Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006

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9 de agosto de 2008

Folclore brasileiro

FOLCLORE
FOLCLORE – A palavra vem do Inglês, “folk” = povo + “lore” = sabedoria.
FOLCLORE Significa sabedoria popular. È o conjunto de conhecimentos, costumes, lendas, contos, canções, danças, festas, trajes, artesanato, tudo expresso em arte popular.
O DIA DO FOLCLORE É 22 DE AGOSTO
O folclore brasileiro resultou do contato entre os colonizadores europeus, os africanos, e os indígenas aqui existentes.
VEJA O QUE HERDAMOS NO FOLCLORE:


DOS FRANCESE: Traços culturais das atividades dos colégios, como as músicas infantis. Ex: Irmão Jaques (Frére Jacques), Giroflê (girafa), A mão direita tem uma roseira, Vamos passear na floresta. Também nos deixaram a quadrilha.
DOS ALEMÃES: O uso da madeira e tijolos intercalados nas construções, o aproveitamento dos cavalos nas carroças, o uso da batatinha, salsicha, cerveja e shop. O aproveitamento da mulher na agricultura.
DOS INGLESES: O futebol e vários vocábulos. EX: gol.
DOS ÁRABES: Palavras e gestos, O quibe, o espetinho. O turbante usado pelas baianas. O vermelho das roupas.
DOS HOLANDESES: Os tesouros enterrados (segundo as lendas).
DOS JAPONESES: O feijão, o arroz, a sopa e o broto de bambu na alimentação. A palha de arroz na cobertura das casas.

DOS INDÍGENAS: O emprego do sapé e da folha de palmeira na cobertura das casas. A utilização de cipós para amarrar as construções das paredes (barrear). O uso das redes e dos giraus para secar ou guardar mantimentos. A utilização de peneiras, cuias de cabaças, cestos de palha, cipó ou taquara. O emprego de pilões, moringas ou potes de barro (ex: artesanato em barro). A utilização de tangas, cocares, penas, braceletes e colares, (ex: no carnaval). O emprego do laço e da arapuca. A utilização da mandioca (pirão, beiju, mingau), do milho (cozido, assado, canjica, pamonha, pipoca). Outras plantas: amendoim, inhame, abóbora, abacaxi, etc.
DOS AFRICANOS: o uso das saias largas e rodadas. O emprego de panos vistosos e coloridos, chalés, braceletes, argolas, miçangas, balangandãs. Na alimentação: vatapá, acaçá, caruru, acaragé, mungusá, azeite-de-dendê e pimenta malagueta. O uso de instrumentos musicais como: atabaque, marimbá, agogô, afochê. Na religião, os cultos-afro: candomblé, umbanda, macumba.
DOS ITALIANOS: as casas com as bases de pedra e os porões. Na alimentação, macarrão, pizza, risoto, polenta, vinho. Os instrumentos musicais: sanfona, gaita, viola caipira e a banda de música.

DOS PORTUGUESES: a LÍNGUA. As varandas nas construções. Dentro de casa o oratório, o tacho, a cama de tábuas, os baús e arcas, os candeeiros, as lanternas de quatro vidros. A utilização de teares, a roda de fiar, o monjolo, a roda d1água, o cata-vento, o trançado de couro. Na linguagem, os trava-línguas, as adivinhas, os ditados populares, as quadras, as trovas (literatura de cordel), as fábulas, as lendas, os contos, os mitos. Das festas destacam-se também Santos Reis, São Sebastião, Nossa Senhora dos Navegantes, Festas Juninas, São Benedito, Festa do Divino.
DOS ESPANHÓIS: Observa-se maior influência no gaúcho: o chapéu de abas largas preso ao queixo, lenço no pescoço, a bombacha, botas de couro, o poncho. Também o churrasco e o chimarrão, a dança do fandango, algumas músicas infantis e a vaquejada nordestina, com a derrubada do boi puxando-lhe o rabo na corrida.
CONCLUINDO: Todas essa tradições misturaram-se e deram origem e novas criações. Essas novas criações são o nosso folclore.

VAMOS CONHECER NOSSO FOLCLORE?


