Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006

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10 de dezembro de 2007

Telemarketing


É hora do almoço. O telefone toca insistentemente. Do outro lado da linha, uma voz com características de superioridade pergunta: “Por favor, a Senhora Terezinha está?” Eu já sei do que se trata. Desligar o telefone, dizer que viajou, que saiu, tirar o telefone do gancho... não resolve, porque o telefone certamente tocará inúmeras outras vezes. É uma daquelas famosas ligações comunicando que pelo meu ótimo relacionamento com o “Banco X”, fui selecionada para receber, gratuitamente, em minha casa, um cartão de crédito, blá, blá, blá - blá, blá, blá - blá, blá, blá...
Eu sempre digo que já possuo um, que não me interesso por outro, mas a moça não desiste. Passa um tempinho e nova ligação, com a mesma abordagem.
De tanto receber esse tipo de telefonema, eu passei a não dar importância. Deixo a pessoa falar, para ir esgotando seu repertório. Quando ela pensa que estou interessada, pergunta: “Tudo bem pra Senhora, Dona Terezinha?” E eu: “Não. Eu não me interesso” A seguir vem a hora infernal: “E POR QUAIS MOTIVOS, SENHORA TEREZINHA?”
Antes eu me preocupava com esse momento, porque nenhum dos meus argumentos ficava sem resposta. Era muito difícil. Enquanto a moça não esgotava seu repertório de respostas decoradas a ligação não terminava. Isto aconteceu comigo incontáveis vezes, até que eu descobri uma nova resposta que foi tiro e queda. Após a pergunta: “E POR QUAIS MOTIVOS, SENHORA TEREZINHA?”, eu passei a responder: “POR RAZÕES PARTICULARES!” E a moça treinada ficou sem reação. Sem a resposta decorada para falar, passou a despedir-se com um frio “OBRIGADA SENHORA, BOA TARDE!” Até agora deu certo. Depois desta postagem não tenho mais certeza.
Terezinha Bordignon


Recentemente, recebi um email com dicas interessantes sobre como lidar com mensagens de telemarketing.



ANTÍDOTO AO TELEMARKETING E AO MARKETING DIRETO
Andy Rooney, editor de notícias da CBS, nos brinda com essas preciosas dicas sobre como lidar com as agressões de marketing que nos bombardeiam todos os dias.

1) Um método que realmente funciona: ao receber uma chamada de telemarketing oferecendo qualquer coisa, diga apenas: "Por favor, aguarde um momento..." Diga isso, deixe o fone sobre a mesa e vá cuidar de outras tarefas (ao invés de simplesmente desligar o telefone de imediato). Isso vai fazer com que cada chamada de telemarketing que fizerem tenha uma duração muito longa, arruinando as metas do marketeiro que lhe ligou. Periodicamente verifique se o marketeiro ainda está na linha e reponha o fone no gancho somente após ter certeza de que ele desistiu e desligou. Isso dá uma lição de alto custo para esses intrusos. Se difundirmos esse método ajudaremos a eliminar ofertas indesejadas por telefone.


2) Alguma vez você já atendeu ao telefone, e parecia não haver ninguém do outro lado? Esta é uma técnica de telemarketing onde um sistema computadorizado faz a ligação e registra a hora em que a pessoa atendeu. Esta técnica é utilizada por marketeiros para determinar a melhor hora do dia em que uma pessoa real deverá ligar, evitando assim que o "precioso" tempo de ligação deles venha a ser desperdiçado, caso você não esteja em casa. Neste caso, ao receber este tipo de ligação, não desligue. Ao invés disso, pressione o botão "#" no seu telefone seis ou sete vezes seguidas, em rápida sucessão. Isso normalmente confunde o computador que discou seu número, fazendo registrar que seu número é inválido, e eliminando seu número do banco de dados. Ah, que pena, eles não têm mais seu número para ligar de novo...


3) Propaganda inserida em suas contas recebidas pelo correio: todos os meses recebemos propaganda indesejada inserida em nossas contas de telefone, luz, água, cartões de crédito, e outros. Muitas vezes essas propagandas vêm com um envelope de resposta comercial, que "não precisa selar; o selo será pago por..."


Insira nesses envelopes pré-pagos a propaganda recebida e coloque de volta no correio, COLOCANDO A PRÓPRIA COMPANHIA COMO DESTINATÁRIO. Caso queira preservar sua privacidade, remova qualquer coisa que possa identificá-lo antes de inserir no envelope. Isso funciona excepcionalmente bem para ofertas de cartões, empréstimos, e outros itens "pré-aprovados". Não jogue fora esses envelopes pré-pagos.


Devolva-os com as propagandas recebidas. Faça essas companhias pagarem duas vezes pela propaganda enviada. Aproveite para inserir anúncios da pizzaria local, de lavanderias, supermercados, ou qualquer outro item inoportuno que esteja à mão.


