
Ao seu lado apareceu.

São Jorge chegou na frente
Com sua lança afiada
Lampião baixou os óculos
Vendo aquilo deu risada
Pedro disse: Jorge expulse
Ele da santa morada...

E tocou Jorge a corneta
Chamando sua guarnição
Numa corrente de força
Cada santo em oração
Pra
que o santo Pai Celeste

Não ouvisse a confusão.

O pelotão apressado
Ligeiro marcou presença
Pedro disse a Lampião:
Eu lhe peço com licença
Saia já da porta santa
Ou haverá desavença.

Lampião lhe respondeu:
Mas que santo é o senhor?
Não aprendeu com Jesus
Excluir ódio e rancor?...
Trago paz nesta missão
Não precisa ter temor.

Disse Pedro isso é blasfêmia
É bastante astucioso
Pistoleiro e cangaceiro
Esse povo é impiedoso
Não ganharão o perdão
Do santo Pai Poderoso

Inda mais tem sua má fama
Vez por outra comentada
Quando há um julgamento
Duma alma tão penada
Porque fora violenta
Em sua vida é passada.

- Sei que sou um pecador
O meu erro reconheço
Mas eu vivo injustiçado
Um julgamento eu mereço
Pra sanar as injustiças
Que só me causam tropeço.

Mas isso não faz sentido
Falou São Pedro irritado
Por uma tribuna livre
Você aqui foi julgado
E o nosso Onipotente
Deu seu caso encerrado.

- Como fazem julgamento
Sem o réu estar presente?
Sem ouvir sua defesa?
Isso é muito deprimente
Você Pedro está mentindo
Disso nunca esteve ausente.

Sobre o batente da porta
Pedro bateu seu cajado
De raiva deu um suspiro
E falou muito exaltado:
Te excomungo Virgulino
Cangaceiro endiabrado.

Houve um grande rebuliço
Naquele exato momento
São Jorge e seus guerreiros
Cada qual mais violento
Gritaram pega o jagunço
Ele aqui não tem talento.

Lampião vendo o afronto
Naquela santa morada
Disse: Deus não está sabendo
Do que há na santarada
Bateu mão no velho rifle
Deu pra cima uma rajada.

O pipocado de bala
Vomitado pelo cano
Clareou toda a fachada
Do reino do Soberano
A guarnição assombrada
Fez Pedro mudar de plano.

Em um quarto bem acústico
Nosso Senhor repousava
O silêncio era profundo
Que nada estranho notava
Sem dúvida o Pai Celeste
Um cansaço demonstrava.

Pedro já desesperado
Ligeiro chamou São João
Lhe disse sobressaltado:
Vá chamar Cícero Romão
Pra acalmar seu afilhado
Que só causa confusão.

Resmungando bem baixinho
Pra raiva poder conter
Falou para Santo Antônio:
Não posso compreender
Este padre não é santo
O que aqui veio fazer?!

Disse Antônio: fale baixo
De José é convidado
Ele aqui ganhou adeptos
Por ser um padre adorado
No Nordeste brasileiro
Onde é "santificado".

Padre Cícero experiente
Recolheu-se ao aposento
Fingindo não saber nada
Um plano traçava atento
Pra salvar seu afilhado
Daquele acontecimento.

Logo João bateu na porta
Lhe transmitindo o recado
Cícero disse: vá na frente
Fique despreocupado
Diga a Pedro que se acalme
Isso já será sanado.

Alguns minutos o padre
Com uma Bíblia na mão
Ao ver Pedro lhe indagou:
O que há para aflição?
Quem lá fora tenta entrar
É também um ser cristão,

São Pedro disse: absurdo
Que terminou de falar
Mas Cícero foi taxativo:
Vim a confusão sanar
Só escute o réu primeiro
Antes de você julgar.

Não precisa ele entrar
Nesta sagrada mansão
O receba na guarita
Onde fica a guarnição
Com certeza há muitos anos
Nos busca aproximação.

Vou abrir esta exceção
Falou Pedro insatisfeito
O nosso reino sagrado
Merece muito respeito
Virou-se para São Paulo:
Vá buscar este sujeito.

