Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006

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10 de dezembro de 2007

Telemarketing


É hora do almoço. O telefone toca insistentemente. Do outro lado da linha, uma voz com características de superioridade pergunta: “Por favor, a Senhora Terezinha está?” Eu já sei do que se trata. Desligar o telefone, dizer que viajou, que saiu, tirar o telefone do gancho... não resolve, porque o telefone certamente tocará inúmeras outras vezes. É uma daquelas famosas ligações comunicando que pelo meu ótimo relacionamento com o “Banco X”, fui selecionada para receber, gratuitamente, em minha casa, um cartão de crédito, blá, blá, blá - blá, blá, blá - blá, blá, blá...
Eu sempre digo que já possuo um, que não me interesso por outro, mas a moça não desiste. Passa um tempinho e nova ligação, com a mesma abordagem.
De tanto receber esse tipo de telefonema, eu passei a não dar importância. Deixo a pessoa falar, para ir esgotando seu repertório. Quando ela pensa que estou interessada, pergunta: “Tudo bem pra Senhora, Dona Terezinha?” E eu: “Não. Eu não me interesso” A seguir vem a hora infernal: “E POR QUAIS MOTIVOS, SENHORA TEREZINHA?”
Antes eu me preocupava com esse momento, porque nenhum dos meus argumentos ficava sem resposta. Era muito difícil. Enquanto a moça não esgotava seu repertório de respostas decoradas a ligação não terminava. Isto aconteceu comigo incontáveis vezes, até que eu descobri uma nova resposta que foi tiro e queda. Após a pergunta: “E POR QUAIS MOTIVOS, SENHORA TEREZINHA?”, eu passei a responder: “POR RAZÕES PARTICULARES!” E a moça treinada ficou sem reação. Sem a resposta decorada para falar, passou a despedir-se com um frio “OBRIGADA SENHORA, BOA TARDE!” Até agora deu certo. Depois desta postagem não tenho mais certeza.
Terezinha Bordignon


Recentemente, recebi um email com dicas interessantes sobre como lidar com mensagens de telemarketing.



ANTÍDOTO AO TELEMARKETING E AO MARKETING DIRETO
Andy Rooney, editor de notícias da CBS, nos brinda com essas preciosas dicas sobre como lidar com as agressões de marketing que nos bombardeiam todos os dias.

1) Um método que realmente funciona: ao receber uma chamada de telemarketing oferecendo qualquer coisa, diga apenas: "Por favor, aguarde um momento..." Diga isso, deixe o fone sobre a mesa e vá cuidar de outras tarefas (ao invés de simplesmente desligar o telefone de imediato). Isso vai fazer com que cada chamada de telemarketing que fizerem tenha uma duração muito longa, arruinando as metas do marketeiro que lhe ligou. Periodicamente verifique se o marketeiro ainda está na linha e reponha o fone no gancho somente após ter certeza de que ele desistiu e desligou. Isso dá uma lição de alto custo para esses intrusos. Se difundirmos esse método ajudaremos a eliminar ofertas indesejadas por telefone.


2) Alguma vez você já atendeu ao telefone, e parecia não haver ninguém do outro lado? Esta é uma técnica de telemarketing onde um sistema computadorizado faz a ligação e registra a hora em que a pessoa atendeu. Esta técnica é utilizada por marketeiros para determinar a melhor hora do dia em que uma pessoa real deverá ligar, evitando assim que o "precioso" tempo de ligação deles venha a ser desperdiçado, caso você não esteja em casa. Neste caso, ao receber este tipo de ligação, não desligue. Ao invés disso, pressione o botão "#" no seu telefone seis ou sete vezes seguidas, em rápida sucessão. Isso normalmente confunde o computador que discou seu número, fazendo registrar que seu número é inválido, e eliminando seu número do banco de dados. Ah, que pena, eles não têm mais seu número para ligar de novo...


