Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006

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3 de outubro de 2008

Coisa de Criança

Confesso que atualmente ando muito ocupada e não tenho me dedicado ao Blog, mas para esta postagem eu dei um jeito de arranjar um tempinho. A Ro, do Blog Na casa da Vovó, inventou um meme em homenagem ao “Dia da Criança” chamado “Coisa de Criança”. Eu achei a idéia ótima, gostei muito do texto que ela escreveu.


As regras do meme são as seguintes:
Colocar o link de quem lhe indicou para a brincadeira;
Escrever um texto sobre alguma lembrança de sua infância;
Postar o selinho do meme dentro do artigo;
Se possível, colocar uma foto de quando era criança ou adolescente;

Chamar cinco amigos ou mais para brincar também.



Tenho muitas lembranças do meu tempo de criança; boas e ruins.

Recordo-me do dia em que fui à venda com uma amiga. Ela foi comprar lingüiça e eu, farinha de mandioca. Na volta ela teve a idéia de comer lingüiça com farinha de mandioca. Que delícia!

E aquele dia em que minha mãe cozinhou batatinhas com casca para fazer salada? Ela me mandou descascá-las. Nossa, senti vontade de comer uma batatinha, mas fiquei com medo de minha mãe perceber e me dar uma bronca, afinal as batatinhas eram a mistura do almoço. O que fiz então? Arrumei uma solução genial: dar uma mordida em cada uma delas, assim elas ficariam inteiras, quer dizer, quase inteiras. “Desse jeito mamãe nem vai notar”! Puro engano. Ela notou. Você é capaz de imaginar o que aconteceu? Não, eu não apanhei, mas ouvi um sermão daqueles...

Lembro-me das noites que minha mãe quase não dormia, porque a bronquite me sufocava. Eu respirava com dificuldade. Doía o peito de tanta força que eu fazia. Que falta de ar! Nesse tempo não se ouvia falar em anti-alérgicos ou bombinhas. Eu tomava um comprimido chamado “Filinasma”. No outro dia eu sentia a reação, meu coração estava acelerado.

Outra lembrança ruim é a de ir para a escola sozinha, cruzar os carreadores dos cafezais, morrendo de medo.

Mas, de todas as lembranças que tenho, uma já me fez rir muito. Não tem jeito, eu sempre acho graça. É como aquela pessoa que conta sempre a mesma piada e todas as vezes ri, como se fosse a primeira vez.

Sou a filha mais velha de cinco irmãos. Só uma irmã, a quarta pela ordem. Tenho nove anos a mais que ela. Morávamos num sítio. Nossa casa ficava numa parte mais elevada e há uns 200 metros, perto de um riacho, havia uma colônia, onde moravam as famílias dos trabalhadores.

Um dia minha mãe foi até à casa de um desses colonos e me deixou tomando conta dos irmãos mais novos. Fiquei encarregada de cuidar de minha irmã, que tinha aproximadamente um ano. Naquele tempo não havia a facilidade das fraldas descartáveis. Vejam só que azar o meu. Minha irmã, que estava dentro de uma caixa de madeira (Não havia chiqueirinho), decidiu encher um pijama de flanela, que por precaução, tinha um elástico na perna. Não era nada seguro. O cocô começou a escapar. Eu fiquei apavorada: “E agora?”. Comecei a gritar para que minha mãe viesse fazer a faxina. Ela estava conversando e não tinha pressa. Foi aí que a situação piorou: minha irmã decidiu passar a mão no cocô e levar à boca. Como criança é sempre expontânea, comecei a gritar para toda a colônia ouvir: “Mããããe, vem logo, a Nenêm tá comendo bosta!”

Paro por aqui.



Não vou indicar nenhum blog. Convido a todos que passarem por aqui e gostarem da idéia, que a divulguem. Tenho certeza de muitas histórias divertidas e originais que estão guardadas poderiam se tornar excelentes posts.


1 de outubro de 2008

William Blake



A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê.


Se o tolo persistisse em sua tolice, sábio se tornaria.



Quem nunca altera sua opinião é como a água parada
e começa a criar répteis no espírito.



Os alimentos sadios não são apanhados com armadilhas ou redes.



William Blake, poeta, pintor e ilustrador inglês


17 de setembro de 2008

O Feijão de Sirila



O FEIJÃO DE SIRILA

...............................................................................