SACI: É um menino negro de uma perna só, usa um capuz vermelho e, segundo alguns, usa cachimbo. Não é maldoso e só gosta de fazer certas travessuras, como por exemplo, dar nó nos rabos dos cavalos.
CAIPORA: é O PROTETOR DAS CAÇAS DO MATO. Simbolizado por um anão peludo, montado num queixada (porco do mato), atravessa velozmente as matas com grande estrépito. É sinônimo de azar.
CURUPIRA: É o protetor das matas, onde habita. É uma espécie de indiozinho escuro com os pés voltados para trás. Dizem que pressente tempestades, e bate nas árvores para acorda-las, para melhor resistirem às intempéries.
LOBISOMEM: Segundo a crendice sertaneja, é um homem que se transforma em um lobo ou em um enorme cão, nas noites de lua cheia, quando estas caem numa sexta-feira. Inúmeras são as estórias de Lobisomem que circulam pelos sertões.
BOITATÁ: Nas regiões sulinas, alguns campeiros mais supersticiosos evitam cavalgar á noite, temendo encontrar o Boitatá (cobra-de-fogo), na língua guarani). É uma espécie de fogo, em forma de cobra, ou pássaro, que enfrenta o cavaleiro, impedindo a sua marcha.
MENINO DOURADO: é um menino que, nas costas de um peixe denominado “dourado”, em noites de luar, pode ser visto deslizando sobre o rio. Protege os barqueiros.
MÃE-D’ÁGUA: Crendice popular de todas as regiões brasileiras. No Norte é Iara, no Sul habita as lagoas tranqüilas, mas atrai os pescadores para seus domínios. Metade mulher, metade peixe, também conhecida por Sereia. No Rio São Francisco é benfazeja e muitos pescadores juram tê-la visto.

NEGRINHO DO PASTOREIO: Lenda popular do Rio Grande do Sul, é a história do pobre negrinho escravo, sacrificado pelo malvado senhor, porque não encontrou um petiço (cavalinho) que se desgarrara da manada. Depois de açoitado, foi abandonado num formigueiro, onde foram encontra-lo no dia seguinte, cercado por uma aura luminosa ao lado de Nossa Senhora que o levou para o Céu. É invocado na busca de animais perdidos.
BICHO-PAPÃO: é um homem que costuma andar esfarrapado e sujo. Muito feio, barbudo e pálido, tem por hábito roubar crianças choronas e mentirosas, e leva-las para sempre.


JOGRAL: FOLCLORE


Aluno A
Folclore? Sabe o que é?
Todos
São lendas que os velhos contam.
Aluno B
São remédios de folhagens,
Aluno C
Comidas e candomblé.
Aluno D
Objetos, beberagens,
Todos
São as danças, são as músicas.
Todos
São expressões.
Aluno A
São figurinhas de barro.
Aluno B
São trajos, são rituais,
Aluno C
E até bois puxando um carro
Aluno D
E tipos especiais:
Todos
Tudo de uma região!
Aluno A
Enfim, são crenças, são ditos,
Aluno B
Que o povo não esquece não,
Aluno C
Porque são ricos, bonitos,
Todos
Porque é sua tradição

QUADRINHAS POPULARES
Hoje é domingo,
Pede cachimbo.
O cachimbo é de barro,
Bate no jarro.

O jarro é fino,
Bate no sino.
O sino é de ouro,
Bate no touro.

O touro é valente,
Bate na gente.
A gente é fraco,
Cai no buraco.

O buraco é fundo,
Acabou-se o mundo!

VERSOS DO FOLCLORE PAULISTA

“Meu senhor dono da casa
Deus veio lhe visitar
Salve a sua saúde
E a família como está?

O Divino também pede
Um lugar no seu altar
Que esta pomba verdadeira
Está cansa de voar.

A todos desta boa casa
Veio o divino visitar
E pra sua grande festa
Uma esmola vem tirar.

O Divino lhe agradece
A sua bonita esmola
Mais bonita há de ser
A sua chegada na glória.

Agradecemos sua esmola
Dada de bom coração
O Divino concederá
A todos salvação”.

MÚSICA DO FOLCLORE GAÚCHO

“Vou m’embora, vou m’embora,
Prenda minha, tenho muito que fazer,
Vou partir para o rodeio, prenda minha,
No campo do bem querer.

No potreiro dos teus olhos, prenda minha
Eu prendi meu coração
Ficou preso e mui bem preso, prenda minha,
Este potro redomão”.

O VIRA
Ney Matogrosso

O gato preto cruzou a estrada
Passou por debaixo da escada
E lá no fundo azul
Na noite da floresta
A lua iluminou
A dança, a roda, a festa,
Vira, vira, vira
Vira, vira, vira homem
Vira, vira
Vira, vira lobisomem.

