Há tempos deixei de abastecer este Blog, mesmo assim ele continua ativo, servindo de inspiração para muitos professores. Se você chegou até aqui, saiba que os conteúdos aqui postados são aulas que preparei para mim. Eu não quis guardar minhas experiências, pois sei que a maioria dos professores não têm muito tempo. Aproveite. Blog criado em 18/09/2006

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17 de janeiro de 2008

O Amigo da Onça


Não era muito comum eu me recordar de minha infância ou adolescência, mas depois que comecei a publicar este blog, refletindo sobre o que escrever, relembrei vários fatos marcantes daquela época. Talvez isto seja uma manifestação da terceira idade. Dizem que as pessoas quanto mais velhas, mais se recordam do passado. Pode ser que isso esteja acontecendo comigo.
Passei minha infância morando num sítio. Naquela época, as pessoas da zona rural não desfrutavam do conforto como hoje. Tudo era muito difícil. Só havia energia elétrica na cidade e televisão apenas nas capitais. A água era puxada de um poço de dezoito metros de profundidade, e o balde era grande para render mais. Era preciso puxar água para tudo: cozinhar, tomar banho, lavar louças e roupas, matar a sede dos animais, aguar a horta... A água do banho era aquecida e posta num chuveiro de no máximo quinze litros, que era erguido com uma corda. E era necessário economizar a água para não faltar água na hora de enxaguar os cabelos. Tínhamos que descascar o milho para tratar dos porcos. O fogão era a lenha, portanto era necessário rachar a lenha para cozinhar e para o forno a lenha onde se assava o pão.
Tínhamos um rádio que funcionava a bateria. À proporção que a bateria descarregava, o rádio emitia os sons cada vez mais baixo, a ponto de minha mãe ficar com o ouvido colado nele para ouvir, escondida de meu pai, a novela "O direito de nascer" (Audio) . Também era preciso economizar a bateria para meu pai ouvir “A Hora do Brasil”, o “Repórter Esso”, programas de música sertaneja e de humor. Quando chovia, se não corrêssemos desligar a chave que ligava o rádio a sua antena externa, o fusível queimava com o primeiro relâmpago. Isto era uma tragédia, ouvir rádio de novo só depois que meu fosse à cidade e mandasse consertá-lo. 



O rádio era o único meio de comunicação que entrava em nossa casa, exceto os jornais nos quais vinham embrulhadas as compras feitas na venda da Água dos Alves ou de um armazém de Munhoz de Melo. Alguns eram guardados para um eventual embrulho, o restante era levado para o mictório, onde antes de serem usados, serviam para a leitura.
Livros infantis? Recordo-me de um. Narrava a história de João e Maria, só que eu o despachei pelo correio para ser lido num programa de rádio para crianças. Aguardei muitas semanas para ouvir meu livro predileto ser lido no ar, mas foi em vão, porque isso nunca aconteceu. Aí veio o arrependimento e a dor da perda.


Quando eu já tinha uns doze ou treze anos, ganhei de uma tia, que morava na Capital, uma coleção de revistas em quadrinhos usadas. Chama-se “Série Sagrada”. Eram revistas religiosas. Nelas eu li e reli diversas vezes a biografia de muitos santos da Igreja Católica. Às vezes eu ficava apenas contemplando as gravuras em preto e branco.




Você pode até pensar que eu fui uma péssima aluna no curso primário, pois eu não tinha recursos que aumentassem meus conhecimentos. Engano. Quando fui cursar a primeira série eu já sabia ler. Meu pai, com o conhecimento adquirido em apenas dois meses de estudo e minha mãe com estudo até a terceira série primária, ensinaram-me a ler numa cartilha praticamente sem gravuras, chama-se “Cartilha da Infância”. Quando entrei na escola, a cartilha “Caminho Suave” foi fácil, eu já sabia ler e escrever meu nome.

Enquanto criança e adolescente, poucas revistas chegaram até minhas mãos: as que ganhei de minha tia distante e outras raras, compradas por minha mãe. A que mais me marcou foi a revista “O Cruzeiro”, na qual eram publicadas noticias sobre artistas da época, sobre os principais acontecimentos políticos brasileiros e fatos internacionais. Esta, trazia uma página com um desenho que eu achava engraçado e me divertia: O Amigo da Onça.