É DE VER OS OLHOS CHEIOS


E dar uma boa escolhida n’um quilo

De, id est, rajadinho et cetera vistoso

E dê-lhe um descanso em água viva

Pra lhe ajudar na maciez.


Os minutos?... O necessário a cada tipo.


Leve ao fogo sem escorrê-lo.

Não te esqueças da folha de louro; dos Cézares!

O tempo de cozimento não importa:

Ele sempre acompanha vossa toada...


Os minutos!... O necessário a cada tipo.


Não há pressa, seu moço, experiência conta mais

[que teu relógio...


E quando o cheiro do feijão

Pela tua casa espalhar, ainda falta temperá-lo.

O arroz já deve estar em fogo brando...


É DE VER ÁGUA NA BOCA


Frite um toucinho (a gosto) até o douro.

Machuque alho e sal, também a gosto;

Use um pilãozinho.

Leve tudo à fritura;

Pode acrescentar salsa e cebolinha...


E quando essas especiarias estiverem coradas,

Com uma concha (pode ser a de Vênus)

Jogue o feijão, não todo,

Neste preparo de Diónysos...

(chiiisss...)

A erupção será dos vulcões, as léguas poucas

[e instantâneas para o cheiro percorrer.


Machuque (como n’um sacrifício)

O produto um pouco, até o caldo engrossar...

Volte tudo à panela de origem: à origem!...

Machuque mais um pouco (a gosto)

Prove!...

Mantenha o fogo brando...


Sirva-o com o principal, i. e., arroz

Ou com o que mais te satisfaz.

Sacie tua fome e... a do companheiro

Que a mãe terra outro feijão te dará.


...........................................................................


SERTÃO FLAMBOYANT (estórias)

Zamuner, José Alaercio

Lábaron Gráfica e Editora Ltda. – 1996


SUGESTÕES:

1- Leitura do texto

2- Pesquisa sobre receitas de:

Feijoada - Pastel doce e Mandju

A o arroz e feijão e o feijão na alimentação do brasileiro.

Alimentos básicos de outros países.

A consumo do arroz em outros países.

A origem da feijoada.


3- Confraternização. Cada aluno pode contribuir com algum prato.



ALGUNS SITES INTERESSANTES

Como Cozinhar arroz http://e.entao.com.br

Como cozinhar feijão http://culinaria.terra.com.br

Feijoada http://panelinha.ig.com.br

Arroz integral http://pat.feldman.com.br

Hábitos alimentares http://www.urbal.piracicaba.sp.gov.br

11 de setembro de 2008

Sonhos



Não é comum eu me recordar dos sonhos que tenho à noite, mas quando me recordo de algum, fico preocupada, pois ele provavelmente acontecerá após dois ou três dias.

Tenho lembranças de vários sonhos, principalmente de acidentes com pessoas da família, amigos ou conhecidos. Um desses foi com um sobrinho. Coincidência ou não, ele sofreu um acidente e teve um grave traumatismo craniano, por sorte se recuperou. Sonhei com um irmão. Vi seu rosto num carvão. Liguei para ele e disse que estava angustiada. Pedi para que não viajasse nos próximos dias, pois poderia sofrer algum acidente. Ele me tranqüilizou dizendo para que eu não me preocupasse com isso, pois ele já tinha sofrido o acidente naquela semana estava se recuperando bem. Outra vez, acordada, vi um acidente, com muitas pessoas caindo. No dia seguinte meu esposo retornou sem concluir a viagem que faria ao Rio Grande do Sul. O ônibus em que viajava havia capotado. Estes são apenas alguns dos sonhos de minha enorme lista.

Naquele sábado de manhã chovia. Meu esposo me perguntou se iríamos mesmo a uma cidade vizinha, cerca de 40 quilômetros, fazer compras. Respondi que sim, mas que dirigisse com cuidado, porque eu havia sonhado à noite e estava apreensiva. – Penso que vai acontecer algo grandioso e ruim – disse-lhe – Vi uma enorme explosão no céu.

Optamos pelas compras. Retornamos sãos e salvos.

Na semana seguinte aconteceu o atentado de 11 de setembro. A explosão que eu tinha visto em sonho era semelhante à explosão ocorrida quando o avião foi lançado contra a segunda Torre.

