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7 de outubro de 2006

Teatro


O CORVO ASTUTO E A SERPENTE

PERSONAGENS:
CORVO: astuto, negro e viajante
SERPENTE
: Má, invejosa e ambiciosa.

CENÁRIO:
O espaço do palco apresenta uma clareira de uma floresta com gramíneas, um rancho, pedras e um jarro com um pouco de água.

SERPENTE: (Entra no palco rebolando. Fala para a platéia) Estou morrendo de fome. Será que encontro algum jantar por aqui? Vou ficar perto daquelas pedras, bem escondidinha, que sabe eu papo um camundongo, hem? Ou um pássaro! (Ri) Há, há, há, há, há!

CORVO: (Entra no palco batendo as asas) Cruá, Cruá, Cruá! Cruá, Cruá, Cruá! (Olha ao redor) Que lugar maravilhoso para se descansar. É uma pena que não tem água!

SERPENTE: (Faz um barulho de guizo e vai para cima do corvo) Ahá! Chegou a minha hora tão esperada! Vou parar você, Seu gostoso!

CORVO: (Dá um pulo para a trás) Para por aí, fique longe, sua cobra peçonhenta!

SERPENTE: (Tem um acesso de soluço) Ic! Ic! Ic! Ic! Eu vou, Ic lhe pegar, Ic! Ic! mas antes, Ic!, Vou tomar água para passar meu soluço! Ic! E depois... Ic! Adeus peninhas!

CORVO: Você disse água?

SERPENTE: Ic! Isso, Isso, Isso!

CORVO: Onde? Fala logo!

SERPENTES: Ic! Naquela jarra ali! Mas não adianta, Ic! você vai morrer com sede. Sou eu quem vou tomá-la. Ic!

CORVO: Nada disso! Eu sou mais rápido. Enquanto você se arrasta, eu vôo sobre você.

(O corvo voa rápido até o jarro)

(A cobra se arrasta lentamente)

CORVO
: Nossa, o jarro está pela metade! Meu bico não alcança (fazer a tentativa) Ah! Já sei, já sei. Vou jogar as pedras dentro do jarro e a água vai subir. (Joga as pedras dentro do jarro)

SERPENTE: Ic! Pensei que eu fosse a mais esperta, Ic! mas você me venceu, Ic!

CORVO: Isso mesmo! (Bebe da água) Ah! Até parece um delicioso jantar!

SERPENTE: Ic! Deixe um pouquinho pra mim, Ic! Tenho de curar o meu soluço!

CORVO: Falou tarde, Cascavel! Já tomei tudo. Agora vou continuar minha viagem. Boa sorte. Tomara que encontre água para curar o seu soluço, se não, não vai conseguir nenhuma presa. Elas vão se assustar com o barulho desse seu soluço. Passe muito bem! (Sai do palco batendo as asas) Cruá, Cruá, Cruá! Cruá, Cruá, Cruá!

SERPENTE: (Sai do palco se retorcendo) Ic! Ic! Ic! Ic! Ic! Ic! Ic! Ic!

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A humanidade é um oceano. Se algumas gotas estão sujas, isso não significa que ele todo ficará sujo. (Mahatma Gandhi)