Algumas pessoas já estão praticando isso e devolvendo esse lixo de volta a essas companhias. Mas, veja bem, temos que dar nosso recado. Precisamos ter números expressivos de pessoas aplicando essas técnicas eficazes de protesto.
Colaboração: Eduardo Sales

7 de dezembro de 2007

O homem do chapéu de palha



Quando algo engraçado ou triste nos acontece, o fato jamais cai no esquecimento. De vez em quando nos recordamos e nesse momento, ou rimos ou choramos.

Naquela noite chegamos do Colégio no horário de sempre. Nossas duas filhas ainda não tinham chegado da faculdade e do cursinho pré-vestibular. Cada um de nós foi fazendo o que mais necessitava: Meu esposo foi direto para a cozinha, matar a sede com água bem gelada; eu para o quarto, na busca das confortáveis sandálias havaianas.

Acontece que elas sempre ficavam num cantinho, escondidas, para não poluir o visual. Para alcançá-las, eu precisava passar em frente à janela do quarto. Neste dia eu tive uma surpresa: bem no meio do meu caminho, pisei sobre um chapéu. Olhei, era um chapéu de palha masculino.

Um arrepio percorreu minha espinha e meu coração disparou. Eu já havia sentido tal sensação há alguns anos, quando, chegando da igreja à noite, encontrei minha casa revirada por ladrões. Numa fração de segundos, uma revolução de pensamentos: “Fui furtada de novo! Será que o homem ainda está dentro de casa? Onde está escondido? Está armado? Está só ou acompanhado?...” . Corri até a cozinha, ainda ofegante, apavorada, relatei o fato a meu esposo: “Alguém entrou aqui em casa porque tem um chapéu caído lá no quarto!”. Sem demonstrar medo algum, ele foi até o quarto, calmamente analisou o chapéu e afirmou: “Este chapéu é meu!”

Fiquei indignada, como o chapéu, que só era usado para trabalhar na horta, fora parar ali no quarto, se meu esposo também estava no colégio? Afinal, após algumas hipóteses, consegui me acalmar.

No dia seguinte, fui tirar satisfação com minhas filhas. Elas não sabiam de nada.

Tudo ficou claro quando a senhora que fazia os trabalhos domésticos explicou: No dia anterior, ela havia lavado o piso das calçadas. Para se proteger dos raios solares, usou o chapéu de meu esposo. Quando chegou na parte da calçada onde ficava a janela de meu quarto, havia sombra. Ela colocou o chapéu no parapeito. Talvez um vento o tivesse derrubado, e como resultado, surgiu a confusão. Claro que foram dadas muitas gargalhadas.

É incrível como nossa mente associa um fato a outro: o furto, que estava aparentemente esquecido, e o chapéu, que estava no lugar errado na hora errada, fizeram com que eu não reconhecesse um chapéu que me era familiar, e reagisse como se estivesse sendo vítima de assalto.

Aqui em casa, de vez em quando, ainda nos recordamos do homem do chapéu de palha.

6 de dezembro de 2007

Desenhos natalinos para colorir





Palavrões



AS QUATRO MAIORES PALAVRAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

4º LUGAR - 27 LETRAS:
Inconstitucionalissimamente

3º LUGAR - 28 LETRAS:
Oftalmotorrinolaringologista

2º LUGAR - 30 LETRAS:
Anticonstitucionalissimamente

1º LUGAR - 46 LETRAS:
Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico
(Descreve o estado de quem é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.)
Revista Veja: em referência ao Dicionário Houiss da Língua Portuguesa


No site www.cifraclube.com.br encontrei um exemplo com um derivado:
Então, se não estiveres pneumoultramicroscópicossilicovulcanoconiótico, não vá ao pneumoultramicroscópicossilicovulcanoconióticologista! (53 letras)

4 de dezembro de 2007

Pensamentos



EU E VÓS!

Tinha fome
E fundastes um clube com
Fins humanitários
Para discutir a falta de alimentos.
Estou-vos muito agradecido.
Estava preso
E fostes para a Igreja
Rezar pela minha libertação.
Estou-vos muito agradecido.
Estava nu
E examinastes seriamente
As conseqüências morais da minha nudez.
Estou-vos muito agradecido.
Estava doente
E, de joelhos, fostes agradecer ao Senhor
Que vos deu saúde.
Pareceis tão devotos,
Tão amigos de Deus!
Mas eu ainda tenho fome,
Ainda estou só
Nu, doente
Preso e sem casa...
Ainda tenho frio.
Revista Boa Nova - Portugal

Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca;
Por um dia; vá pescar;
Por um mês, case-se;
Por um ano, herde uma fortuna;
Pela vida toda, ajude os outros.
Ditado chinês

3 de dezembro de 2007

A palavra S A U D A D E


A saudade sempre foi a companheira inseparável de todas as pessoas, de todos os povos, provavelmente desde os primórdios da humanidade, porque é um sentimento.