Pode ser que o sonho tenha sido mera coincidência, mas que coincidência!

10 de setembro de 2008

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!

(Luís Fernando Veríssimo)

Colaboração: Luis Hipólito

1 de setembro de 2008

S. O. S. Titanic



10 de abril de 1912: Um grande dia na história da navegação. O Titanic, o maior e mais luxuoso transatlântico construído até aquela data, parte com 2.200 passageiros a bordo para sua primeira viagem de Southampton para Nova Yorque. Devido a seu engenhoso e bem planejado sistema de compartimentos estanques, ele era considerado praticamente insubmergível. “Nem Deus consegue afundar esse navio!”, afirmaram alguns. 14 de abril, 23:00 horas: O Titanic recebe uma mensagem de rádio. “Cuidado, icebergs!” O aviso é desprezado. Que mal poderia fazer um pouco de gelo para o grande e poderoso navio? Mas então... 23:40 horas: De repente uma enorme montanha de gelo aparece na frente do Titanic. Os alarmes tocam. Um estranho ranger se faz ouvir. Grande agitação na ponte de comando. E aí vem a terrível comunicação: um rombo de 90 metros na proa! A água entra muito rapidamente apesar dos compartimentos estanques, subindo cada vez mais!

0:05 horas: Vinte e cinco minutos após a colisão. Ouve-se uma ordem: “Todos os passageiros para o convés! Preparar todos os botes salva-vidas!” O operador de rádio recebe a ordem para enviar a mensagem de S.O.S. S.O.S. – “save our souls – salvem nossas almas!” Mas muitos ainda nem se dão conta da seriedade da situação. A banda de bordo continua a tocar suas músicas. E muitos tentam desviar sua atenção do perigo real com a alegria fingida. Aproximadamente 0:30 horas: “Todos para os botes! Mulheres e crianças primeiro! Muitos se negam terminantemente a entrar nos botes salva-vidas. Eles dizem: “Não, nós não vamos. Queremos ficar. Aqui estamos mais seguros. O Titanic não vai afundar”. 0:45 horas: Os primeiros botes são lançados ao mar. Alguns apenas com a metade da sua capacidade de ocupação! Muitos dos lugares seguros nos botes ficam vazios. A maior parte dos 2.200 passageiros fica a bordo perplexa, indecisa. 2:18 horas: Todas a luzes do navio se apagam. O Titanic afunda nas gélidas águas do Atlântico, arrastando para a morte mais de 1.500 pessoas.

Esse foi o trágico final de um dos capítulos da história do orgulho humano. Muitos dos que estavam a bordo do Titanic faziam planos e estavam convictos que alcançariam Nova Yorque. Eles pensavam: “O que pode acontecer a esse navio tão imponente? Ninguém atrapalhará nossos planos!” Mas mesmo assim todos os planos se frustraram naquela noite. A Palavra de Deus nos diz: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Provérbios 16,18).

A questão decisiva é, se entreguei minha vida a Deus, colocando-a sob Sua direção ou se tento vive-la e administrá-la sem Ele. Planos sem Deus acabam num beco sem saída. Passar pela vida ignorando-O é uma catástrofe. Quem não coloca Deus em primeiro lugar vive num Titanic. Deus é nosso bote salva-vidas. Só Ele pode ser nosso S.O.S. . Façamos nosso pedido de socorro a Ele.

Peter Bronclik

25 de agosto de 2008

O pote rachado


Certo carregador de água, tinha dois grandes potes, cada um pendurado na ponta de um cabo, o qual ele carregava sobre seus ombros. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro pote era perfeito e sempre levava a poção completa de água até o final da longa caminhada. O pote rachado chegava só com a metade. Por dois anos isto se repetiu diariamente , com o carregador trazendo apenas um pote e meio de água.

Naturalmente, o pote perfeito estava orgulhoso de seu desempenho, perfeito até o final para o propósito a que tinha sido feito. Mas o pobre pote rachado estava envergonhado de sua própria imperfeição, e miserável por ser capaz de alcançar apenas metade daquilo a que tinha sido feito. Depois de dois anos do que sentia ser uma falha insuportável, ele um dia falou ao carregador perto do riacho:

- Estou envergonhado de mim mesmo, e eu quero me desculpar com você.