Lampião tirou o chapéu
Descalço também ficou
Avistando o seu padrinho
Aos seus pés se ajoelhou
O encontro foi marcante
De emoção Pedro chorou

Ao ver Pedro transformado
Levantou-se e foi dizendo:
Sou um homem injustiçado
E por isso estou sofrendo
Circula em torno de mim
Só mesmo o lado ruim

Como herói não estão me vendo.
Sou o Capitão Virgulino
Guerrilheiro do sertão
Defendi o nordestino
Da mais terrível aflição
Por culpa duma polícia
Que promovia malícia
Extorquindo o cidadão.

Por um cruel fazendeiro
Foi meu pai assassinado
Tomaram dele o dinheiro
De duro serviço honrado
Ao vingar a sua morte
O destino em má sorte

Da "lei" me fez um soldado.
Mas o que devo a visita
Pedro fez indagação
Lampião sem bater vista:
Vê padim Ciço Romão
Pra antes do ano novo
Mandar chuva pro meu povo
Você só manda trovão

Pedro disse: é malcriado
Nem o diabo lhe aceitou
Saia já seu excomungado
Sua hora já esgotou
Volte lá pro seu Nordeste
Que só o cabra da peste
Com você se acostumou.













José Pacheco


PARA OS ALUNOS CANTAREM




  
O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro

Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas

Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro

Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho

Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto

Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens a vista

O meu pai era paulista
Meu avô pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro"


Chico Buarque de Holanda

ATIVIDADE:
Dividir a turma em grupos: Cada grupo deve pesquisar sobre algo citado na música cantada. EX: Características do paulista, pernambucano, mineiro, baiano. Sobre Luiz Gonzaga, Noel Rosa, Cartola, Orestes, Caetano, João Gilberto, Erasmo, Jorge Ben Jor, Roberto Carlos, Hermeto Pascoal ... 

Expor as pesquisas para apreciação. 































A CHEGADA DE LAMPIÃO NO CÉU

Foi numa Semana Santa
Tava o céu em oração
São Pedro
estava na porta
Refazendo anotação
Daqueles santos faltosos
Quando chegou Lampião.

Pedro pulou da cadeira
Do susto que recebeu
Puxou as cordas do sino
Bem forte nele bateu
Uma legião de santos
Ao seu lado apareceu.

São Jorge chegou na frente
Com sua lança afiada
Lampião baixou os óculos
Vendo aquilo deu risada
Pedro disse: Jorge expulse
Ele da santa morada...

E tocou Jorge a corneta
Chamando sua guarnição
Numa corrente de força
Cada santo em oração
Pra
que o santo Pai Celeste
Não ouvisse a confusão.

O pelotão apressado
Ligeiro marcou presença
Pedro disse a Lampião:
Eu lhe peço com licença
Saia já da porta santa
Ou haverá desavença.

Lampião lhe respondeu:
Mas que santo é o senhor?
Não aprendeu com Jesus
Excluir ódio e rancor?...
Trago paz nesta missão
Não precisa ter temor.

Disse Pedro isso é blasfêmia
É bastante astucioso
Pistoleiro e cangaceiro
Esse povo é impiedoso
Não ganharão o perdão
Do santo Pai Poderoso

Inda mais tem sua má fama
Vez por outra comentada
Quando há um julgamento
Duma alma tão penada
Porque fora violenta
Em sua vida é passada.

- Sei que sou um pecador
O meu erro reconheço
Mas eu vivo injustiçado
Um julgamento eu mereço
Pra sanar as injustiças
Que só me causam tropeço.

Mas isso não faz sentido
Falou São Pedro irritado
Por uma tribuna livre
Você aqui foi julgado
E o nosso Onipotente
Deu seu caso encerrado.

- Como fazem julgamento
Sem o réu estar presente?
Sem ouvir sua defesa?
Isso é muito deprimente
Você Pedro está mentindo
Disso nunca esteve ausente.

Sobre o batente da porta
Pedro bateu seu cajado
De raiva deu um suspiro
E falou muito exaltado:
Te excomungo Virgulino
Cangaceiro endiabrado.

 ATIVIDADES:

1- Dividir a turma em grupos: Cada grupo fica com uma estrofe. Em papel pardo, desenhar cenas de acordo com cenário e personagens descritas na estrofe. Colorir com lápis de cor ou tinta guache ou fazer colagem. Expor para apreciação. 



