A instalação é uma manifestação
artística tridimensional contemporânea composta por elementos organizados num
ambiente. Através dela, podemos manipular diversos materiais ou objetos da
realidade, pois ela permite uma grande
possibilidade de suportes, e uma gama variada de possibilidades, em sua
realização pode integrar inúmeros
recursos, colocando-os em um ambiente especial que envolve quem
os vê, de modo que o espectador pode utilizar ou não todos os sentidos e
provocar sensações: táteis, térmicas, odoríficas, auditivas, visuais entre
outras. As combinações com várias linguagens como vídeos, filmes, esculturas,
performances, computação gráfica e o universo virtual, fazem com que o público
se surpreenda e participe da obra de forma mais ativa. Ela é flexível e variada
e pode ter um caráter efêmero, isto é, só existir naquele momento, ou, depois
de apresentada, ser desmontada e montada em outro local uma vez que a Arte
Contemporânea tem como característica o questionamento do próprio espaço e do
tempo.
Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006
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27 de julho de 2015
19 de julho de 2015
Tridimensional
ESCULTURA EM VELA SETE DIAS
Materiais:
1 vela sete dias
1 espátula de unha
lápis
Tinta a base de água.
Modo de Fazer:
Planeje um modelo e desenhe-o na vela, pode ser uma flor, um animal ou pessoa, como no modelo.
Faça a escultura trabalhando a imagem com a espátula.
Pinte a imagem com tinta guache diluída.
Deixe secar.
Atinta guache pode ser substituída por tinta a óleo diluída em terebentinba e secante de cobalto, como o modelo abaixo
Categoria:
Escultura
14 de julho de 2015
Aprenda a fazer tinta
Ensine seus alunos a fazer tinta com
diferentes materiais existentes por aí, gastando quase nada. Os pigmentos são
extraídos de tijolos, telhas, gesso e carvão triturados com martelo dentro de um pano grosso (cuidado para não ferir os olhos) e peneirados bem fino; e
terra e argila de cores diferentes, bem secos e peneirados com peneira bem fina. A variação de
cores depende do local de onde se extrai o material. É importante escolher um local não contaminado e livre de folhas, pedras, ou detritos.
O aglutinante é feito assim: Em um
copo, misture duas partes de cola branca para uma de água.
Divida essa mistura em pequenos potes
ou em uma formas de gelo, adicione cada pigmento a esse aglutinante de. Aplique
a tinta com um pincel em uma folha de papel, observando as cores produzidas
Depois de secas, as tintas não se
soltam e ficam com cores mais intensas e brilhantes. Elas se misturam como as
tintas comercializadas e têm secagem rápida e não desbotam..
CORES OBTIDAS COM A MISTURA DO AGLUTINANTE
E DOS PIGMENTOS
PIGMENTOS UTILIZADOS E SUAS CORES
MISTURA DE CORES
PINTURA
Como não usei peneira muito fina, a
pintura ficou com textura. Gostei do resultado
Categoria:
Pintura
Confecção de cartazes
O trabalho pode ser feito em duplas ou grupo. Após concluir um tema, o professor orienta o aluno para realisar uma colagem expressando o tema estudado. Os materiais necessários são papel tinta, lápis, cola, tesoura, pequenos objetos, imagens de jornais e revistas.
Exemplo com o tema alcoolismo
Categoria:
Colagem
5 de julho de 2015
Receita de Têmpera
MATERIAIS
Um copo
Um ovo
Uma colher
Um conta-gotas
Pigmentos em pó de cores variadas (pó xadrez, fácil de
encontrar nos mercados)
Própolis ou óleo de cravo
Água filtrada
Papel
Pincel
PROCEDIMENTOS:
1- AGLUTINANTE
Uma gema
Água filtrada
Duas gotas de óleo de cravo ou de própolis
2- MODO
DE FAZER
Quebre o ovo na mão com cuidado e
escorra bem toda a clara entre os dedos. Fure a gema e deixe todo o líquido
amarelo escorrer num copo, mas descarte a película, pois ela não é solvente e
causa mau cheiro. Para cada gema adicione aos poucos duas partes de água
filtrada. Misture bem e acrescente duas gotas de própolis ou óleo de cravo, que
agem como fungicida e evitam a criação de bolor.