- Porque? - perguntou o carregador

- Tenho conseguido, nestes últimos dois anos, entregar apenas metade do meu carregamento porque esta rachadura faz com que a água vaze por todo o caminho. Por minha causa , você tem que realizar todo esse trabalho, e você não recebe o valor todo de seus esforços, disse o pote. O carregador sentiu pena do velho pote rachado e em sua compaixão ele disse:

- Enquanto nós voltamos á casa, eu quero que você note as flores lindas que há ao longo da trilha . De fato, a medida que eles subiram a colina , o velho pote rachado notou o sol que aquecia as lindas flores silvestres ao lado da trilha e isto o animou um pouco. Mas ao final da trilha , ele ainda sentia-se mal porque tinha vazado metade do seu carregamento.

O carregador disse ao pote :

- Você notou que haviam flores apenas em seu lado da trilha, mas nenhuma do lado do outro pote ? É porque eu sempre soube de seu defeito, e eu aproveitei o mesmo. Eu plantei sementes de flores do seu lado da trilha , e cada dia enquanto eu voltava do riacho você as regou. Por 2 anos eu tenho sido capaz de colher estas flores para decorar a casa . Sem você ser do jeito que é , nunca iria ter esta beleza para agraciar a casa.

Cada um de nós tem seus próprios defeitos. Somos todos potes rachados . Mas se nós permitimos a natureza utilizará nossos defeitos... Na imensa sabedoria divina, nada se perde.

Jornal Missão Jovem


23 de agosto de 2008

A flor

Que linda flor! dizeis porém
reparei bem:
vede que a sábia Natureza
não lhe deu só beleza,
mas fê-la útil também.


Beleza que é só beleza
embora que nada se iguale,
é coisa fútil...
Pois, com fraqueza,
ser belo de nada vale,
se não se é útil.


Leis da vida, leis do amor!
Tudo produz, e o produto
novos produtos adiante,
constante, continuamente!
A flor se transforma em fruto,
o fruto faz-se semente,
volta a semente a ser planta,
torna a planta a abrir-se em flor!


Se tudo é útil no mundo,
e produtivo, fecundo,
nós, por nosso próprio bem,
trabalhemos, estudemos,
sejamos úteis também!


Afonso Lopes de Almeida

18 de agosto de 2008

Salmo

Àqueles que fazem da política
uma cômoda profissão





Bem-aventurado
o poeta que canta
e encanta
que alegra a vida em versos.

Bem-aventurado
o homem íntegro, reto, o bom político
que faz a santa e sólida política
engrandece o povo,
faz crescer uma cidade
e não aquele que na sórdida monolítica
promove a si mesmo
numa escandalosa vaidade.

Bem-aventurado
quem não esconde a verdade
nas gavetas do escritório
não participa de concorrências fraudulentas
e não corrompe títulos no cartório.

Bem-aventurado
quem não rouba do pobre
não transforma o irmão em paria
para seu próprio proveito
engordando a conta bancária.

Bem-aventurado
aquele que não se torna instrumento
da multinacional propaganda
da ideologia do lucro
não abaixa a cabeça, mas levanta e grita
contra as falácias, as mentiras
dos chicanistas e corruptos.

Bem-aventurado
quem não espia a vida alheia
não espalha cizânia e medo
não apunhala seu irmão pelas costas
e não atira seu irmão na fornalha e na teia.

Bem-aventurado
aquele que se levanta
contra a opressão e a injustiça
que constrói a paz, que não engana o povo
que fala a verdade,
com palavras puras e castiças
que canta o estribilho do amor
do Mandamento Velho, sempre Novo
pregado e vivido por um Homem-Deus
que se fez pobre entre os pobres
para que toda a humanidade
Vivesse e lutasse por ideais mais nobres.

Pedro Thomaz Pereira

12 de agosto de 2008

Mensagens



"O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano."

Isaac Newton, físico inglês, (1643-1727)


"A vida se expande ou se encolhe de acordo com nossa coragem."

Anaïs Nin, escritora e bailarina franco-alemã, (1914-1977)

"Quem decide pode errar. Quem não decide, já errou." 
Hebert Von Karajan, maestro austríaco, (1908-1989)

"Tudo é ousado para quem a nada se atreve."