2- Imagens para colorir com cores diferentes






Santo Antônio


31 de março de 2014

Música e dança na Pré-História


 Sabe-se que o homem primitivo teve desde muito cedo necessidade de comunicar. Para isso usava, por exemplo, sinais sonoros como: gritos, sons corporais, batimentos com pedras ou com ramos de árvores, etc. No fundo, o homem pré-histórico tinha como principal objectivo o de imitar a natureza e não o de fazer música. Mas desde o momento que o homem começou a produzir sons com a intenção de fazer música, pode-se afirmar que se deu início ao longo percurso da história da música. Assim o homem começou a fazer uso da música nas suas cerimônias e rituais, como por exemplo, na evocação das forças da natureza, no culto dos mortos, no decorrer da caça,...
Começou por usar apenas a voz e os diversos sons corporais, mais tarde, também introduziu gradualmente instrumentos que construía para usar nas suas músicas e danças numa tentativa de agradar mais aos deuses.
Depois de descobrir a beleza e a funcionalidade da música o homem nunca mais se separou dela.
Não temos, hoje, clareza nem de quando e nem de que por que razões o homem dançou pela primeira vez, no entanto na medida em a arqueologia consegue traduzir as inscrições dos “povos pré-históricos”, ela nos indica a existência da dança como parte integrante de cerimônias religiosas, nos permitindo considerar a possibilidade de que a dança tenha nascido a partir ou de forma concomitante ao nascimento da religião. Foram encontradas gravuras de figuras dançando nas cavernas de Lascaux, na medida em que estes homens usavam estas inscrições para retratar aspectos importantes de seu dia-a-dia e de sua cultura, como os relacionados à caça, a morte e a rituais religiosos, podemos inferir que essas figuras dançantes fizessem parte destes rituais de cunho religioso, básicos para a sociedade de então.
A dança, provavelmente, veio da necessidade de exprimir a alegria ou de aplacar fúrias dos deuses.


 ATIVIDADE: Criar um desenho que mostre movimento e em que se consiga imaginar sons, música, canto, como no modelo acima.

27 de março de 2014

Romero Brito


"Abaporu" de Tarsila do Amaral e "Abaporu" de Romero Brito - Releitura da pintura de Tarsila do Amaral


Romero Britto é um artista brasileiro que foi criado em favelas de Recife e hoje vive nos Estado Unidos. Seus trabalhos são coloridos e alegres e sou admirado no mundo todo.
Começou a vender seus primeiros quadros nas feiras de Recife.
Em 1989, um empresário sueco conheceu e gostou de seus trabalhos e contratou para promover seus produtos nos Estados Unidos.
Suas pinturas tornaram-se conhecidas e hoje, seus quadros são adquiridos por várias personalidades internacionais do cinema, da musica, do esporte e da política.

Empresas com interesse em cultura popular, como Absoluty Vodka, IBM, Disney, Pepsi e Grand Manier, incorporaram as pinturas de Britto em seus projetos especiais.

O trabalho de Romero Brito é dividido em linhas pretas e colorido com com cores variadas e contrastantes recheadas de elementos como traços e círculos maiores e menores.

Sugestão:
Fazer Releitura da Monalisa no estilo de Romero Brito



Trabalho em equipe: Cartaz: 
Fazer uma releitura da pintura "O grito" usando papéis coloridos,  
observando as características de Romero Brito