3- PIGMENTO
Uma colher de café de pigmento em pó
Água
4- MODO
DE FAZER
Misture numa paleta o pigmento em pó com um
pouquinho de água até virar uma pasta. Molhe o pincel no aglutinante, misture
com pequenas quantidades da pasta e aplique no papel. Depois que a pintura
estiver seca pode ser aplicada outra camada de tinta por cima. É possível criar
novas cores, misturando pigmentos de cores diferentes.
Categoria:
Arte2
29 de junho de 2015
Encáustica
Segurando uma colher pelo
cabo, esquente-a levemente na chama de uma vela ou lamparina. Escolha um bastão
de giz de cera e derreta uma pequena porção na colher. Controle o calor, sem
deixar que a cera ferva. Com um pincel, aplique a tinta num papel. Não é possível
fazer mistura de cores no papel pois o giz colorido se torna sólido rapidamente, mas você pode derreter giz de cores diferentes na colher para criar novas cores .
Veja alguns exemplos:
Categoria:
Arte2
21 de junho de 2015
Xilografia e Cordel
A
literatura de cordel nordestina é proveniente da Península Ibérica, onde
imperou o trovadorismo. Até 1808, não se permitia a impressão de obras
literárias no Brasil, mas isso não foi um problema, pois ela já existia na
forma oral ou manuscrita. Essa literatura adquiriu características brasileira,
principalmente nordestina. Escrita em versos de cinco, sete e dez sílabas,
destaca-se por sua qualidade, sua sátira e sua crítica social. O poeta
cordelista, antes de mais nada, precisa ser um observador sensível da vida
pública, da política e necessita de uma imaginação inesgotável, pois seus
versos influenciam outras gerações de poetas sucessores. Eles também exercem um
grande fascínio popular. Além da irreverência da linguagem coloquial e dos
temas que chamam a atenção do leitor, o cordel está junto do seu leitor. Ele é
vendido em formato de livrinhos nas feiras livres e praças no nordeste.
Segundo
Isaias Gomes da Silva, cordelista, o que caracteriza a literatura de cordel é o
gênero literário e não o fato dos livrinhos serem expostos em cordas ou
cordéis. Isaias afirma que antes do nome cordel esse tipo de literatura já
existia. Esse nome era usado em Portugal no Século XVII. No Brasil, essa
nomenclatura só se popularizou na década de 60. Foi um nome dado aos romances e
folhetos que se vendiam na feiras livres do Nordeste sobre malas, mesas ou no
chão, e não pendurados em barbantes ou cordas, conforme afirmam alguns
historiadores. Os folhetos só passaram a ser pendurados em cordéis na década de
70 pelos vendedores, dentro dos estabelecimentos comerciais.
Uma
curiosidade é que esse tipo de literatura popular também tem suas raízes
fixadas em outros países: México, Chile, Nicarágua e Argentina. Até a gravura
que ilustrava os textos mexicanos e chilenos apresentam características parecidas
com a do cordel brasileiro.
O
cordel brasileiro não ficou limitado ao Nordeste. No Estado do Pará ele também
se desenvolveu. Cordelistas nordestinos, fugindo da seca e com o desejo de
enriquecimento, em pleno auge da borracha, ali se estabelece. Junto com eles veio
as tradições e valores culturais do Nordeste, mas ali no Pará os cordelistas
usam pseudônimos, O razão é que o cordel está ligado à classe popular e os
cordelistas exercem outras profissões e não querem se associar a pessoas de uma
cultura mais simples.
O
Brasil tem grandes cordelistas: O precursor foi Leandro Gomes de Barro, que
chegou ser comparado a Olavo Bilac.
Isaias
Gomes da Silva também afirma que a xilogravura não é o único meio de ilustração
do cordel. Ela se tornou popular a partir dos anos 40, e que até 1920 o cordel
era publicado com capa sem ilustração alguma. Aos poucos começaram a surgir
cordéis com capas ilustradas com fotos de artistas do cinema, ou de seus
autores, e até de alguns personagens do folheto.
Antes
da popularização das xerocadoras, os cordéis eram impressos em papel jornal
para baratear os custos. A partir das máquinas de xérox, das pequenas gráficas,
das impressoras a jato de tinta, o papel ofício e A4 foram substituindo o papel
jornal, mas o poeta cordelista vive da renda de seus folhetos, para ele não
importa o papel.