Fernado Pessoa, poeta e escritor português, (1888-1935)
"Chegará o dia em que as máquinas pensarão, mas elas nunca terão sonhos."
Theodor Heuss, ex-presidente da alemanha, (1884-1963)



"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos."
Eleanor Roosewelt, ex-primeira dama dos EUA, (1884-1962)



"Se o homem não sabe para que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável."

Sêneca, filósofo romano, (4 a. C.- 65 d. C.)



"A riqueza sem a virtude é mais desatrosa que a miséria."

Adágio popular




"Reza por uma boa safra, mas continua a arar."

Provérbio árabe




"A fome e a miséria não podem esperar nem viver de palavras e intenções."

Herbert de Souza, O Betinho, sociólogo mineiro, (1935-1997)




"Ninguém será generoso se não for, ao mesmo tempo, justo".

Cícero, orador e escritor romano, (106-43 a.C.)




"Felicidade é a certeza de que a vida não está se passando inutilmente."

Erico Veríssimo, escritor gaúcho, (1905-1975)



"Uma criança que não brinca não é uma criança, mas o homem que não brinca perdeu para sempre a criança que vivia nele e que lhe fará muita falta."
Franz Kafika, escritor tcheco, (1884-1924)



"A vida é como andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio você deve continuar em movimento". Albert Einstein, físico alemão, (1879-1955)

9 de agosto de 2008

Folclore brasileiro

FOLCLORE
FOLCLORE – A palavra vem do Inglês, “folk” = povo + “lore” = sabedoria.
FOLCLORE Significa sabedoria popular. È o conjunto de conhecimentos, costumes, lendas, contos, canções, danças, festas, trajes, artesanato, tudo expresso em arte popular.
O DIA DO FOLCLORE É 22 DE AGOSTO
O folclore brasileiro resultou do contato entre os colonizadores europeus, os africanos, e os indígenas aqui existentes.
VEJA O QUE HERDAMOS NO FOLCLORE:


DOS FRANCESE: Traços culturais das atividades dos colégios, como as músicas infantis. Ex: Irmão Jaques (Frére Jacques), Giroflê (girafa), A mão direita tem uma roseira, Vamos passear na floresta. Também nos deixaram a quadrilha.
DOS ALEMÃES: O uso da madeira e tijolos intercalados nas construções, o aproveitamento dos cavalos nas carroças, o uso da batatinha, salsicha, cerveja e shop. O aproveitamento da mulher na agricultura.
DOS INGLESES: O futebol e vários vocábulos. EX: gol.
DOS ÁRABES: Palavras e gestos, O quibe, o espetinho. O turbante usado pelas baianas. O vermelho das roupas.
DOS HOLANDESES: Os tesouros enterrados (segundo as lendas).
DOS JAPONESES: O feijão, o arroz, a sopa e o broto de bambu na alimentação. A palha de arroz na cobertura das casas.

DOS INDÍGENAS: O emprego do sapé e da folha de palmeira na cobertura das casas. A utilização de cipós para amarrar as construções das paredes (barrear). O uso das redes e dos giraus para secar ou guardar mantimentos. A utilização de peneiras, cuias de cabaças, cestos de palha, cipó ou taquara. O emprego de pilões, moringas ou potes de barro (ex: artesanato em barro). A utilização de tangas, cocares, penas, braceletes e colares, (ex: no carnaval). O emprego do laço e da arapuca. A utilização da mandioca (pirão, beiju, mingau), do milho (cozido, assado, canjica, pamonha, pipoca). Outras plantas: amendoim, inhame, abóbora, abacaxi, etc.
DOS AFRICANOS: o uso das saias largas e rodadas. O emprego de panos vistosos e coloridos, chalés, braceletes, argolas, miçangas, balangandãs. Na alimentação: vatapá, acaçá, caruru, acaragé, mungusá, azeite-de-dendê e pimenta malagueta. O uso de instrumentos musicais como: atabaque, marimbá, agogô, afochê. Na religião, os cultos-afro: candomblé, umbanda, macumba.
DOS ITALIANOS: as casas com as bases de pedra e os porões. Na alimentação, macarrão, pizza, risoto, polenta, vinho. Os instrumentos musicais: sanfona, gaita, viola caipira e a banda de música.