3) Propaganda inserida em suas contas recebidas pelo correio: todos os meses recebemos propaganda indesejada inserida em nossas contas de telefone, luz, água, cartões de crédito, e outros. Muitas vezes essas propagandas vêm com um envelope de resposta comercial, que "não precisa selar; o selo será pago por..."


Insira nesses envelopes pré-pagos a propaganda recebida e coloque de volta no correio, COLOCANDO A PRÓPRIA COMPANHIA COMO DESTINATÁRIO. Caso queira preservar sua privacidade, remova qualquer coisa que possa identificá-lo antes de inserir no envelope. Isso funciona excepcionalmente bem para ofertas de cartões, empréstimos, e outros itens "pré-aprovados". Não jogue fora esses envelopes pré-pagos.


Devolva-os com as propagandas recebidas. Faça essas companhias pagarem duas vezes pela propaganda enviada. Aproveite para inserir anúncios da pizzaria local, de lavanderias, supermercados, ou qualquer outro item inoportuno que esteja à mão.


Algumas pessoas já estão praticando isso e devolvendo esse lixo de volta a essas companhias. Mas, veja bem, temos que dar nosso recado. Precisamos ter números expressivos de pessoas aplicando essas técnicas eficazes de protesto.
Colaboração: Eduardo Sales

7 de dezembro de 2007

O homem do chapéu de palha



Quando algo engraçado ou triste nos acontece, o fato jamais cai no esquecimento. De vez em quando nos recordamos e nesse momento, ou rimos ou choramos.

Naquela noite chegamos do Colégio no horário de sempre. Nossas duas filhas ainda não tinham chegado da faculdade e do cursinho pré-vestibular. Cada um de nós foi fazendo o que mais necessitava: Meu esposo foi direto para a cozinha, matar a sede com água bem gelada; eu para o quarto, na busca das confortáveis sandálias havaianas.

Acontece que elas sempre ficavam num cantinho, escondidas, para não poluir o visual. Para alcançá-las, eu precisava passar em frente à janela do quarto. Neste dia eu tive uma surpresa: bem no meio do meu caminho, pisei sobre um chapéu. Olhei, era um chapéu de palha masculino.

Um arrepio percorreu minha espinha e meu coração disparou. Eu já havia sentido tal sensação há alguns anos, quando, chegando da igreja à noite, encontrei minha casa revirada por ladrões. Numa fração de segundos, uma revolução de pensamentos: “Fui furtada de novo! Será que o homem ainda está dentro de casa? Onde está escondido? Está armado? Está só ou acompanhado?...” . Corri até a cozinha, ainda ofegante, apavorada, relatei o fato a meu esposo: “Alguém entrou aqui em casa porque tem um chapéu caído lá no quarto!”. Sem demonstrar medo algum, ele foi até o quarto, calmamente analisou o chapéu e afirmou: “Este chapéu é meu!”

Fiquei indignada, como o chapéu, que só era usado para trabalhar na horta, fora parar ali no quarto, se meu esposo também estava no colégio? Afinal, após algumas hipóteses, consegui me acalmar.

No dia seguinte, fui tirar satisfação com minhas filhas. Elas não sabiam de nada.

Tudo ficou claro quando a senhora que fazia os trabalhos domésticos explicou: No dia anterior, ela havia lavado o piso das calçadas. Para se proteger dos raios solares, usou o chapéu de meu esposo. Quando chegou na parte da calçada onde ficava a janela de meu quarto, havia sombra. Ela colocou o chapéu no parapeito. Talvez um vento o tivesse derrubado, e como resultado, surgiu a confusão. Claro que foram dadas muitas gargalhadas.

É incrível como nossa mente associa um fato a outro: o furto, que estava aparentemente esquecido, e o chapéu, que estava no lugar errado na hora errada, fizeram com que eu não reconhecesse um chapéu que me era familiar, e reagisse como se estivesse sendo vítima de assalto.

Aqui em casa, de vez em quando, ainda nos recordamos do homem do chapéu de palha.