A
xilografia se popularizou a partir de 1940. Começou a ser usada para baratear
os custos dos livretos, uma vez que o poeta não mais precisava se deslocar de
sua cidade para fazer a capa. Ele mesmo poderia confeccioná-la. No início elas
não eram muito bem feitas, mas com a prática do artista, elas foram sendo
aperfeiçoadas. Surgiram então grandes artistas da xilogravura. Eles passaram a
divulgar suas xilogravuras junto com os folhetos e a defender a xilogravura
como única forma válida para ilustrar a literatura de cordel, porém nem todos
os artistas acataram a idéia.
Portanto,
a literatura de cordel e a xilogravura nasceram e trilharam caminhos
diferentes, até se encontrarem. A xilogravura nunca foi muito aceita no meio popular,
mas, por decisão da Academia ficou estabelecido que ela deve fazer parte da
ilustração do cordel, apesar de não ser ela quem determina o que é ou deixa de
ser cordel, mas o seu texto.
REFERÊNCIAS
CORDEL DA COPA 2014
NAS ONDAS DO HUMOR
Autor:
Antonio Barreto- Santa Bárbara/BA
A respeito dessa Copa
Já foi tudo comentado
Não podemos contestar
O sucesso alcançado
Mas agora o que importa
É humor pra todo lado!
Já foi tudo comentado
Não podemos contestar
O sucesso alcançado
Mas agora o que importa
É humor pra todo lado!
2
A torcida foi chamada
Para dar sua opinião
A respeito do Brasil
Treinado por Felipão,
Então veja a voz do povo
Dessa sofrida Nação:
Para dar sua opinião
A respeito do Brasil
Treinado por Felipão,
Então veja a voz do povo
Dessa sofrida Nação:
....................................
https://barretocordel.wordpress.com/2014/07/29/cordel-sobre-a-copa-do-mundo-2014-nas-ondas-do-humor/
Xilogravura feita com isopor(tampa de marmitex) e tinta guache.
Categoria:
Arte,
Literatura Brasileira
Viola Spolin
Viola Spolin nasceu em Chicago, Illinois, EUA, em 1906 e
faleceu em Los Angeles ,
Califórnia, EUA. Foi uma importante professora de teatro no século XX por criar
jogos teatrais para auxiliar a concentração e o treinamento de atores. Escreveu
livros para teatro nos quais publicou técnicas de improvisação, hoje
considerados como importantes fontes de informação. Viola é tida como a mãe do
teatro de improviso. Seu trabalho influenciou a televisão, o teatro e o cinema
americanos, fornecendo técnicas que ainda hoje são usadas por diretores, atores
e escritores teatrais.
Durante sua vida, Spolin percebeu a necessidade de um
sistema de fácil treinamento teatral e desenvolveu jogos que desencadearam a
criatividade e ajudaram a desbloquear a capacidade do indivíduo para a
autoexpressão criativa. A sua técnica originou-se no período da Grande
Depressão, quando estudou com Neva Boyd. Além de professora, escreveu diversos
textos sobre improvisação. Seus escritos também são respeitados fora do círculo
teatral por diretores, educadores e psicólogos, afetando principalmente o
comportamento humano. O pai de Spolin era policial e fazia parte do esquadrão
vermelho, dessa forma prendia imigrantes que suspeitava de atitudes
antiamericanas. Spolin escolheu esses imigrantes para ajudar com seus jogos.
Essas pessoas precisavam aprender a se comunicar na nova língua e absorver os
costumes cultuais e étnicos do novo país.
Em 1946, Viola Spolin criou a Companhia de Jovens atores
de Hollywood, treinando crianças a partir do seis anos com jogos teatrais.
Exerceu este trabalho até 1955, quando retornou para Chicago e até 1969 exerceu
atividades variadas: dirigiu teatro, realizou oficinas de jogos, trabalhou com
seu filho, Paul Sills, publicou “Improvisações para Teatro” e foi co-fundadora
do teatro de Jogos. No teatro, buscou a participação do público, eliminou a
separação convencional entre atores e audiência. Não obtendo o sucesso
esperado, fechou o teatro após alguns meses. Entre 1970 e 1991 foi consultora
do teatro Sills Story em
Los Angeles , Nova York e na televisão. Também realizou
workshops para empresas e atuou como atriz no filme de Paul Mazursky Alex em
1970. Em 1975 publicou o jogo “Theater” abordando o ensino aprendizagem
exclusivo para professores que atuavam em sala de aula. Em 1976 criou o Spolin
Game Theater Center em Holywood onde foi diretora artística e professora. Em
1979 recebeu um doutorado honorário da Universidade de Michigan. Em 1985
publicou o livro “Manual de um diretor.