Bailam corujas e pirilampos
Entre os sacis e as fadas
E lá no fundo azul
Na noite da floresta
A lua iluminou
A dança, a roda, a festa
Vira, vira, vira
Vira, vira, vira homem
Vira, vira
Vira, vira lobisomem,

LENDA INDÍGENA SOBRE O AMOR


Conta a lenda indígena que, há muitos anos, só existia a escuridão negra e profunda.
Nasceu, então um bravo guerreiro com o destino de ser para os homens a luz brilhante do dia; mas antes disso, ele conheceu e se apaixonou pela mais bela e cativante filha das matas, sendo para ela a luz do amor. A amante chamava-se Lua e havia nascido para clarear, suavemente, a quietude da noite.
A Lua também entregou seu coração ao jovem guerreiro índio, o Sol. Eles tiveram um amor intenso. O maior que o mundo já conheceu. Mas foi chegando o tempo de cada um cumprir sua missão. Lua e Sol tiveram de separar-se para toda a eternidade. No sofrimento de seu coração, A Lua chorou tanto, e por tanto tempo, que suas lágrimas caíram à Terra e formaram o primeiro riacho que cantava triste a sua melodia: depois, o rio Amazonas. O Sol, com seu amor infinito, iluminou e aqueceu, num beijo, a face da Terra.

5 de agosto de 2008

As belas coisas da vida



As coisas belas da vida,

Podemos ter sem comprar
O sol, a lua, as estrelas,
As ondas verdes do mar.

As borboletas, as flores
E seus aromas no ar...
Do arco-íris as cores
Não precisamos pagar.

Os sonhos e as quimeras,
Alvorada em novo dia,
Os estos da primavera
Nos inspirando à |poesia...

A murmurante cascata,
Nuvem branca em céu anil,
Qual bandeiras tremulando
Nas tardes belas de abril...

O canto da passarada,
A brisa leve a passar...
O frescor da madrugada
Não precisamos pagar.

Sentir na alma a ternura,
No meigo olhar do universo,
Na flor singela a candura
Despetalada num verso...

Das emoções, a mais grata,
O fascínio do luar
Como esponja em pó de prata
A natureza a empoar...

Sentir a vida num beijo,
Depois poder recordar...
Liberdade no desejo,
Poder chorar ou cantar.

O riso de uma criança
A vida vive a nos dar,
O alento da esperança,
Podemos ter sem comprar.
É só ter olhos pra ver,
Ouvidos para escutar,
Sensibilidade ter
_ Capacidade de amar!

Julho de 1994 YOLANDA
Rio de Janeiro - RJ


31 de julho de 2008

A Cigarra e a Formiga



28 de julho de 2008

Kit de acompanhamento

Uma BORRACHA para apagar todos os recentimentos

Um LÁPIS para escrever as coisas que te deixam feliz

Um CLIPS para juntar todas as experiências positivas

Um PAPEL representando a nossa vida, que está esperando para escrevermos uma história cheia de conquistas e vitórias.


Uma BALA para adoçar sua vida e a do próximo.


Mostra de Saúde - SAÚDE MENTAL

25/07/2008 - ALTO PIQUIRI

Voar é preciso


Passamos uma vida presos,
Qual pássaros em suas gaiolas!
Medo de amar, de olhar a vida de frente...
E naquele pequeno espaço,
Cantamos nossas dores e sonhos!


Muitas vezes, as portas de
Nossas gaiolas se abrem...
Mas permanecemos ali, acostumados,
Encolhidos nas nossas vontades e sonhos!


Brinquem um pouco com a vida!
Não tenham medo dos rochedos
E sobre eles, estendam suas asas
Corajosas de falcões!
Soltem-se ao vento,
E deixem-no levá-los ao sonho!


Como o Condor,
Tentem enxergar as pequeninas
Coisas a sua volta
E saber apreciá-las,
Dando um sentido novo a sua vida!
Não sejam passarinhos de gaiolas,
Mas, Falcões e Condores do céu!
A cada dia existe uma renovação constante,
E nunca um, será como o outro...


Não há dores eternas,
Lágrimas eternas, perdas eternas!
Há sorrisos esperando-lhes, dias de sol,
Os abraços dos amigos, dos filhos,
E tantos sonhos lindos! Um amor lhes espera,
Para com vocês, voar, voar, porque a vida
É um recomeçar diário de um vôo!
E gaiolas não foram feitas para
Pássaros... Tampouco para Falcões!