Como sentimento é impossível negar sua existência, convivemos com ele diariamente.

Como vocábulo não. Existe apenas na Língua Portuguesa e é tido como um dos mais difíceis de definir e de traduzir, em virtude de sua riqueza semântica.

Nenhuma outra língua, por mais que tenha usado de malabarismos vocabulares, foi capaz de expressar com precisão seu real significado. Isto não significa que quem não fala o Português não sinta saudade. Claro que sente. Só que eu não entendo como essas pessoas conseguem definir esse sentimento sem uma palavra específica.

De acordo com o dicionário Aurélio, saudade significa: “Lembrança nostálgica e ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia”. “Pesar pela ausência de alguém que nos é querido”.

Na gramática, é um substantivo abstrato. Na prática é concreto. Não podemos vê-la, mas podemos senti-la e até derramar uma lágrima.

Há vários tipos de saudade: de alguém que morreu, de quem amamos mas está longe, de um amigo, de lugares, de viagens, do país de origem, da infância, da juventude de animais de estimação, frutas, alimentos...

Quando a saudade chega, podemos sentir angústia, nostalgia, tristeza, solidão, isolamento, depressão.. Ela nos faz pensar em imagens do passado em lembranças que ficaram gravadas dentro de nós, nas emoções vividas e que deixaram suas marcas. A saudade é um registro fiel do passado trazido para o presente. Quando vemos a pessoa querida, falamos ao telefone, vemos sua foto, um vídeo..., ela pode ser substituída pela alegria.

Muitas vezes a saudade chega antecipadamente, antes de acontecer uma separação. É uma saudade do futuro. E é doída também.

A saudade está registrada em textos e poesias e músicas da Língua Portuguesa, mas não é um sentimento exclusivo dos seres humanos. Até os animais sentem saudade. Isto fica muito visível nos cães. Estes deixam de se alimentar e às vezes adoecem quando ficam longe de seus donos por muito tempo.

Trinta de janeiro é o dia da saudade, mas uma saudade antecipada deste ano me fez pesquisar e escreve este texto. Estamos no último mês do ano, e, se remexermos no baú de lembranças de 2007, encontraremos, as saudades ali, gravadas em nosso coração. Impossível apagá-las. Vamos organizá-las por categoria reservando um local para outras que virão. Recorda-las? Sim, sem tristezas. Vamos seguir o caminho para o futuro

ClickMensagens.com

ClickMensagens.com

http://www.wanderlino.com.br

http://wikipedia.org

http://www.hottopos.com

http://marcuspessoa.blogspot.com


24 de novembro de 2007

Combate à dengue


Recebi do leitor deste blog, Eduardo Sales, um Power Point sobre uma fórmula fácil, barata e eficaz de combater a dengue. Eu me senti na obrigação de publicar sobre assunto, pela gravidade que o mesmo apresenta. Muitas vezes ouvimos falar da doença, mas não temos consciência do perigo. Pesquisei na INTERNET sobre a doença e encontrei umas imagens. Fiquei chocada com o que vi. Decidi publicá-las também. Pode ser que o leitor também fique chocado como eu, mas o objetivo não este, e sim mostrar o risco que nossa família, nossos amigos e cada um de nós corre e ajudar no combate, enquanto ela não se manifestou dentro de nossas casas.
O QUE É A DENGUE?
Doença de inicio repentino caracterizado por febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor nas articulações, dores musculares e em alguns casos vermelhidão na pele.

Agente Infeccioso: vírus da dengue
Reservatório: homem
Vetor:Mosquito Aedes Aegypthi
Transmissão:picada do mosquito infectado

O Verão está chegando e com as chuvas e o calor o mosquito se prolifera, ele adora água parada e limpa, portanto atenção aos criadouros:
• pratos de plantas
• pneus velhos
• bromélias
• piscinas
• qualquer recipiente que acumula água.

COMBATE À DENGUE

BORRA DE CAFÉ

Uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP (campus de São José do Rio Preto), durante pesquisa da sua dissertação de mestrado, descobriu que a borra do café produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes Aegypti.
O processo é extremamente simples: o mosquito pode ser combatido colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, no prato dos xaxins, dentro das folhas das bromélias. A borra de café, que é produzida todos os dias em praticamente todas as casas tem custo zero. O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, inclusive sendo jogada sobre o solo do jardim e quintal.
Os especialistas em saúde pública, entre eles médicos sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da Dengue 3, possível de acontecer devido às fortes enxurradas de final de ano, surge outra ameaça, proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4.
Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína da borra de café por mililitro de água, bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.
Em seu estudo, ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.
A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas.
O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas, também na água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus,garrafas, latas, caixas d’ água etc.).
"A borra não precisa ser diluída em água para ser usada", diz a bióloga. Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas vai diluí-la. Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada, também, como um adubo ecologicamente correto.
Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes Aegypti é o aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas.