Os anos foram passando, a revista O Cruzeiro, que era vendida de Norte a Sul do Brasil, principalmente pelo sucesso do Amigo da Onça, deixou de ser publicada, e o Amigo da Onça ficou adormecido dentro de mim. Remexendo no baú das lembranças eu o encontrei.
Terezinha Bordignon

Amigo da Onça


Este personagem foi criado pelo cartunista pernambucano Péricles Andrade Maranhão em 23 de outubro de 1943. A revista O Cruzeiro o publicou por mais de vinte anos. Ele tinha as características da malandragem carioca: cabelo penteado para trás a base de gumex, sapatos sempre lustrosos, terno branco, um bigodinho fino. Sarcástico e irônico, sempre colocava as pessoas em situações difíceis. Sua grande popularidade devia-se principalmente de ser entendido ao humor inteligente que captava o cotidiano da época. Recebeu este nome de Leon Godinho em virtude de uma anedota da época e por ter a característica de um amigo falso e hipócrita.

Dois caçadores conversavam em seu acampamento:
- O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente.
­- Ora, eu dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
- Bom, então eu matava ela com um facão.
- E se você estivesse sem facão?
- Apanhava um pedaço de pau.
- E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
- Subiria na árvore mais próxima!
- E se não tivesse nenhuma árvore?
- Sairia correndo.
- E se você estivesse paralisado de medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
- Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?
Péricles teve uma vida de solidão e boemia. Era conhecido como o criador do Amigo da Onça. Seu personagem era mais importante que ele. Morreu tragicamente em 31 de dezembro de 1961. Fechou as portas do seu apartamento e ligou o gás. Ainda deixou um bilhete na porta do escritório: “Não risquem fósforos!”

Péricles teve uma vida de solidão e boemia. Era conhecido como o criador do Amigo da Onça. Seu personagem era mais importante que ele. Morreu tragicamente em 31 de dezembro de 1961. Fechou as portas do seu apartamento e ligou o gás. Ainda deixou um bilhete na porta do escritório: “Não risquem fósforos!”
Após sua morte, quem continuou desenhando sua página foi o cartunista Carlos Estevão.
Fonte de Pesquisa:

16 de janeiro de 2008

Mosaico



Mosaico é a arte de produzir, através de pequenos cacos ou outros produtos, desenhos e criações das mais diversas . Estes desenhos criados variam em formatos , cores e motivos. Cada obra é única em sua criação e muito difícil de ser reproduzida, pois o seu trabalho artesanal cria motivos dos mais complexos e diversificados.
O nome mosaico vem do Latim " musa" , que também proporcionou os nomes, música e museu. Tal como a pintura e a escultura , o mosaico está entre as primeiras manifestações culturais do homem, conforme parecer de estudiosos e arqueólogos.
A Itália influenciou em muito os portugueses que utilizaram em larga escala o mosaico em pisos e em calçadas, criando as pedras portuguesas utilizadas na segunda metade do século passado, na reforma do Largo do Rossio, no centro de Lisboa e no início do século passado, foram trazidas para o Brasil, onde cobriram as calçadas da Avenida Central, hoje Av. Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro e em larga escala nos calçadões de Copacabana - Rio de Janeiro, formando desenhos conhecidos de todo o mundo.
Atualmente descobrimos grandes jazidas de granito de pavimentação, no Brasil, porém o nome de Pedras portuguesas ainda predomina e cobre grande parte das calçadas do Rio de Janeiro, tornando-se um símbolo mundial, as " ondas "das calçadas de Copacabana, feitas em mosaico.
Esta arte milenar teve início no Século V antes de Cristo e foi largamente difundido por todo o Oriente médio. Na Grécia Antiga início seu prestígio e em seguida em Roma, na Itália, onde a arte pronunciou-se expressivamente.
Existe uma outra corrente de informações que afirma encontrar pilastras revestidas com cones de argila coloridas e fixadas em massa, na Mesopotâmia, antes de Cristo.
Na Macedônia os Gregos criavam quadros de pequenos seixos brancos, pretos e de vários tons de vermelho, com cenas de luta, caças , de animais e motivos mitológicos. Na era antiga em Roma, pavimentou-se zonas nobres em mármores.
Na Itália , antes de Cristo, tornou-se o maior centro produtivo de mosaicos da Europa.Utilizados principalmente com temas religiosos, revestindo-se pisos e paredes com a arte do mosaico. Em Ravena, cidade Italiana, podemos encontrar trabalhos em mosaico de alta qualidade e bom gosto. O mosaico Bizantino utiliza com larga freqüência os tons dourados e prateados, usados para revestimentos de tetos de igrejas.
O mosaico no Brasil foi muito utilizado por Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Tomie Ohtake em diversas de suas obras. Hoje, muito utilizado na construção civil, em decorações de piscinas , painéis, paredes, quadros e fachadas de prédios.
Fonte: http://:www.cartaoempvc.hpg.ig.com.br/

SUGESTÃO DE ATIVIDADE: Interpretar uma obra de arte transformando-a em mosaico. Usar recortes de revista ou cascas de ovos previamente coloridos ou E.V.A..