Os jogos teatrais escritos, ensinados e aplicados por
Viola Spolin eram simples e descomplicados, construídos em cima de um foco ou
problema técnico. Sua reprodução era natural e espontânea, com efeitos
libertadores. Havia jogos para libertar a tensão do ator, para limpá-lo de
preconceitos subjetivos, jogos de relacionamento, de concentração., que além de
proporcionarem prazer, aumentavam a sensibilidade, a auto-consciência e a
comunicação interpessoal. Considerados
uma técnica de auto-conhecimento e de comunicação não-verbal, esses jogos não eram
do tipo que se ganha ou se perde. Suas regras permitiam aos participantes
interagir igualmente uns com os outros. Eram democráticos, pois qualquer pessoa
podia participar, fossem jovens ou velhas, de qualquer etnia. Neles usavam-se a
linguagem, os gestos, a mímica, a imaginação, o contato físico. Eles tinham um
efeito libertador para os jogadores.
O currículo de Spolin tem uma lista extensa de palestras,
demonstrações, workshops para estudantes, profissionais de teatro, ensino
fundamental e médio, escolas para superdotados, com problemas de saúde mental ,
psicologia e centros de realbilitação de delinqüentes. A autora ensina que
esses jogos teatrais podem ser aplicados em qualquer campo, disciplina ou
assunto.
Viola Spolin não fez carreira como atriz, mas passou a
maior parte de seu tempo estudando como se fosse uma atriz. Não participou de
nenhum grupo teatral, mas foi atraída pela visão em conjunto. Sem
dúvida, Spolin transformou a teatro americano e universalizou a comunicação.
Seu pensamento escrito foi usado no teatro e na escola. Sem saber, ela
reinventou o teatro. Seu trabalho foi árduo. Não teve medo de inovar, de mudar,
de recomeçar, de assumir cargos, de ensinar. Foi arrojada, sempre tinha novos
projetos. Com seus jogos teatrais fez algo essencial para o desenvolvimento
humano: ajudou as pessoas a
desenvolverem habilidades e a cooperarem umas com as outras, além de
ensinar a se ouvirem mutuamente e a se imaginarem em circunstâncias semelhantes
às outras.. Seu grande legado foi não guardar para si o conhecimento, mas
ensinar, escrever e formar líderes, foi acreditar no potencial das pessoas,
acreditar que elas fariam o melhor trabalho,
foi também estimular essas
pessoas. Foi formadora de talentos notáveis do mundo do teatro e do
cinema, com sua genialidade se tornou conhecida internacionalmente.
Em suma, Viola Spolin foi uma educadora teatral que
sempre acreditou no ser humano e não mediu esforços para fazê-lo crescer como
pessoa. Spolin foi útil.
Referências
Categoria:
Teatros
15 de junho de 2015
A Xilogravura e o conhecimento escrito
No Século XIV, a xilogravura foi
importante para a difusão do conhecimento escrito em todas as camadas da
sociedade europeia. Ela fez do livro, uma ferramenta destinada a uma pequena
elite letrada, em especial homens, membros do clero e da nobreza, uma fonte de
conhecimento para todos. Isto trouxe consequências positivas e negativas à
igreja católica, às mulheres e aos intelectuais da época (cientistas,
filósofos, etc.).
A xilogravura
colaborou com a evolução da humanidade. O conhecimento que antes era restrito
aos religiosos e aos nobres, se estendeu a todas as classes sociais. A Igreja,
que antes necessitava de muitos pregadores para propagar o Cristianismo, com a
publicação da Bíblia Sagrada, ganhou mais um aliado a seu favor. A publicação
de livros facilitou o estudo através das bibliotecas. Os historiadores,
filósofos e cientistas, registraram os acontecimentos, publicaram suas
filosofias, escreveram suas teorias. Depois de tudo isso, as que mais se
beneficiaram com o conhecimento escrito foram as mulheres. Elas que no século XIV eram apenas esposas e
mães, e sem direito à cultura, proporcionavam uma vida muito cômoda para a
família, cuidando da casa e educando os filhos. Com a popularização da
educação, não perderam tempo: frequentaram os bancos escolares e, cultas, passaram
a disputar com os homens o mercado de trabalho. Com isso, provaram que não eram inferiores e o desenrolar da História se encarregou de espalhar a notícia pelo mundo.