DENGUE HEMORRÁGICA



22 de novembro de 2007

Joio e trigo


Final de ano. Faxina geral. Recordei-me da famosa frase: "Sim, eu empresto."

Quem nunca pronunciou esta frase? Provavelmente todas as pessoas já emprestaram livros, roupas, revistas, ou dinheiro, certas de que estavam fazendo uma boa ação e que o objeto seria devolvido, Muitas vezes isto não acontece. A devolução imediata é rara. Há pessoas que fazem empréstimos e se esquecem de que é preciso fazer a devolução.

Quem nunca perdeu livros por emprestá-los a alguém? Na confiança, não anotou quem os levou. O tempo passou e ficou a dúvida: Quem me pediu emprestado? Eu não marquei! Há a famosa “dor de cabeça”. O empréstimo é um risco. É como assinar um cheque em branco. Quem empresta algo precisa anotar “quando, o quê e para quem”.

Após um empréstimo pode surgir uma inimizade. Há pessoas que não gostam de ser cobradas. Geralmente são as que têm o hábito da procrastinação: “Eu ia devolver, não precisava me cobrar”, ou “Amanhã eu levo à sua casa, eu até deixei separado.” E nada de devolução. Este “amanhã” nunca chega.

Existem aquelas que, depois de muito tempo, batem à nossa porta com o objeto quebrado, amassado ou sujo. Pedem desculpa e solicitam mais um empréstimo. Também as que mudam de endereço e, adeus... Há as que passam adiante o que é nosso. O objeto desaparece e cobrar de quem?

Não são raras as pessoas que não fazem empréstimos. Estão cansadas de ser enganadas. Preferem mentir: “Eu não tenho, já está emprestado, emprestei não sei pra quem, joguei, não sei onde está,” e uma infinidade de outras desculpas. Isto é uma fuga para não dizer um NÃO. Quando não há saída, é melhor despedir-se do objeto que será emprestado, fazer de conta que acredita na devolução e aceitar a idéia do empréstimo como uma doação.

Radicalizar não é a solução, cautela sim. Um dito popular afirma: “O bom não tem estrela na testa”. Na parábola do “joio e do trigo” eles crescem juntos, até que depois de grandes o joio é separado. Quem não faz devoluções é como o joio, pode ser eliminado da lista de empréstimos.

É difícil acreditar que o objeto emprestado não seja visto de vez em quando na casa de quem o levou. Acredito mais num comodismo, numa falta de ação e de compromisso consigo mesmo e com o outro: “Se eu fosse o dono, gostaria que fizessem isso comigo? Tomei emprestado, vou devolver: Vou ser trigo, não aceito ser joio”.

É preciso fazer um parêntese para os distraídos e para os impossibilitados, por razões justificáveis, ninguém está livre destas situações inconvenientes. A estes devemos aceitar as desculpas, afinal a intolerância não fica bem em pessoa alguma.

Louvores aos que são como o trigo, porque honram sua palavra.

Louvores aos que são como o joio, porque nos obrigam sair do egocentrismo, e, se não fossem eles esta crônica não teria sentido.

Terezinha Bordignon


20 de novembro de 2007

Canções infantis


Bruno é meu primeiro neto. Seu nascimento foi uma alegria. Tem um ano e cinco meses. Quando está um pouco agitado, gosto de cantar para ele se acalmar. É um hábito que herdei de minha mãe.

Acho que a maioria das pessoas fazem como eu com seus filhos e netos. Olha o que encontrei. Eu nunca havia prestado atenção às mensagens negativa das letras musicais. Veja o que há por trás de algumas canções infantis muito populares.


Apesar de concordar que há mensagens negativas em algumas músicas infantis, não vou parar de cantá-las para ele, porque também há o lado bom, do relaxamento, da afetividade, da fala, da sensibilidade, além de ser uma tradição.

Minha filha sempre cantou para ele ouvir. Antes dele nascer, fazia aulas de canto todos os sábados e durante a semana, enquanto se deslocava a trabalho, de uma cidade para outra, no percurso, cantava para ele ouvir.

Diz um ditado popular: "Quem canta, seus males espanta".

Desastres Ambientais


Todos sabemos que o Planeta Terra corre risco de sofrer perdas irreversíveis em virtude das destruições que acontecem, especialmente na Região Amazônica. Tudo que o ser humano faz tem consequências que podem ser boas ou más. Veja no blog Palavras Articuladas um video fantástico sobre desastres ambientais.

19 de novembro de 2007

O segredo da felicidade


"Certo mercador enviou o filho para aprender o Segredo da Felicidade com o mais sábio de todos os homens. O rapaz andou durante quarenta dias pelo deserto, até chegar a um belo castelo, no alto de uma montanha. Lá vivia o Sábio que o rapaz procurava.