9 de janeiro de 2008

Fazendo as malas



Chegou a hora de fazer as malas e as dúvidas são sempre as mesmas: o que levar, como levar e como adequar as roupas e complementos aos espaços disponíveis.

Nessas ocasiões, nada melhor do que adicionar ao senso prático para não cair na tentação de levar o guarda-roupa e acabar esquecendo do essencial.

O que levar numa mala vai depender do local a ser visitado, da duração da viagem e do tipo de hospedagem. Levando somente o essencial evita-se carregar muito peso ficando livre do incômodo e preocupação com as malas.

Na organização das malas existem algumas regras básicas quanto a praticidade e segurança que não devem ser esquecidas.

Antes de viajar, faça uma checagem nas malas, verificando sua estrutura, fechos zíperes e chaves.

Ao escolher uma mala, dê preferência para as que sejam forradas com material impermeável.

Caso a viagem seja feita de avião ou ônibus, a mala deve ter etiqueta de identificação.

Quanto menor o volume da bagagem melhor, pois com o decorrer da viagem a tendência é aumentar, devido à compra de lembranças.

Escolha as roupas e acessórios que lhe darão conforto e praticidade, preferindo as que não amassem e também possibilitem a formação de conjuntos e combinação de cores.

Quanto aos sapatos, dê preferência aos modelos de saltos baixos, que além de confortáveis se adequam melhor às malas.

Sempre inclua na mala uma pequena farmácia com aspirina, anlgésico, bandagem e até mesmo repelentes contra insetos.

Mocidade

Intoxicação por alimentos


A intoxicação alimentar ocorre por consumo de alimentos ou água contaminada. Os surtos se caracterizam pelo aparecimento da enfermidade em tempo muito curto após a ingestão do alimento. Causam náuseas, vômitos e diarréia. Deve-se sempre procurar um médico para o tratamento, principalmente para reposição de líquidos. Deve-se manipular os alimentos com bastante higiene, lavar bem as mãos quando for cozinhar; cozinhar bem os alimentos; consumi-los imediatamente após o preparo; após o consumo, guardar os alimentos na geladeira; requentar bem os alimentos protegidos de insetos e roedores. É importante que a matéria-prima seja de boa qualidade. Não compre latas amassadas, verifique o prazo de vencimento dos alimentos, descartando-os quando passarem do prazo de validade.

Márcia Regina Pfuetzenreiter

Dicas para curar ressaca


KaTriX.com.br


No estado pós-alcoólico (a popular “ressaca”), a vítima em geral apresenta estes sintomas: palidez, fraqueza física, mal-estar, náuseas (às vezes, vômitos), dor de cabeça. Neste caso, veja o que fazer:
1- Manter uma dieta branda, purês de legumes, mingau e cereais, batatas cozidas, frango desfiado, carne de boi picada, legumes cozidos.
2- Ingerir líquidos à vontade: água, leite, sucos, etc. è aconselhável misturar a água a um pouco de sal de cozinha.
3- Contra dor de cabeça: tomar analgésicos comuns.
4- Antiácidos, por alumínio e carbonato de cálcio podem ajudar a diminuir as conseqüências dos distúrbios digestivos.


CUIDADO: Não tem qualquer fundamento a crença de que “para curar os efeitos da bebedeira, nada melhor que outra bebedeira”. É verdade que a ingestão de mais álcool produz a sensação de um certo alívio nos sintomas da ressaca; em compensação, a fraqueza física acentua-se e os efeitos nocivos do álcool tornam-se mais intensos. Além disso, essa prática leva comumente a vítima ai vício, isto é, à dependência física e psicológica ao álcool (doença chamada “Alcoolismo crônico”, de tratamento complexo, exige internação em hospital e em geral intervenção de psiquiatra).
Fonte: Folheto distribuído no litoral do Paraná.