24 de março de 2014

Povos indígenas paranaenses



Os povos indígenas foram os primeiros habitantes do Estado do Paraná. Foram eles os recepcionistas dos portugueses.  Varias nações habitavam o território paranaense, ocupavam as florestas tropicais e as margens dos rios. Atualmente existem três etnias indígenas Tupi-Guarani, com várias nações: os Guarani, a maior delas, os Kaingangues e os Xetá. Os Tupis ocupavam o litoral, o nordeste e o oeste do Estado. Os Kainganges tinham uma concentração maior nas terras altas, regiões de campos e florestas de araucárias. Os Jês também habitaram o Estado, mas foram praticamente dizimados. Estudos mostram que hoje restam apenas oito sobreviventes espalhados, um em cada lugar. Com a ajuda de sociólogos e da FUNAI, reivindicaram seus direitos e o reconhecimento de sua cidadania, conseguiram documentos pessoais, aposentadoria e atendimento dos programas sociais.
Os Tupi habitaram a região onde moro, Alto Piquiri. No município não restou nenhum vestígio nem habitantes indígenas que se tenha conhecimento. Documentos sobre a história do Município de Alto Piquiri afirmam que a região foi habitada por índios da nação Kaigangue na região do Pai-querê, terras altas e férteis situadas entre os vales dos rios Piquiri, Ivaí e Iguaçu, motivo que deu o nome ao Salto Paiquerê, http://www.panoramio.com/photo/78213210 no rio Goio-Erê, que limita os Municípios de Alto Piquiri e Mariluz.  Na região de Serra dos Dourados, divisa com Mato Grosso do Sul, nos municípios de Umuarama, Cruzeiro do Oeste, Icaraíma, Douradina e outros, habitaram os Xetá.
Os Tupi-guarani tinham uma cultura bastante desenvolvida, se comparada a outras nações indígenas. Fabricavam seus próprios utensílios. Desenvolveram uma cerâmica bastante adiantada, confeccionando em grande quantidade. Essa cerâmica era cozida. Usavam fibras de taquara na confecção de cestas e outras peças. Sabiam tecer o algodão. Com ele fabricavam redes e tecidos aperfeiçoados. Suas ocas eram feitas de madeira cobertas com folhas de palmeira. Aprenderam a extrair um veneno da raiz da mandioca e torná-la  comestível. Preparavam alimentos, fabricavam cerâmicas, Construíam suas ocas e armas para guerra, caça e pesca. No Litoral do Paraná ainda se encontram alguns vestígios de Sambaquis. São conchas, ostras, ossos de animais marinhos, restos de cozinha indígena pedras amontoados irregularmente, onde se encontram material arqueológico acumulados. Nestes locais também são encontrados jazidas arqueológicas, evidências de pedras, ossos e cerâmicas, trabalhados por indígenas pré-históricos. São os zoolitos, figuras de pedra, reproduzindo geralmente aves, animais, peixes de forma rudimentar.
Esses povos têm seus esportes, sua dança, sua pintura corporal, seu trançado em palha, sua música e seus mitos.
Ainda hoje, as tribos indígenas paranaenses remanescentes, com a ajuda da FUNAI, lutam por seus direitos, reivindicando terras, educação para os filhos, manutenção de sua cultura. Muitas vivem na miséria, sem assistência médica e social. Se não quiserem viver marginalizados, precisam se organizar e resistir através de movimentos, impedindo a passagem de carros, viajando até Brasília, correndo riscos. Precisam se organizar, eleger um líder, pois muitas vezes são tratados como se não fossem brasileiros. É claro que algumas tribos já desfrutam de concessões, mas ainda há muito por fazer. A burocracia é lenta. Enquanto isso, os indígenas correm o risco de terem sua cultura perdida para sempre e o Brasil uma parte de sua História.






20 de março de 2014

Ecologia

A crueldade do homem representada em um desenho animado

 

O homem pode planejar ações que evitem a destruição da natureza, possibilitando um futuro melhor para a humanidade.

18 de março de 2014

Arte pré-histórica



A arte pré-histórica é a mais antiga forma de arte conhecida. Tudo o que conhecemos desse período são o resultado das pesquisas de antropólogos e historiadores e dos estudos da ciência
arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.
As primeiras produções da Idade da Pedra datam de 15000 a.C., época em que o homem esculpiu estatuetas de deusas e pintou bisões, veados e gados nas paredes das cavernas, como nas grutas de Altamira e de Lascaux. No período paleolítico, 8000 a.C, foram deixados notáveis desenhos e pinturas rupestres. o pintor-caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto é, feitas em rochedos e paredes de cavernas. O homem deste período era nômade.
No período mesolítico, 5000 a.C, as pinturas já retratavam guerras intertribais, cenas da colheita e caçadas. No período neolítico, 5000-2500 a.C, as pinturas eram bastante elaboradas sobre as pedras.


Os artistas da Pré-História realizaram também trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas. Predominam figuras femininas. Destaca-se: a Vênus de Willendorf. 