Ao invés de encontrar um homem santo, porém, o nosso herói entrou numa sala e viu uma atividade imensa; mercadores entravam e saíam, pessoas conversavam pelos cantos, uma pequena orquestra tocava melodias suaves, e havia uma farta mesa com os mais deliciosos pratos daquela região do mundo. O Sábio conversava com todos, e o rapaz teve que esperar duas horas até chegar sua vez de ser atendido.

O sábio escutou atentamente o motivo da visita do rapaz, mas disse-lhe que naquele momento não tinha tempo para lhe revelar o Segredo da Felicidade. Sugeriu que o rapaz desse um passeio pelo seu palácio, e voltasse daí duas horas.

Entretanto, quero pedir-te um favor completou o Sábio, entregando ao rapaz uma colher de chá, onde pôs duas gotas de óleo. Enquanto estiveres caminhando, segura esta colher na mão sem deixares que o óleo seja derramado.

O rapaz começou a subir e a descer escadarias do palácio, mantendo sempre os olhos fixos na colher. Ao fim de duas horas, voltou à presença do Sábio.

Então perguntou o Sábio viste as tapeçarias da Pérsia que estão na minha sala de jantar? Viste o jardim que o mestre dos jardineiros levou dez anos para criar? Reparaste nos belos pergaminhos da minha biblioteca?

O rapaz, envergonhado, confessou que não tinha visto nada. A sua única preocupação fora a de não derramar as gotas de óleo que o Sábio lhe tinha confiado.

Pois então volta e conhece as maravilhas do meu mundo disse o Sábio. Não podes confiar num homem se não conheceres a sua casa.

Já mais tranqüilo, o rapaz pegou na colher e voltou a passear pelo palácio, desta vez reparando em todas as obras de arte que pendiam do teto e das paredes. Viu os jardins, as montanhas ao redor, a delicadeza das flores, o requinte que com que cada obra de arte estava colocada no seu lugar. De volta à presença do Sábio relatou pormenorizadamente tudo o que tinha visto.

Mas onde estão as duas gotas de óleo que te confiei? perguntou o Sábio.

Olhando para a colher, o rapaz percebeu que as tinha derramado.

Pois é o único conselho que tenho para te dar disse o mais Sábio dos Sábios. O Segredo da Felicidade está em olhar todas as maravilhas do mundo, e nunca esquecer as duas gotas de óleo na colher.”

Paulo Coelho - do livro O Alquimista

17 de novembro de 2007

Olavo Bilac


Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu a 16 de dezembro de 1865, no Rio de Janeiro. Faleceu em 28 de dezembro de 1918, na mesma cidade. Fez o Curso de Humanidades no Colégio do Padre Belmonte. Cursou a contra-gosto a Faculdade de Medicina, que abandonou no 5º ano, para matricular-se na Faculdade de Direito de São Paulo, onde esteve somente um ano.

Foi jornalista, poeta, crítico, orador, ocupando ainda o honroso cargo de secretário do Congresso Pan-Americano, em Buenos Aires. Durante toda sua vida foi um boêmio inveterado, não se responsabilizando de forma alguma pelos encargos fixos que conseguia. Como poeta é que se notabilizou pois, filiando-se à Escola Parnasiana que então começava a se esboçar, soube se tornar um de seus principais expoentes, dada a impecabilidade da forma de seus versos, aliada à "efusiva comoção da sensualidade tropical" (Afrânio Peixoto). Versejou por necessidade de alma e espírito, saindo suas composições literárias expontaneamente de sua pena. Todos os críticos são acordes de que Bilac é o verdadeiro poeta da raça, e dele, disse Saul de Navarro : " - A graça sensual de um satírico, cantando na selva lírica de nossa alma de gigante adolescente. Pássaro do idioma. Gorgeio da raça. Príncipe dos Poetas".

Além de poesias, escreveu cantos, crônicas e críticas para revistas e jornais. Foi, ainda, professor, tendo lecionado por algum tempo no Pedagogium, do Distrito Federal. Consagrou os últimos anos da vida à propaganda do serviço militar obrigatório, realizando uma série de conferências em várias capitais do país. Quando a morte se aproximava, exclamou agonizante :

"- Amanhece... Vou escrever!"


ORA (DIREIS) OUVIR ESTRELAS

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso” E eu vos direi,

no entanto,

Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto

E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto

A via láctea, como um pálio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol,

saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão

contigo?”

Eu vos direi: “Amai para entende-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Olavo Bilac


HINO À BANDEIRA

Letra de Olavo Bilac
Música de Francisco Braga


I

Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz !
Tua nobre presença lembrança
A grandeza da Pátria nos traz

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil !


II

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul;
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil !


III

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil !


IV

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momento de festa ou de dor,
Paira sempre a sagrada Bandeira,
Pavilhão da justiça e do amor.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil !


31 de outubro de 2007

Frida Kahlo

FUGINDO DA ROTINA
Pessoas e PESSOAS
Às vezes nos deparamos com pessoas que até parecem que são perseguidas pela sorte. Tudo o que há de ruim e catastrófico acontece para elas: perdas familiares, doenças graves, acidentes pessoais...
Observamos que algumas vivem como derrotadas, são tristes, pessimistas e depressivas. Vivem desanimadas, procuram ocupar-se o mínimo possível, consideram-se inúteis e são comodistas ao extremo, esperam que tudo aconteça por mãos alheias, através da bondade de alguém. Perguntam a si próprias: “Por que sofro tanto?” Essas pessoas nunca se movem pois aguardam a sorte. Não fazem nada por si mesmas.
Em contraposição, outras não se deixam abater. Lutam contra qualquer adversidade. Conseguem superar grandes tragédias, abraçam grandes causas em benefício da humanidade. Quando analisamos, descobrimos que estas pessoas se destacam das demais e são vitoriosas porque estão alicerçadas na fé, no esforço pessoal, no pensamento positivo e, principalmente, no desejo de superação e na alegria de viver. De suas vidas podemos tirar grandes lições.
Dentre estas pessoas, merece um destaque especial Frida Kahlo, pintora mexicana (1913-1957). Teve tudo que precisava para ser uma derrota, mas não se deixou abater. Sua vida pode ser comparada a um martírio. Doente e com problema físico, Enfrentou também outras controvérsias, ainda assim procurou ser útil à sociedade e a si própria.
Leia sua biografia e veja que exemplo de garra e determinação.
Terezinha Bordignon
FRIDA KAHLO
Em 6 de julho de 1913, em Coyoacán, México, após violenta guerra civil, nasceu Magdalena Carmen Frida Kahlo e Calderón. A terceira de quatro filhas do casal Matilde Calderón e Guillermo Kahlo, pintor e fotógrafo oficial do Governo.
Moderna para seu tempo e até para os tempos atuais. De incrível criatividade, recebeu de biógrafos inúmeros adjetivos: feminista, ativista, mexicanista, surrealista, pioneira...
Aos 6 anos teve poliomielite o que provocou o emagrecimento de sua perna direita. As crianças zombavam dela. Para superar o sofrimento, circulava pelas ruas e jardins fazendo verdadeiras acrobacias em bicicletas e patins. Quando jovem tentava esconder as seqüelas debaixo das calças masculinas, usando duas ou três meias para engrossar a parte mais fina. Ficou coxa. Chegou a usar roupas de homem. Mais tarde disfarçou usando compridas saias mexicanas. Mas era bonita e delicada.

Teve várias ligações amorosas e rompimentos; vivenciou traições; buscou amores; entregou-se à Arte; identificou-se com marginalizados e com o dramas humanos; viveu constantemente rodeada de pessoas, foi narcisista...
Em 1922 iniciou Medicina, mas não pode terminar o curso. Entre 1922 e 1925 assiste aulas de desenho e modelado. Conhece Diego Rivera.
Em 1924 2 1925 tem aulas de desenho e cobiça a caixa de tintas do pai.
Em 1925 aprende a técnica da gravura; No mesmo ano, com apenas 20 anos sofreu um grave acidente com muitas lesões que causaram dores e problemas por toda sua vida. Uma batida com um bonde. Tem o corpo atravessado pelo corrimão. O ferro entrou na região pélvica e saiu pelas costas, atravessando a coluna vertebral. Passa um mês no hospital e três meses na cama.
No ano de 1926 os médicos detectaram uma vértebra quebrada o que exigiu o uso de colete durante nove meses. Durante a convalescença recebe de presente a cobiçada caixa de tintas do pai. Começa a pintar deitada na sua cama, através de um cavalete. Tinha um espelho perto e assim começou a pintar auto-retratos.
Em 1928, Frida, com 21 anos, ingressa no Partido Comunista Mexicano. É ativista. Reencontra Diego Rivera, mexicano, com 24 anos, pintor muralista que estudou na Europa.
Rivera conheceu o cubismo em Paris. Estudou Goya e El Greco. Na Itália conheceu os afrescos de Giotto. Estudou pintura no México. Era alto, gordo e feio, mas inteligente. Com 42 anos era o dirigente do Partido Comunista e foi apresentado a Frida por Tina Modotti, fotógrafa americana ativista do partido. Rivera viu os quadros de Frida, ficou impressionado e afirmou que ela tinha uma personalidade artística própria. Estimulou Frida a continuar pintando.
Apaixonam-se e se casam em agosto de 1929.
Em 1930, ocorre o primeiro aborto espontâneo de Frida. Seu desejo de ser mãe nunca será realizado. Em novembro desse ano partem para os Estados Unidos, onde Diego realizará algumas obras.
Entre 1931 e 1934 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com o marido. Conhece Dr. Leon Eloesser, que diagnostica escoliose e achatamento de disco de sua coluna. Nesse período aumentam as dores, assim como a deformidade da perna direita.
Sofre intensamente devido a uma ferida que tem no pé, suspeita de sífilis.
No ano seguinte, 1932, ocorre seu segundo aborto. Poucos meses depois morre sua mãe.
Em 1934 tem uma terceira gravidez, seguida de novo aborto e a realização de cirurgia para amputação de vários dedos de seu pé direito e ainda a descoberta do romance vivido por Diego com Cristina, irmã mais nova.
Magoada, separa-se de Diego e tem um caso de amor com o escultor Isamu Noguchi.
Em fins de 1935, início de 1936, volta para o México, reconcilia-se com Diego, após o término do romance com a irmã Cristina. Submete-se a nova operação no pé direito.