DOS PORTUGUESES: a LÍNGUA. As varandas nas construções. Dentro de casa o oratório, o tacho, a cama de tábuas, os baús e arcas, os candeeiros, as lanternas de quatro vidros. A utilização de teares, a roda de fiar, o monjolo, a roda d1água, o cata-vento, o trançado de couro. Na linguagem, os trava-línguas, as adivinhas, os ditados populares, as quadras, as trovas (literatura de cordel), as fábulas, as lendas, os contos, os mitos. Das festas destacam-se também Santos Reis, São Sebastião, Nossa Senhora dos Navegantes, Festas Juninas, São Benedito, Festa do Divino.
DOS ESPANHÓIS: Observa-se maior influência no gaúcho: o chapéu de abas largas preso ao queixo, lenço no pescoço, a bombacha, botas de couro, o poncho. Também o churrasco e o chimarrão, a dança do fandango, algumas músicas infantis e a vaquejada nordestina, com a derrubada do boi puxando-lhe o rabo na corrida.
CONCLUINDO: Todas essa tradições misturaram-se e deram origem e novas criações. Essas novas criações são o nosso folclore.

VAMOS CONHECER NOSSO FOLCLORE?


SACI: É um menino negro de uma perna só, usa um capuz vermelho e, segundo alguns, usa cachimbo. Não é maldoso e só gosta de fazer certas travessuras, como por exemplo, dar nó nos rabos dos cavalos.
CAIPORA: é O PROTETOR DAS CAÇAS DO MATO. Simbolizado por um anão peludo, montado num queixada (porco do mato), atravessa velozmente as matas com grande estrépito. É sinônimo de azar.
CURUPIRA: É o protetor das matas, onde habita. É uma espécie de indiozinho escuro com os pés voltados para trás. Dizem que pressente tempestades, e bate nas árvores para acorda-las, para melhor resistirem às intempéries.
LOBISOMEM: Segundo a crendice sertaneja, é um homem que se transforma em um lobo ou em um enorme cão, nas noites de lua cheia, quando estas caem numa sexta-feira. Inúmeras são as estórias de Lobisomem que circulam pelos sertões.
BOITATÁ: Nas regiões sulinas, alguns campeiros mais supersticiosos evitam cavalgar á noite, temendo encontrar o Boitatá (cobra-de-fogo), na língua guarani). É uma espécie de fogo, em forma de cobra, ou pássaro, que enfrenta o cavaleiro, impedindo a sua marcha.
MENINO DOURADO: é um menino que, nas costas de um peixe denominado “dourado”, em noites de luar, pode ser visto deslizando sobre o rio. Protege os barqueiros.
MÃE-D’ÁGUA: Crendice popular de todas as regiões brasileiras. No Norte é Iara, no Sul habita as lagoas tranqüilas, mas atrai os pescadores para seus domínios. Metade mulher, metade peixe, também conhecida por Sereia. No Rio São Francisco é benfazeja e muitos pescadores juram tê-la visto.

NEGRINHO DO PASTOREIO: Lenda popular do Rio Grande do Sul, é a história do pobre negrinho escravo, sacrificado pelo malvado senhor, porque não encontrou um petiço (cavalinho) que se desgarrara da manada. Depois de açoitado, foi abandonado num formigueiro, onde foram encontra-lo no dia seguinte, cercado por uma aura luminosa ao lado de Nossa Senhora que o levou para o Céu. É invocado na busca de animais perdidos.
BICHO-PAPÃO: é um homem que costuma andar esfarrapado e sujo. Muito feio, barbudo e pálido, tem por hábito roubar crianças choronas e mentirosas, e leva-las para sempre.


JOGRAL: FOLCLORE


Aluno A
Folclore? Sabe o que é?
Todos
São lendas que os velhos contam.
Aluno B
São remédios de folhagens,
Aluno C
Comidas e candomblé.
Aluno D
Objetos, beberagens,
Todos
São as danças, são as músicas.
Todos
São expressões.
Aluno A
São figurinhas de barro.
Aluno B
São trajos, são rituais,
Aluno C
E até bois puxando um carro
Aluno D
E tipos especiais:
Todos
Tudo de uma região!
Aluno A
Enfim, são crenças, são ditos,
Aluno B
Que o povo não esquece não,
Aluno C
Porque são ricos, bonitos,
Todos
Porque é sua tradição

QUADRINHAS POPULARES
Hoje é domingo,
Pede cachimbo.
O cachimbo é de barro,
Bate no jarro.