As manifestações de pintura rupestre podem ser encontradas em todo o território brasileiro, porém são pouco conhecidas. Exemplos desse tipo de pintura são encontradas em áreas como Sete Cidades, no Piauí, e Lagoa Santa em Minas Gerais.







ARTE:
A arte tem sido definida de diferentes formas. Alguns artistas tentaram definir um conceito para a arte. Conheça algumas definições:
            “Será arte tudo o que eu disser que é arte” (Marcel Duchamp)
            “A beleza perece na vida, porém a Arte é imortal” (Leonardo Da Vincci)
            “Se eu pinto meu cachorro exatamente como é, naturalmente terei dois cachorros, mas não uma obra de arte”. (Goethe)


ATIVIDADE: 
Desenhe e pinte um cachorro, procurando fazer uma obra de arte.

            Tamanho: 12cm x  18cm



TRAÇOS ENCONTRADOS EM PINTURAS RUPESTRES



ATIVIDADE: 
Fazer pinturas rupestres nas figuras abaixo
Expor as figuras num painel




ATIVIDADE:
Ilustrar os potes abaixo com traços selecionados dos quadros a seguir:







17 de março de 2014

Fotografia

A humanidade sempre desejou registrar momentos e imagens, sejam eles, bons ou ruins, feios ou belos. Com o passar dos anos  e com o empenho de muitos estudiosos isso foi se tornando realidade, e cada vez melhor. A fotografia  tem a capacidade de congelar momentos e torná-los visíveis para outras pessoas. São capazes de apresentar outro tipo de informação - a visual e mesmo que as imagens fiquem amareladas, elas continuam ali. A fotografia é a prova de que vivemos, ficamos mais velhos, com a vantagem de ver fragmentos de nossas vidas. Ela denuncia injustiças, mostra o tempo, a moda, a classe social, o momento político, a estação do ano, a hora...  Muitas famílias têm fotografias antigas guardadas. Elas  
são documentos que podem ser estudados para se conhecer como eram as pessoas, como viviam, como pensavam. A fotografia pode ser um importante instrumento para recuperação da história pessoal e social. É preciso ter um olhar atento para identificar as diferenças em relação às fotografias atuais a partir das informações sobre luz, sombras, cor, paisagem, cenário, figurino, tipo de vestimenta que mais chamam a atenção. 

 Breve análise de uma fotografia antiga:

FamiliaSiegle-gentilezaMariaInesEscalonaPurcell2005

Uma família numerosa. Aparenta ser a foto familiar de um casal mais velho e sua prole. Dentre esses, alguns já casados e com filhos também.  Percebe-se três gerações: à frente estão as crianças e um jovem; no centro, sentados estão os mais velhos. No fundo, em pé, estão os mais jovens. Todos se prepararam para esse momento, vestiram roupas de passeio: os homens, terno e gravata, as mulheres e as meninas, vestidos. As mulheres mais jovens, as meninas e os bebês usam roupas claras. Todos usam roupas de mangas compridas, parecer ser inverno, porque os meninos usam roupas grossas. Os cabelos das mulheres são longos.  Todas estão com eles muito bem arrumados, um sinal da vaidade feminina. Todas as pessoas estão estáticas, a impressão que se tem é de que há um profundo silêncio. As meninas que ladeiam o menino vestem roupas iguais, um costume da época, quando as compras eram feitas com o máximo de economia. Provavelmente, para evitar sobras e para igualar a importância das filhas, escolhia-se o mesmo tecido e o mesmo modelo.  
            O fundo é confuso, aparenta ser um ambiente externo, mas lateralmente estão visíveis móveis e pintura. 

14 de março de 2014

Lugares Sagrados

LUGARES SAGRADOS São lugares consagrados a um culto religioso. 

Torre de Babel

No início de sua história o homem usava, para as suas orações, o alto das montanhas, ou o refúgio sob as árvores de bosques e florestas. Esses lugares eram considerados sagrados. Mas era perigoso, um inimigo ou um animal feroz podia atacá-lo. Os templos religiosos surgiram quando houve a necessidade do homem buscar proteção conta inimigos ou animais , então ele construiu os muros.

Os primeiros templos surgiram entre os sumérios, 4000 anos A.C. na Mesopotâmia, região situada entre os rios Tigre e Eufrates, Os primeiros templos eram  feitos de tijolos secos ao sol e eram bastante simples, sem teto, chamavam-se Zigurate.