Leia o texto "Amadores do álcool no endereço abaixo:
http://pensamento-alfa.blogspot.com

10 dicas para um verão melhor

1- Pela manhã tome suco de cenoura, ativa e fixa o bronzeamento.

2- Sol, apenas até as 10:00h e após as 16:00h. Nesse período os raios solares não agridem a pele. No caso de horário de verão, acrescente uma hora.

3- Use bronzeamento com filtro solar adequado a sua sensibilidades à exposição ao sol.

4- O sol que bronzeia, também causa alergia, se ocorrer coceiras e a pele ficar irritada, exponha-se menos (e procure orientação de seu médico)

5- Nunca deite direto na areia, evite as micoses, se protegendo.

6- Tome bastante líquido, a água hidrata e desintoxica o organismo e oxigena as células, melhorando o aspecto da pele.

7- Boa alimentação é indispensável, à base de verduras, legumes e frutas.

8- Usar soro fisiológico após cada bronzeamento revigora a pele e fixa o bronzeado.

9- Cápsulas de bronzeamento aceleram o processo de coloração da pele e fixa o bronzeado, mas não evita queimaduras.

10- Não use óleos de bronzear, e nem os preparados caseiros, eles provocam maior aquecimento, queimando a pele e obstruindo os poros.

CUIDADO: Nada de exageros. Para maior segurança, consulte um médico

Fonte: Folheto distribuído no litoral do Paraná.


Oração do motorista

SENHOR, concede-me uma mão forte, um olho seguro e um perfeito controle. Tu és o autor da vida, Peço-te que eu não seja causa de morte àqueles que deste a vida. PROTEGE, ó Senhor, de todo o acidente e desgraça os que me acompanham. ENSINA-ME a usar do carro para o bem e modera-me o desejo de correr. As belezas do mundo, com a alegria e a tua graça, possam acompanhar-me em todas as viagens. SENHOR, dá-me a prudência, a serenidade, a amizade com todos os que andam pelos Teus caminhos. Amém.

Autor desconhecido

8 de janeiro de 2008

A consciência de sua missão

Recebi este texto e gostei muito. Ele fala sobre um assunto sobre o qual já refleti: “O que estou fazendo neste mundo? Porque existo? Por que muitos se foram, às vezes muito jovens, e eu ainda vivo? Por que sofro? Por que fico feliz? Qual a minha missão? O que Deus espera de mim? E outras perguntas mais. É um texto muito belo que com apenas duas frases responde plenamente a todas estas perguntas.


A consciência de sua missão
Roberto Shinyashiki


Freqüentemente, eu me pergunto: "O que cada um de nós está fazendo neste planeta?" Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível, as horas e os minutos, esse filme é bobo. Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.

Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem, basicamente, dois motivos: evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor. Todos os nossos bens, na verdade, não são nossos. Somos apenas as nossas almas. E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.

Portanto, lembre-se sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e que é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão maior para continuar em frente. As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores. A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos, para continuar o caminho, é que nos torna pessoas especiais.

Ninguém veio a essa vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor. Ganhar dinheiro e alimentar-se bem fazem parte da vida, mas, não podem ser a razão de viver. Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela idéia de ganhar dinheiro. O que move, então, essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, sem jamais desistir?

A resposta é uma só: a consciência de sua missão nesta vida. Quando você tem a consciência de que, através do seu trabalho, está realizando sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta. Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência, pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida. E quando chega ao final do caminho percebe que o caixão não tem gavetas e que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.

Se você tem estado angustiado sem motivo aparente, está aí um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.

Escute a sua alma: ela tem a orientação sobre qual caminho seguir. Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores, na harmonia e na glória do bem.

Colaboração: Eduardo Pinto

3 de janeiro de 2008

Pensamentos


É melhor estar preparado para uma oportunidade e nunca tê-la, do que ter uma oportunidade e não estar preparado
(Anônimo)
Não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colméia por medo das picadas das abelhas.
(Shakespeare)
Não chore pelas coisas terem terminado, sorria por elas terem existido.
(L. E. Boudakian)
Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos.
(Eduardo Galeano)
O que não aprende com os pais, lhe ensinará o mundo.
(A. da Silva Castro)
Nosso cérebro é o melhor brinquedo que já foi criado. Nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade.
(Charles Chaplin)
Não faça de sua vida um rascunho pois você pode não ter tempo de passá-la a limpo.
(A. Rossato)

Parábola


O Coração

Conta uma história hindu que um dia Deus se cansou dos homens que só se lembravam Dele para O chatear e pedir favores. Pensou: “Vou esconder-me durante algum tempo”. Reuniu então todos os seus conselheiros e perguntou-lhes:

Onde pensais que eu possa encontrar um refúgio? Qual será o melhor lugar para me esconder?