Autor desconhecido


24 de julho de 2008

Opinião



Somos únicos, portanto, diferentes uns dos outros na aparência física, na cultura, no psicológico
Temos opiniões diversas e essas divergências podem contribuir para enriquecer o conhecimento de outras pessoas ou pode gerar atritos. Teremos um bom relacionamento se formos tolerantes e respeitarmos as opiniões e atitudes que divergem de nossa forma de pensar. Caso contrário, poderemos nos envolver em discussões ou brigas.
Outro ponto importante é não se deixar levar pelas opiniões alheias. Isso não significa que nunca se deve mudar o ponto de vista. Quando um erro é constatado a mudança deve acontecer. Não é recomendável fazer como a personagem principal da fábula, que tentou agradar a todos e não conseguiu.
Cada pessoa tem seu ponto de vista. A criança, desde cedo sabe o que quer, O adolescente escolhe se quer o cabelo curto ou longo, a roupa e o calçado que vai usar, os filmes e programas de TV que gosta. Outras vezes pode até querer algo perigoso: correr de bicicleta, dirigir automóvel, exagerar na alimentação, tomar muito refrigerante...
Há pessoas que acham que só sua opinião tem valor, só ela é a certa. Querem que as outras pessoas façam só o que elas querem que façam. Costumam intrometerem-se em tudo. Sempre criticam, são as palpiteiras. Querem que o mundo se modele a elas. Arrumam desculpas para terem o que falar.
É muito comum encontrar alguém que quer impor sua opinião. Por exemplo: numa escolha de uniforme escolar, por voto, sempre acontece de alguém que não votou como a maioria, fazer muito barulho para ganhar no grito, desrespeitando os vencedores, ou num jogo, querer passar por cima das regras... Isso também acontece com adultos, talvez porque não foram educados para isso.
O que é bom para uma pessoa pode não ser para outra. É essencial saber respeitar as escolhas, bem como não se deixar influenciar e cometer erros só para agradar quem discorda de nós.
Terezinha Bordignon

O Velho, o Menino e o Burro


Um velho e um menino seguiam pela estrada montados num burro. Pelo caminho, as pessoas com as quais cruzavam diziam:

Que crueldade a desses dois! Querem matar o burro!

O velho, impressionadíssimo com os comentários, mandou o menino descer. Mais adiante, outras pessoas, observando a cena, diziam:

Que velho malvado, refestelado no burro, e o menino, coitado, andando a pé!

O velho, então, desceu do burro e mandou o menino montar. Daí a pouco, outras pessoas, vendo a cena, comentaram:

Onde já se viu coisa igual? Um menino cheio de vida, montado no burro, e o velho a caminhar pela estrada!

Depois dessa, o velho não teve dúvidas. Mandou o menino descer e ambos, com esforço, passaram a carregar o burro.

Está claro que os comentários não se fizeram demorar, e desta vez seguidos de gargalhadas. Evidentemente, todo o mundo estranhava os dois carregarem o burro.

La Fontaine

ATIVIDADE:

1- DESENHE O TEXTO " O velho, o meninino e o burro" NOS QUADRINHOS :

Numa estrada, um velho e um menino andam montados num burro

As pessoas que vêem a cena falam:

- Querem matar o burro!

O Velho mandou o menino descer.








As pessoas comentam:

- Que velho malvado!

O velho mandou o menino montar.

E as pessoas criticam:








Eles passam a carregar o burro e as pessoas comentam e riem.

Escreva a mensagem que o texto lhe trouxe.







20 de julho de 2008

21 de Julho - Dia da Prima


No ano 2004, minha irmã Maria Izabel e eu fizemos uma brincadeira com uma de nossas primas: a Maria Aparecida. De lá para cá decidimos investir nessa idéia, aproveitando o Blog para fazer a divulgação da data que inventamos.

Gostamos muito de nossas primas, mas não tivemos muitas oportunidades de nos encontramos porque sempre vivemos longe delas, salvo as raras visitas, mas isso já foi explicado num outro post.

No final da semana passada, fizemos parte de uma romaria á cidade de Aparecida do Norte. Dentre os romeiras estava o nosso grupo de parentes: cinco primas e duas tias. E não é que uma prima de São José dos Campos baixou lá só para nos ver. Foi um encontro muito agradável que deixou saudade. .