O jarro é fino,
Bate no sino.
O sino é de ouro,
Bate no touro.

O touro é valente,
Bate na gente.
A gente é fraco,
Cai no buraco.

O buraco é fundo,
Acabou-se o mundo!

VERSOS DO FOLCLORE PAULISTA

“Meu senhor dono da casa
Deus veio lhe visitar
Salve a sua saúde
E a família como está?

O Divino também pede
Um lugar no seu altar
Que esta pomba verdadeira
Está cansa de voar.

A todos desta boa casa
Veio o divino visitar
E pra sua grande festa
Uma esmola vem tirar.

O Divino lhe agradece
A sua bonita esmola
Mais bonita há de ser
A sua chegada na glória.

Agradecemos sua esmola
Dada de bom coração
O Divino concederá
A todos salvação”.

MÚSICA DO FOLCLORE GAÚCHO

“Vou m’embora, vou m’embora,
Prenda minha, tenho muito que fazer,
Vou partir para o rodeio, prenda minha,
No campo do bem querer.

No potreiro dos teus olhos, prenda minha
Eu prendi meu coração
Ficou preso e mui bem preso, prenda minha,
Este potro redomão”.

O VIRA
Ney Matogrosso

O gato preto cruzou a estrada
Passou por debaixo da escada
E lá no fundo azul
Na noite da floresta
A lua iluminou
A dança, a roda, a festa,
Vira, vira, vira
Vira, vira, vira homem
Vira, vira
Vira, vira lobisomem.

Bailam corujas e pirilampos
Entre os sacis e as fadas
E lá no fundo azul
Na noite da floresta
A lua iluminou
A dança, a roda, a festa
Vira, vira, vira
Vira, vira, vira homem
Vira, vira
Vira, vira lobisomem,

LENDA INDÍGENA SOBRE O AMOR


Conta a lenda indígena que, há muitos anos, só existia a escuridão negra e profunda.
Nasceu, então um bravo guerreiro com o destino de ser para os homens a luz brilhante do dia; mas antes disso, ele conheceu e se apaixonou pela mais bela e cativante filha das matas, sendo para ela a luz do amor. A amante chamava-se Lua e havia nascido para clarear, suavemente, a quietude da noite.
A Lua também entregou seu coração ao jovem guerreiro índio, o Sol. Eles tiveram um amor intenso. O maior que o mundo já conheceu. Mas foi chegando o tempo de cada um cumprir sua missão. Lua e Sol tiveram de separar-se para toda a eternidade. No sofrimento de seu coração, A Lua chorou tanto, e por tanto tempo, que suas lágrimas caíram à Terra e formaram o primeiro riacho que cantava triste a sua melodia: depois, o rio Amazonas. O Sol, com seu amor infinito, iluminou e aqueceu, num beijo, a face da Terra.

5 de agosto de 2008

As belas coisas da vida



As coisas belas da vida,

Podemos ter sem comprar
O sol, a lua, as estrelas,
As ondas verdes do mar.

As borboletas, as flores
E seus aromas no ar...
Do arco-íris as cores
Não precisamos pagar.

Os sonhos e as quimeras,
Alvorada em novo dia,
Os estos da primavera
Nos inspirando à |poesia...

A murmurante cascata,
Nuvem branca em céu anil,
Qual bandeiras tremulando
Nas tardes belas de abril...

O canto da passarada,
A brisa leve a passar...
O frescor da madrugada
Não precisamos pagar.

Sentir na alma a ternura,
No meigo olhar do universo,
Na flor singela a candura
Despetalada num verso...

Das emoções, a mais grata,
O fascínio do luar
Como esponja em pó de prata
A natureza a empoar...

Sentir a vida num beijo,
Depois poder recordar...
Liberdade no desejo,
Poder chorar ou cantar.

O riso de uma criança
A vida vive a nos dar,
O alento da esperança,
Podemos ter sem comprar.
É só ter olhos pra ver,
Ouvidos para escutar,
Sensibilidade ter
_ Capacidade de amar!

Julho de 1994 YOLANDA
Rio de Janeiro - RJ