Atualmente, ocupam importantes cargos de liderança nas empresas, são
indispensáveis na política, trabalham em todos os setores da sociedade, adquiriram
independência financeira, perderam o medo de lutar por seus direitos.
Em
contrapartida, as conseqüências aí estão: dupla jornada: trabalham o dia todo
nas empresas, fazem o trabalho doméstico, são mães e esposas. Têm falta de
tempo para educar os filhos, para si mesma e para o lazer.
Mesmo com
todas essas dificuldades, as mulheres continuam buscando mais conhecimento, estão
nas universidades e certamente ainda têm muito mais para conquistar, como por
exemplo a igualdade de salários com os homens e o fim da violência doméstica. É
uma pena que em diversos países elas ainda vivam como se estivessem no século
XIV.
Categoria:
História da Arte
7 de junho de 2015
Descrição
Busque nas suas lembranças uma cena que você presenciou. Se achar
difícil, reproduza uma foto. Desenhe-a e explique-a. Veja o exemplo abaixo
Numa viagem de férias,
visitei alguns pontos turísticos da parte mais antiga da cidade de
Florianópolis. Notei que Florianópolis, apesar de ser uma cidade antiga, tinha
diversos prédios históricos restaurados e pintados com cores fortes e variadas,
formando um contraste com prédios antigos não restaurados, de cores encardidas,
e prédios modernos mais altos. Eu definiria essa cidade usando as cores cinza,
vermelho, amarelo e azul.
A foto que tirei foi para
registrar a presença dos pombos, integrados ao ambiente urbano, sobrevivendo
dos restos da sociedade.
Na imagem original a água
não existe, a mulher usa sandálias e o piso é de pedras. Extraindo esses elementos,
é possível notar que existe uma profundidade na rua, onde estão duas pessoas
encostadas numa parede de cor amarela. O fundo escuro da parede faz avançar as
pernas das duas pessoas. Também há perspectiva, pois o pombo distante
é menor que o pombo mais próximo. A mulher está situada antes da barraca de
lanches.
Apesar do cinza do chão,
do recipiente de lixo e dos pássaros passarem uma sensação de frio, a imagem
sugere o verão. Isto é possível de ser constatado quando se olha para a saia da
mulher. Ela ficou destacada dos demais elementos da imagem. O fundo amarelo da
barraca, contrastou com o violeta da saia e esta ganhou volume. O violeta claro
e escuro da saia deu a ilusão de movimento, formando avanço e recuo do tecido.
As flores, coloridas com as três cores primárias, desenhadas sobre o violeta,
que é uma cor secundária, contribuíram para que acontecesse harmonia.
Houve equilíbrio entre
cores quentes e frias, lembrando o verão e o mar, característicos daquela
cidade no mês de janeiro.
Categoria:
Desenhos meus3,
Produções de textos 3
1 de junho de 2015
Atividades com espelho-2
(Cada aluno deve trazer um espelho para a sala de aula)
ATIVIDADES:
1- Leitura do poema
Mulher ao Espelho, de Cecília Meireles
Mulher ao espelho
Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.
Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.
Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seu
se morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.
Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.
Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.
Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.
Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seu
se morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.
Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.
Cecília Meireles
Pablo Picasso: Mulher em frente ao
espelho (1932),
Nova Iorque, Museu de Arte Moderna
Ao observarmos
a pintura de Pablo Picasso, vemos a imagem de duas mulheres: uma dentro de um
espelho oval e outra fora. A mulher que está fora e tem sua imagem refletida no
espelho não foi retratada igual, ela desvia seu olhar dele. Seu rosto está
sereno. Foi pintada com cores claras. A
mulher refletida no espelho é sombria, foi pintada com cores mais fortes. Seu
olhar é firme, mas expressa sofrimento. Ela está com a cabeça coberta e
enrolada num manto azul, uma forma de ver a si mesma. Ambas se tocam, para
mostrar que são a mesma pessoa.
Para
construir a imagem, Picasso utilizou círculos de diferentes tamanho e outra
formas, com linhas curvas e retas, características cubistas.
O
artista nos faz ver que também somos como aquela mulher. Somos duas pessoas
quando nos convém. Quando convivemos com outras pessoas procuramos nos mostrar agradável, gentil, preocupamo-nos
com nossa aparência, com o que as pessoas poderão pensar, no dia a dia, às
vezes deixamos transparecer nosso lado sombrio, onde estão nossos sentimentos.