Zigurate
Os templos egípcios, que surgiram depois, tinham colunas, mas eram descobertos. Depois de séculos, fizeram um teto imitando a abóbada celeste. Os templos egípcios e babilônicos influenciaram, os templos hebraicos, ou templo de Salomão, e serviram de  modelo para as igrejas atuais. Foi com os gregos que a construção de templos tornou-se a mais alta expressão da arquitetura antiga, influenciando todas as culturas, inclusive a nossa.

O lugar mais sagrado do judaísmo era o Templo, construído no monte Moriá em Jerusalém. Ele foi destruído pelos gregos . O segundo Templo, construído no mesmo lugar, foi destruído pelos romanos. Um outro lugar sagrado em Jerusalém é o monte das Oliveiras,ele era um cemitério.


LUGARES SAGRADOS NA NATUREZA: - São espaços geográficos abertos, como Cachoeiras, montanhas, vales, grutas naturais, planícies, rios, florestas onde se faz reverencia a algum ser superior.






LUGARES SAGRADOS CONSTRUÍDOS
são templos, construções e monumentos para a experiência do sagrado.

Os lugares sagrados construídos podem ser classificados em:

Lugares destinados ao culto religioso:
            (mesquita, sinagoga, igreja, templo, terreiro, santuário);
Lugares para a vivência espiritual:
            (mosteiro ou convento, seminário);
- Lugares de culto ou reverência aos mortos:

            (ceminários, necrópoles, túmulos, catacumbas).









Caaba




Templo indiano - Taj Mahal


13 de março de 2014

Arte egípcia

Imagem do Museu egípcio, Curitiba

            A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do Antigo Egito localizada no vale do Rio Nilo no Norte da África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na religião durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo e demarcando diferentes épocas que auxiliam na clarificação das diferentes variedades estilísticas adotadas: Período Arcaico, Império Arcaico, Império Antigo, Império Médio, Império Novo Época Baixa, Período Ptolomaico e vários períodos intermédios, mais ou menos curtos, que separam as grandes épocas, e que se denotam pela turbulência e obscuridade, tanto social e política como artística.
            O tempo e os acontecimentos históricos encarregaram-se de ir eliminando os vestígios desta arte ancestral, mas, mesmo assim, foi possível redescobrir algo do seu legado no Século XIX em que escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, colecionadores e mesmo o olhar amador.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_do_Antigo_Egito


SUGESTÃO:
Mostrar rapidamente as múmias pintadas, pedir aos alunos que observem como são diferentes umas das outras e orientar para que pintem o modelo abaixo fazendo modificações. No final da aula, os alunos devem colar as múmias num painel para observação de outros alunos.

Desenho e confecção de máscaras egípcias.


http://www.pinterest.com/pin/367747125794524042/


Créditos a http://www.pinterest.com/strollercoaster/design/


Fazer colagem e expor as produções dos alunos


http://www.pinterest.com/pin/367747125794524042/



Desenhe uma máscara


Como fazer uma múmia


http://media-cache-ec0.pinimg.com/236x/0d/e8/ba/0de8ba1bda09db86290d87d48917a04d.jpg





12 de março de 2014

Cândido Portinari

OS RETIRANTES


Os Retirantes _ Cândido Portinari – 1944 - Óleo s/ Tela. 190 x 180 cm
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

            Cândido Portinari nasceu em 1903 em Brodosqui, Estado de São Paulo. Desde criança trabalhou na lavou de café, fato que influenciou sua obra. Aos 9 anos entrou em contato com a pintura, auxiliando na restauração da Igreja Matriz local. Aos 15 foi sozinho para o Rio de Janeiro onde trabalhou durante o dia e estudou  Artes à noite. Começou a expor seu trabalho e em 1925, com 23 anos,  atraiu a atenção dos críticos. Tornou se uma artista admirado no Brasil e na Europa, onde conheceu vários países e obras de pintores famosos.  Voltou para o Brasil e encontrou sua maneira de pintar. O café passou a ser seu tema favorito. Pintou grandes painéis em locais públicos e passou a expressar a realidade vivida pelos trabalhadores: Cansaço, sofrimento e temas políticos. Numa viagem a Nova York visitou o museu de Arte Moderna e conheceu a pintura cubista de Picasso, Guernica e se Surpreendeu. Neste momento de sua vida era grande admirador do Partido Comunista, o que fez com que suas obras fossem  rejeitadas até pela Igreja e assim ele o passou ele passa a ser visto como um perigo à sociedade. Naquele momento histórico, a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto aconteciam na Europa, No Brasil, o nordeste é dizimado pela seca, e Getúlio Vargas é o Presidente da República.
Portinari pintou “Os Retirantes”  sob esses acontecimentos. 