Este ano a homenagem ao Dia da Prima não é só minha. Nós, do Paraná: Maria Izabel, Terezinha, Maria Aparecida, Paula e Bruna parabenizamos todas as nossas primas e enviamos um caloroso abraço a cada uma delas, porque as amamos muito, mas vamos fazer um destaque especial à nossa prima Darji Fátima, pela viagem que fez só para nos ver.

Darji, obrigada pela visita. Sua companhia muito nos alegrou. Nós a amamos muito. Parabéns pelo seu “Dia”.


Darji e Terezinha


Darji, estas flores, nós as oferecemos para você. Nossos Beijos.



Pode ser que você, que visita agora este Blog, nunca tenha tido o desejo de homenagear alguma prima. Quem sabe se após ler este post você não faça uma homenagem a uma prima querida, certamente ela ficár muito feliz.


16 de julho de 2008

Quando os bichos falavam



Houve uma vez uma grande assembléia de bichos. Vieram de toda a parte para se unir e rezar para conhecer e falar com o Grande Espírito, criador e mantenedor da VIDA. Pensando que poderia demorar vários dias, cada um trouxe comida dentro de um pote de barro. Tinha todo o tipo de pote: pintado, com alças, com tampa, sem tampa, redondo, oval, com desenhos, simples. Só de ver as vasilhas de barro, era um espetáculo!
Puseram-se a rezar e a refletir, mas nada do Grande Espírito. Passou tempo. Deu fome. Cada um foi para o seu lado comer. A onça tinha trazido só picuí, a cutia só pimenta, o jacaré só tucupi, o macaco só farinha, o veado só água e assim por diante. Cada um se satisfez e tornaram a rezar e a refletir. Continuaram assim durante três dias. Estavam cansados de esperar, cansados de sempre comer a mesma coisa e começaram a ficar irritados uns com os outros. Até duvidaram do Grande Espírito, pois este não aparecia mesmo.
No terceiro dia, o filhote da onça foi brincar com o filhote da cutia e disse: “amos misturar a pimenta de vocês com nosso picuí...” Dito e feito. Foi tão gostoso! Ele ficaram alegres e os outros filhotes também se aproximaram com farinha, tucupi, água. As mães, vendo aquilo, em dois toques arrumaram uma mesa grande, onde todos os potes de comida foram colocados em comum. Todo mundo veio e fizeram o maior banquete, bonito e alegre. Neste dia e neste banquete, conheceram o Grande Espírito.
Autor desconhecido.



ATIVIDADES:
1- Todos os animais reunidos oraram conhecer o Grande Espírito. Por que ele não chegou, apesar das orações.
2- O que significa os animais comerem apenas o seu alimento?
3- Por que os animais ficaram irritados uns com os outros?
4- Duvidar do Grande Espírito: O significa essa dúvida?
5- O que os animais filhotes descobriram?
6- Quem é o Grande Espírito?
7- Desenhe cenas do texto e escreva o que o texto nos quer ensinar.
8- Exposição dos desenhos com as mensagens.

Textos que despertam a criatividade

CIRCUITO FECHADO

Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilette, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelos, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meia, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeira, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos, Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo, lápis, canetas, blocos de notas, espátulas, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, mercadorias, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filme, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeira, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
Ricardo Ramos
SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
1- Leitura
2- Quais as características da personagem narrada?
3- Em que espaço acontece o fato?
4- Quanto tempo durou?
5- O texto foi escrito usando palavras de apenas três classes gramaticais. Quais?
6- Que classe gramatical precisaria no texto, mas não foi usada pelo autor?
7- Falar oralmente o texto, usando verbos.
8- Reescrever o texto usando os verbos necessários.



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Eu te Arno, Walita. Tu és a Epilady da minha vida. Mellita hoje à noite. Depois de abrirmos um Black & Decker da safra Enxuta, proporei tirar sua Sharp. Então Faet juntos mil loucuras até amanhecer um dia cheio de Electreolux
(Peça publicitária da Mesbla)


AMOR VEICULADO
Olha, Mercedes, talvez não combinamos, mas sofro muito sem ti. Quando lembro de ti, é como se eu estivesse numa Brasília de saudade, arruinado. Fico magoado de dores.
Procuro um Passatempo e não encontro. Tu és corte, és Golpe profundo. Em meu coração, a ausência permanente.
Já rezei para Santana trazer-me esperança. Estou numa Galáxia de angústias. Não sei se ainda meus olhos, lágrimas Tem pra chorar. Quis mandar flores Para ti, mas não me encorajei. Do teu lado, me sentia um deus Apollo em seu reino dourado. Só teu jeito me galanteia. Às vezes, sinto-me em deserta solidão, como se eu fosse a algum Pampa, perdido. Em outras ocasiões, estou tão só que me pergunto: Kadê teu sorriso iluminado? Tua beleza oFusca meus olhos.
Volta, vem Ver o nascer do sol comigo e deixar a esPuma do mar molhar nossos pés Vem galopar no Corcel do amor. Tenho certeza! Um dia, abrirei a janela e ver-te-ei de Monz abanado, bela e arrependida.
Assinado, BrUno KleVer sailles