Comparando
a pintura de Picasso com a poesia de Cecília Meireles podemos constatar que os dois artistas, embora cada um
na sua modalidade, descrevem a mulher à sua maneira. Mas existem similaridades.
Picasso e Cecília mostram uma mulher descaracterizada, que se olha no espelho e
enxerga o seu interior: isto é os seus sentimentos.
Em
Picasso, a mulher que está fora do espelho representa a mulher vista pela
sociedade, bonita, alegre, feliz. A que está diante do espelho é como ela se
enxerga, não se olha, como se não tivesse coragem de enfrentar suas angustias,
seus verdadeiros sentimentos. A que está fora se esconde por trás de uma
máscara feliz e vive uma mentira, ao passo que a mulher refletida no espelho
não usa disfarce, ela não desvia o olhar, pelo contrário, apesar de mostrar uma
fisionomia abatida, consegue encarar a mulher que está fora com frieza e com firmeza,
ali está a verdadeira mulher.
Em
Cecília, a mulher também está dividida. Por fora ela usa disfarces para não
mostrar sua insatisfação de nunca ter sido o que sempre desejou ser: muda a cor
dos cabelos, muda de nome para esconder o desgosto, mas ela não acredita no
disfarce, pois sabe que é só tinta, por baixo da tinta está a verdadeira
mulher, a caveira. Essa mulher sofrida, apesar de ter sido santa como Maria e
pecadora como Madalena, só vê uma solução: a morte. Para ela não importa a
forma de morrer, pois sua fé lhe diz que ao morrer encontrará a paz ao falar
com Deus.
Portanto,
tanto Picasso quanto Cecília apresentam essa mulher de forma universal. Ela
representa a raça humana que vive esses dois episódios: o bem e o mal, a
alegria e a tristeza, a verdade e o erro, a vida e a morte.
2- Comentário sobre a tela Mulher em frente ao espelho, de Pablo Picasso
3- Leitura dos poemas: Versos de Natal, de Manuel Bandeira, Retrato, de Cecília Meireles e Espelho de Mário Quintana
Versos de Natal
–
Espelho, amigo
verdadeiro,
Tu refletes as minhas
rugas,
Os meus cabelos
brancos,
Os meus olhos míopes
e cansados.
Espelho, amigo
verdadeiro,
Mestre do
realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!
–
Mas se fosses mágico,
Penetrarias até o
fundo desse homem triste,
Descobririas o menino
que sustenta esse homem,
O menino que não quer
morrer,
Que não morrerá senão
comigo,
O menino que todos os
anos na véspera do Natal
Pensa ainda em por
seus chinelinhos atrás da porta.
–
Manuel Bandeira - 1939
Em: Antologia Poética, Manuel Bandeira, Rio de
Janeiro, Sabiá: 1961, 5ª edição
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo,
assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos, sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?
tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecília Meireles
Espelho
Por acaso, surpreendo-me no espelho: quem é
esse
Que me olha e é tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto… é cada vez menos estranho…
Meu Deus, meu Deus…
Parece Meu velho pai – que já morreu!
Como pude ficarmos assim?
Nosso olhar – duro – interroga:
“O que fizeste de mim?! Eu, Pai?! Tu é que me invadiste,
Lentamente, ruga a ruga… Que importa! Eu sou, ainda,
Aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra.
Mas sei que vi, um dia – a longa, a inútil guerra!
– Vi sorrir, nesses cansados olhos, um orgulho triste…
Que me olha e é tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto… é cada vez menos estranho…
Meu Deus, meu Deus…
Parece Meu velho pai – que já morreu!
Como pude ficarmos assim?
Nosso olhar – duro – interroga:
“O que fizeste de mim?! Eu, Pai?! Tu é que me invadiste,
Lentamente, ruga a ruga… Que importa! Eu sou, ainda,
Aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra.
Mas sei que vi, um dia – a longa, a inútil guerra!
– Vi sorrir, nesses cansados olhos, um orgulho triste…
(Mário Quintana)
4- Produção de texto: O Aluno deve se olhar
no espelho e escrever sobre si.
5- Quem quiser, poderá ler o texto para os
colegas.
6- Olhar no espelho e se desenhar.
7- Exposição dos desenhos.
Categoria:
Produções de textos 3
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