Em 1936 pinta “Mis abuelos, mis padres y yo”. Dispõe os rostos dos avós maternos sobre uma paisagem montanhosa e dos paternos flutuando sobre o oceano.
Entre 1937 e 1939 vive um romance em sua casa de Coyoacán com Leon Trotski, a quem presenteia com o “Autorretrato”. Frida e Diego divorciam-se em 1939. No mesmo ano expõe em Paris.
Vivendo um período de crise depressiva, Frida passa a alcoolizar-se com freqüência, mas pinta em 1939 “Lãs dos Fridas”, uma das suas telas mais famosas, exposta em 1940 na “Exposição Internacional do Surrealismo”. Retrata as emoções envolvidas na crise e na separação. As duas Fridas se encontram sentadas de mãos dadas; uma delas veste uma roupa tipicamente mexicana, a outra usa vestido branco, de estilo vitoriano. As suas mãos se tocam, mas a verdadeira ligação entre ambas é a artéria que as une, saindo de um coração da Frida mexicana e correndo em direção ao coração da européia. Uma artéria desce do coração da Frida vestida de branco e seu sangue goteja na roupa. O conjunto mostra as duas sociedades distintas; o México que está representado com a fonte da vida e a Europa puritana que se esvai em sangue. A sexualidade de Frida mexicana está bem enfatizada pelas suas pernas mais abertas.

Nessa mesma época pinta o “Autorretrato com collar de espinas y colibri”. Além dos problemas com a perna e com a coluna, Frida tem uma infecção de fungos na mão direita. O símbolo cristão do sofrimento continua na coroa de espinhos.
Em 1940 sofre freqüentes crises depressivas, dores, um novo tratamento em São Francisco mas, traz o reconhecimento público e o segundo casamento com Diego Rivera.
Após a morte do pai, em 1941, passa a morar na casa da família.
Em 1942, início de seu “Diário”, seu estado de saúde piora e ela passa a dar aulas em casa. Segue pintando retratos que lhe são encomendados, dentre eles: “Diego em mi pensamiento” e “Pensando em la Muerte”.
A partir de 1943 dá aulas na escola La Esmeralda.
Em 1944 pintou “La columna rota”. Quando sua coluna se agravara muito e precisou usar um colete de aço. Esse quadro é um grito de dor. Uma coluna jônica, fraturada em vários pontos, substitui sua própria coluna dorsal fraturada e nos fala da dor. A rachadura e as profundas gretas na árida paisagem compõem o cenário interno/externo dessa dor. Os cravos espalhados pelo rosto e pelo corpo lembram o martírio de São Sebastião. Lágrimas vertem do rosto que sofre, mas mantém o corpo rigidamente ereto.

Em 1945 dá aulas, em casa; É desse ano o quadro “La máscara”.
Em 1946 vê com esperança a possibilidade de uma viagem a New York para um enxerto ósseo na coluna. Pinta “La venadita” ou “El venado Herido”, onde representa-se com o corpo de um jovem veado e com sua cabeça coroada com uma enorme galhada.


Após a operação, pinta “Arbol de la esperanza mantente firme”. Os corpos contrastam profundamente entre si: um enfraquecido, violado, mutilado, sangrando, as feridas do corpo misturando-se às fendas da paisagem, o olhar dirigido para o abismo; o outro, altivo, vigoroso, ereto, olhando para o futuro. Novamente a dualidade presente nas duas protagonistas e também no dia e na noite. Ao sol é atribuído o corpo ferido, à lua a mulher altiva.
Do mesmo ano é outra obra, um desenho, em que ela se retrata mais uma vez, com o brinco dado por Picasso, um colibri incorporado ao seu rosto e, mais uma vez, com lágrima nos olhos.
Em 1947 sofre mais um aborto, mais uma frustração.