SEGURO DE CARRO –
(Quem escreveu tem muita imaginação)


Vocês sabem que hoje em dia o seguro de um automóvel é indispensável. Não podemos deixar nem Uno de nossos Benz a Mercedes desses ladrões que fazem a Fiesta, nessa Honda de assaltos!
A Marea tá Brava! Quem não segura o seu automóvel pode se Ferrari e depois só GM pelos cantos ou fica a Ranger os dentes e a Courier de um lado para outro, vigiando a Strada e perguntando:
- Kadett meu carro ?
Faz a maior Siena e fica Palio de nervoso! Aí vai rezar um terço para Santana ajudar. Mas isto não Elbastante para ter seu carro de volta! Seguro é o Tipo de negocio difícil, Mazda para resolver sem ficar com cara de Besta no final!
O seguro é um Prêmio para quem o faz! Tempra todo veículo. Tem Parati também. E, na hora de fazer o seguro do seu carro, pense nas Variantes, afinal Quantum mais opções, melhor !
Você vai ver que o nosso seguro é legal às Pampa. Por isso ele o Fusca os demais, e vai marcar um Gol na hora do Accord! Não deixe o prazo Passat! Monza obra! Venha Logus! Estamos Kombi nados? Espero seu contato. Visite nossa agência e se Accent na frente do Galant, que é o nosso gerente!
P.S.1 : Não se esqueça de levar o Stratus de seu banco e colocar um Blazer bem bonito, parecendo um Diplomata de Classe A. Mas não deixe de olhar todos os Topic do contrato. Somos bem melhores Kia concorrência e se você perder esta Xantia, vai se Corsa todo de raiva, o Ka?
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Faça seguro. É Clarus que é bom!
Boa Voyage e Pointer final.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

1- Leitura dos textos.
2- Observe a lista de nomes de empresas e produtos. Crie seu texto. Você pode acrescentar outros nomes produtos e empresas.
SADIA – FORD – TILIBRA- ARTEX – VASP – VARIG – YACULT – KADET – CAPRICHO – FREE – BRADESCO – MESBLA – BRASTEMP – FORUM – LADA – BOCH – HERING – ITAÚ – PIRELLI – SHELL – BANESPA – VEJA – SONY – ADIDAS – PASSAPORT – HOLLYWOOD – HONDA – MAGGI – MANCHETE – PAKALOLO – CALOI – CITIZEN – CREDICARD – HSBC BAMERINDUS – GURGEL – AVON – MONARK – AZALÉIA – CRUZEIRO – GRADIENTE – QUATRO RODAS – SETE SETE CINCO – CICA – TELEFUNKEN – TAM – NOSSA CAIXA – PHILCO – APOLLO – XEROX – ZOOP – SKOL - COLGATE

O sino da minha aldeia



O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Fernando Pessoa


Enquanto houver amizade


Pode ser que um dia

deixemos de nos falar
Mas ,
enquanto houver amizade
faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a
amizade permanecer,
um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
a
amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos.
Mas, se ainda sobrar
amizade,
nasceremos de novo um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe.
Mas.com a
amizade construiremos
tudo novamente,
cada vez de forma diferente,
sendo único e inesquecível cada
momento que juntos viveremo
e nos lembraremos para sempre

Ha duas formas para viver sua vida.
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar, que todas as
coisas são um milagre.

Albert Einstein

Amigo

GENGIS KHAN E SEU FALCÃO


Certa manhã, o guerreiro mongol Gengis Khan e sua corte saíram para caçar. Enquanto seus companheiros levavam flechas e arcos, Gengis Khan carregava seu falcão favorito no braço – que era melhor e mais preciso que qualquer flecha, porque podia subir aos céus e ver tudo aquilo que o ser humano não consegue ver.

Entretanto, apesar de todo o entusiasmo do grupo, não conseguiram encontrar nada. Decepcionado, Gengis Khan voltou para seu acampamento – mas, para não descarregar sua frustração em seus companheiros, separou-se da comitiva e resolveu caminhar sozinho.