Numa análise estética percebe-se que sua obra recebeu influências de Pablo Picasso, pois tem traços do cubismo, algumas roupas têm formas geométricas. Não existe perspectiva, é com se fosse uma escultura. O fundo distante tem umas poucas montanhas bem claras. As cores são escuras e dão um ar pesado à tela.
Portinari empenhou-se em mostrar a falta de uma política sem preocupação com a situação do nordestino brasileiro. Mostrou a situação de trabalhadores rurais que eram penalizados sempre que a miséria atingia, como acontecia no país naquele momento.  A pintura “Os Retirantes”, acentua as desigualdades sociais: a pobreza e consequentemente  a fome. São nove personagens que olham para o expectador. A tela mostra a necessidade que o nordestino tem de abandonar sua terra em busca de uma vida melhor em outra parte do país. Duas famílias, duas gerações. Analisando dessa forma, é possível perceber que Portinari foi realmente um homem voltado para as questões sociais, pelo fato de ter presenciado isso no Brasil, um pintor que procurou retratar pessoas reais, famílias numerosas, o homem, preso ao campo e o Brasil, essencialmente rural, e isso o incomodava.

            Esses argumentos são imprescindíveis  quando se quer observar a obra do ponto de vista poético. Portinari foi influenciado desde pequeno pelo que presenciou. Para atingir seu objetivo de atrair a atenção da situação brasileira, Portinari lançou mão da dramatização. Procurou criticar o sistema de governo para chamar a atenção e provocar uma mudança. Mostrou-os paupérrimos  e em pleno êxodo, tudo o que têm, cabe numa pequena trouxa: A pé, descalços,sem o mínimo de segurança e bem estar, duas famílias com filhos pequenos fogem da seca. A miséria e o perigo iminente de morte. os igualou. Todos são mostrados desfigurados, cadavéricos, com ar de tristeza e solidão, esfarrapados, nus ou seminus buscando apoio encontrando proteção uns nos outros, já que não podem contar com ninguém mais, como Portinari estava habituado a ver.  Usou cores escuras, como se as pessoas estivessem sujas.  Portinari também mostrou um grave problema de saúde: uma criança seminua com aparência de portadora de esquistossomose, uma doença acarretada geralmente quando há falta de saneamento básico. Não há nenhuma vegetação. Avista-se ao longe o cume de algumas montanhas. O céu também foi pintado para chamar a atenção. Além de escuro, muitos pássaros negros, abutres, esperando o momento em que o grupo não resistir mais e sucumbir. O cajado do senhor mais idoso e uma ave formam uma imagem que lembram o cajado da personagem morte. O sofrimento desta família mostra a situação de inúmeras famílias brasileira. Portinari não poupou esforços para fazer uma crítica social.

            Ao retratar a realidade brasileira,  Portinari atingiu seu objetivo e eternizou a obra. Mesmo sendo uma pintura da década de 40, ainda pode ser considerada uma pintura atual”. Ele mostra  problemas sociais que apesar da critica, continuam requentes, embora atualmente existam muitos programas sócias.

7 de março de 2014

Apenas uma gota



"Nós mesmos sentimos que o que estamos fazendo é apenas uma gota no oceano. Mas o oceano seria menor se faltasse essa gota.

(Madre Teresa, frases sobre a força das mulheres)

Dia Internacional da Mulher


A você mulher:
Que cuida do lar, do sustento familiar, da educação dos filhos;
Mulher que dá força, coragem para enfrentar as dificuldades do dia a dia;
Que dá carinho e amor;
Mulher mãe, profissional, esposa, amiga, 

Parabéns pelo seu heroísmo!