No ano seguinte reingressa no Partido Comunista Mexicano. Nesse período passa a centuar traços masculinos em si mesma, como o buço claramente delineado em “Autorretrato com medallon”.

Em 1949 cria o quadro “El abrazo de amor de El Universo, la tierra”.
O ano de 1950 e parte de 1951 são de sofrimento. Passa nove meses no hospital com sucessivas infecções, submetendo-se a sete cirurgias. Usa sucessivos coletes de gesso, que pinta com vários motivos e cores. Pinta outras obras, um quadro sobre sua família que nunca terminará. Recebe alta, mas passa utilizar cadeiras-de-rodas.

Toma regularmente comprimidos para amenizar as fortes dores e cria dependência química. Produz várias naturezas mortas e um auto-retrato “Autorretrato com el Dr. Juan Farril”, pintado com seu próprio sangue, tendo o coração como palheta.

Nesse ano de 1951 faz um desenho “Ala rotas”, é um anjo em chamas, no qual retrata a si mesma parada no meio de uma fogueira. As chamas a envolvem e chegam até suas asas.
Em 1952 engaja-se em movimento pela paz.
Em abril de 1953 tem sua primeira exposição individual no México. Muito fragilizada, comparece deitada em sua cama. Segue fazendo naturezas mortas, acrescentando-lhes mensagens afixadas em bandeirolas ou “talhadas” nas próprias frutas.
Em 27 de julho de 1953, com 46 anos teve complicações circulatórias. Amputam sua perna direita até a altura do joelho. Em seu diário, encontra-se o desenho da perna amputada com uma coluna rodeada de espinhos com a legenda:
“Pies para qué los quiero
Si tengo alas pa´volar.”
Em fevereiro de 1954 escreve no diário:
“Amputaram-me a perna há seis meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em quase perco a razão. Continua a querer me matar (...) nunca sofri tanto em toda minha vida. Vou esperar mais um pouco...
Em abril de 1954 é internada, provavelmente por tentativa de suicídio, mas seu fervor político é tal que convalescendo de uma pneumonia, onze dias antes de sua morte, sai às ruas, na cadeira-de-rodas, empunhando cartazes em manifestação de protesto pela intervenção norte-americana na Guatemala.
Ao que tudo indica, seu último quadro é “Viva la vida”: rubras melancias e a mensagem de vida talhada em uma de sua fatias.
O último desenho no diário é um anjo negro acompanhado da seguinte frase: “Espero alegre la salida Y espero no volver jamás.”
Em 13 de julho de 1954, aos 47 anos, adoeceu de pneumonia e morreu de embolia pulmonar. Seu corpo foi cremado. No seu diário a última frase causou muitas dúvidas: “Aguardo contente a saída e espero nunca mais voltar”.
Rivera morre três anos depois, em 24 de novembro de 1957.
Quatro anos após sua morte, sua casa familiar transforma-se no Museu Frida Kahlo.
Pesquisadores mexicanos descobriram que Frida Kahlo poderia ter sido envenenada por uma das amantes de Diego Rivera. Diego teria mandado uma de sua amantes colocar veneno de rato na comida de Frida. Essas pesquisas foram feitas com base na autópsia de Frida Kahlo.
A pintura de Frida Kahlo retrata a dor da solidão, o sangue de seu monólogo interior, sua força biológica, sua sensualidade, sua sensibilidade finíssima, sua inteligência explendorosa.
Seus quadros têm o fantástico, que muitos procuram enquadrar como surrealista, o que é um erro. Enquanto os surrealistas pintavam o subconsciente, o escondido, o sonho, o irreal, Frida pinta as emoções que passou em sua vida. A doença sempre esteve presente em sua obra. O fantástico em Frida é o real, o consciente. A sua pintura é única, é quase uma biografia de paixão e dor. Frida impressiona! A sua frágil figura contrasta com a força de sua procura por liberdade. A sua fraqueza física não a impediu de lutar contra a doença dos povos, a opressão dos mais fracos. Kahlo é considerada ainda hoje a mais importante artista latino-americana, seus quadros são vendidos por milhões de dólares.
Bibliografia
Wikipédia, a enciclopédia livre
FRIDA KAHLO: PERSONAGEM DE SI MESMA
Por Lígia Assumpção Amaral
Instituto de Psicologia/USP
SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
a) Imprimir o texto (quantidade para trabalhar em grupo)
b) Leitura do texto em grupo.
c) Dar algum tempo para que os alunos comentem entre si sobre a biografia de Frida e discutsam sobre as pinturas
d) Troca de idéias
e) Produção de textos: Cada aluno escreve sua auto-biografia
f) Expressão artística: (Fazendo o uso de espelho), cada aluno desenha seu auto-retrato numa folha de cartolina tamanho A4. Colorir com lápis de cor.
g) Exposição coletiva dos textos e dos auto-retratos dos alunos.