Tinham permanecido na floresta mais tempo que o esperado, e Khan estava morto de sede. Por causa do calor do verão, os riachos estavam secos, não conseguia encontrar nada para beber até que – milagre! – viu um fio de água descendo de um rochedo à sua frente.

Na mesma hora, retirou o falcão do seu braço, pegou o pequeno cálice de prata que sempre carregava consigo, demorou um longo tempo para enchê-lo e, quando estava prestes a levá-lo aos lábios, o falcão levantou vôo e arrancou o copo de suas mãos, atirando-o longe.

Gengis Khan ficou furioso, mas era seu animal favorito, talvez estivesse também com sede. Apanhou o cálice, limpou a poeira, e tornou a enche-lo. Com o copo pela metade, o falcão de novo atacou-o, derramando o líquido.

Gengis Khan adorava seu animal, mas sabia que não podia deixar-se desrespeitar em nenhuma circunstância, já que alguém podia estar assistindo à cena de longe e, mais, contar aos seus guerreiros que o grande conquistador era incapaz de domar uma simples ave.

Desta vez, tirou a espada da cintura, pegou o cálice, recomeçou a enchê-lo – mantendo um olho na fonte e outro no falcão. Assim que viu ter água suficiente e estava pronto para beber, o falcão de novo levantou vôo, e veio em sua direção, Khan, em um golpe certeiro, atravessou o seu peito.

Mas o fio de água havia secado. Decidido a beber de qualquer maneira, subiu o rochedo em busca da fonte. Para sua surpresa, havia realmente uma poça d’água e, no meio dela, morta, uma das serpentes mais venenosas da região. Se tivesse bebido a água, já não estaria no mundo dos vivos.

Khan voltou ao acampamento com o falcão morto em seus braços. Mandou fazer uma reprodução em ouro da ave, e gravou em uma das suas asas:

“Mesmo quando um amigo faz algo de que você não gosta, ele continua sendo seu amigo”.

Na outra asa, mandou escrever:

Qualquer ação motivada pela fúria, é uma ação condenada ao fracasso”.

A resposta do Sábio



Um sábio, certa tarde, chegou à cidade de Akbar. As pessoas não deram muita importância à sua presença, e seus ensinamentos não conseguiram interessar a população. Depois de algum tempo, ele tornou-se motivo de riso e ironia dos habitantes da cidade.

Um dia, enquanto passeava pela rua principal de Akbar, um grupo de homens e mulheres começou a insulta-lo. Ao invés de fingir que ignorava o que acontecia, o sábio foi até eles, e abençoou-os.

Um dos homens comentou:

- Será que, além de tudo, estamos diante de um homem surdo? Gritamos coisas horríveis, e o senhor nos responde com belas palavras!

- Cada um de nós só pode oferecer o que tem - foi a resposta do sábio.

do livro “Ser como um rio que flui” - Paulo Coelho

8 de julho de 2008

As duas vizinhas


Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa.

Depois de um tempo, dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com dona Clotilde. Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria:

- Minha querida Clotilde, já estamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas.

Dona Clotilde, na hora estranhou a atitude da velha rival, e disse que iria pensar no caso. Pelo caminho foi matutando: 'Essa dona Maria não me engana, está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação.'

Chegando em casa, preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca.

- Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse 'maravilhoso' presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa.

Mandou a empregada levar o presente a casa da rival, com um bilhete:

"Aceito sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-te esse lindo presente."

Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou.

- Que ela está propondo com isso? Não estamos fazendo as pazes? Bem, deixa pra lá.

Alguns dias depois dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes coberta com um belo papel.

- É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou! - pensou dona Clotilde.

Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, e um cartão com a seguinte mensagem:

"Estas flores é o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. Afinal, Cada um dá o que tem em abundância em sua vida."



Sugestões:

1- Leitura do texto.

2- Levantar o perfil das duas personagens

3- Em grupo, discutir sobre situações semelhantes que acontecem diariamente.

4- Citar os exemplos para a classe.

5- Transformar o texto numa História em Quadrinhos, em cartolina. Escrever uma frase mensagem.

6- Exposição dos desenhos.


7 de julho de 2008

O sabor de ganhar


Um homem, em busca de santidade, resolveu subir uma alta montanha levando apenas a roupa do corpo, e ali permanecer meditando o resto de sua vida.

Logo percebeu que uma roupa não era suficiente, porque ficava suja muito rápido. Desceu a montanha, foi até a aldeia mais próxima, e pediu outras vestimentas. Como todos sabiam que o homem estava em busca de santidade, entregaram-lhe um novo par de calças e uma camisa.

O homem agradeceu e tornou a subir até a ermida que estava construindo no alto do monte. Passava a noite fazendo as paredes, os dias entregue à meditação, comia os frutos das árvores, e bebia a água de uma corrente próxima.

Um mês depois, descobriu que um rato costumava roer a roupa extra que deixava para secar. Como queria estar concentrado apenas em seu dever espiritual, desceu de novo até o vilarejo, e pediu que lhe arranjassem um gato. Os moradores, respeitando sua busca, atenderam ao pedido.

Mais sete dias, e o gato estava quase morto de inanição, porque não conseguia alimentar-se de frutas, e não havia mais ratos no local. Voltou à aldeia em busca de leite; como os camponeses sabiam que não era para ele - que, afinal de contas, resistia sem comer nada ale do que a natureza lhe oferecia, mais uma vez o ajudaram.

O Gato acabou rapidamente com o leite, de modo que o homem pediu que lhe emprestassem uma vaca. Como a vaca dava mais leite que o necessário, ele passou a bebê-lo também, para não desperdiçar. Em pouco tempo - respirando o ar da montanha, comendo frutas, meditando, bebendo leite, e fazendo exercícios - transformou-se em um modelo de beleza. Uma jovem que subia a montanha para procurar um cordeiro, terminou se apaixonando, e convenceu-o de que precisava de uma esposa para cuidar das tarefas da casa, enquanto meditava em paz.

Três anos depois, o homem estava casado, com dois filhos, três vacas, um pomar de árvores frutíferas, e dirigia um lugar de meditação, com uma gigantesca lista de espera de gente que queria conhecer o milagroso “templo da eterna juventude”.

Quando alguém lhe perguntava como havia começado tudo aquilo, ele dizia:

- Duas semanas depois que cheguei aqui, tinha apenas duas peças de roupa. Um rato começou a roer uma delas, e...

Mas ninguém se interessava pelo final da história; tinha certeza de que era um sagaz homem de negócios, tentando inventar uma lenda para poder aumentar ainda mais o preço da estadia no templo.

Arash Hejazi

Mãos



Na mão fechada egoisticamente
consigo reter pouca coisa.
Se abro um pouco a mão, consigo reter mais.
Se abro a mão toda, nela seguro muito mais.
Se abro minhas mãos juntas,
com as duas seguro muito mais quantidade.

Quando me proponho a dar,
não posso ser egoísta.
Na proporção que abro minhas mãos para dar,
elas estarão preparadas para receber.
Quanto mais estou disposto a dar,
mais aberto estou para receber.

Folheto Pastorasl do Dízimo -
Diocese de Umuarama – PR

29 de junho de 2008

O Cão e o Lobo

(Fábula de Esopo)

Encontraram-se na estrada

Um cão e um lobo. E este disse:

“Que sorte amaldiçoada!

Feliz seria, se um ida

Como te vejo me visse.

Andas gordo e bem tratado,

Vendes saúde e alegria:

Ando triste e arrepiado,

Sem ter onde cair morto!

Gozas de todo o conforto,

E estás cada vez mais moço;

E eu, para matar a fome,

Nem acho às vezes um osso!

Esta vida me consome...

Dize-me tu, companheiro:

Onde achas tanto dinheiro?”

Disse-lhe o cão:

“Lobo amigo!

Serás feliz, se quiseres

Deixar tudo e vir comigo;

Vives assim porque queres...

Terás comida à vontade,

Terás afeto e carinho,

Mimos e felicidade,

Na boa casa em que vivo!”

Foram-se os dois. em caminho,

Disse o lobo, interessado:

“Que é isto? Por que motivo

Tens o pescoço esfolado”

— “É que, às vezes, amarrado

Me deixam durante o dia...”

“Amarrado? Adeus amigo!

(Disse o lobo) Não te sigo!

Muito bem me parecia

Que era demais a riqueza...

Adeus! inveja não sinto:

Quero viver como vivo!

Deixa-me, com a pobreza!

— Antes livre, mas faminto,

Do que gordo, mas cativo!”

Fonte: Literatura infantil

26 de junho de 2008

O Cachorro e o Lobo

Série Fábulas de Esopo
Exibida pela TV Cultura no programa Glub Glub