Alguns opinaram que seria a mais alta montanha da Terra. Outros acreditavam que fosse o fundo do mar. Outros sugeriram a Lua. Lá ninguém O iria procurar.

Deus voltou-se então para o seu primeiro conselheiro e perguntou-lhe:

Onde achas que posso estar bem escondido?

O conselheiro, sorrindo, respondeu:

Esconde-te no coração humano: ali ninguém consegue penetrar!

31 de dezembro de 2007

Siga atentamente as instruções


FAÇA ESTE TESTE:

(Antes de iniciar, providencie uma folha em branco e um lápis ou caneta)


01-Leia tudo antes de fazer qualquer coisa

02-Escreva seu nome no canto direito superior de uma folha em branco

03-Faça um círculo no seu nome

04-Desenhe cinco quadradinhos no canto superior da folha em branco

05-Faça um X em cada quadrado

06-Escreva seu nome no canto esquerdo inferior

07-Faça um círculo em volta do último quadrado

08-Faça um X no canto esquerdo inferior

09- Faça um retângulo no centro da folha

10-Diga em voz alta o primeiro nome de sua mãe

11-Faça três pequenos pontos no alto de sua folha com a ponta da caneta

12-Diga em voz alta o seu primeiro nome quando atingir este ponto

13-Se você acha que seguiu as instruções cuidadosamente até este ponto, diga em voz alta: “Eu segui”

14-No verso da folha em branco, some 8950 com 9905

15-Faça um círculo em torno do resultado e um quadrado em torno do círculo

16-Conte em voz alta de 10 até um 1, em ordem inversa

17Se você for a primeira pessoa a chegar a este ponto, diga em voz alta: “Eu sou o primeiro em seguir as instruções”

18-Diga em voz alta: “Estou quase terminando”

19-Dê três tapinhas bem leves na sua cabeça

20-Agora que você leu tudo atentamente, faça somente a sentença dois.


Agora divirta-se, aplicando o teste para seus amigos

Ano Novo



O Ano Novo passou a ser comemorado no dia 1° de janeiro no ano 153 a.C. Antes disso, festejava-se o recomeço do ciclo anual no período que equivale ao atual 23 de março (a comemoração durava 11 dias). Havia uma lógica para a escolha dessa data, feita pelos babilônios 2 mil anos antes da era cristã: o final de março coincide com o início da primavera no hemisfério norte (onde ficava a Babilônia), época em que novas safras são plantadas. Daí a idéia de recomeço. Foram os romanos que determinaram, aleatoriamente, que o Ano Novo deveria ser comemorado no dia 1° de janeiro.

O dia 1º de janeiro foi reconhecido como Dia do Ano Novo com a introdução do calendário gregoriano na França, Itália, Portugal e Espanha em 1582. calendário gregoriano é quase universal. Mesmo em alguns países não cristãos, ele foi adaptado às próprias tradições ou adotado apenas para uso civil, mantendo-se outro calendário para fins religiosos.

As promessas feitas na passagem de ano, tão comuns e tão descumpridas, não são uma tradição recente. Os babilônios já as faziam há 4 mil anos. Mas em vez de resolverem levar uma dieta a sério ou parar de fumar, eles juravam de pés juntos que, tão logo acabassem as festas, devolveriam equipamentos de agricultura que haviam sido emprestados por amigos.

A tradição de usar um bebê como símbolo do Ano Novo foi adotada pelos gregos por volta do ano 600 a.C. Eles desfilavam com um bebê dentro de um cesto para homenagear Dionísius, o deus do vinho. O ritual era a representação do espírito da fertilidade, pelo renascimento anual de Dionísius.

Foi na França, em 1885, que usou-se pela primeira vez a expressão "fim de século".

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30 de dezembro de 2007

Loron Wade



Ninguém pode nos magoar tanto quanto alguém que nós amamos.
A agressividade passiva, como o silêncio, o virar as costas para alguém ou a demonstração de mau humor, não é menos nocivo do que gritar. Não importa a forma que assuma, o comportamento descortês e maldoso só gerará mais reação do mesmo tipo.
Quando reagimos à maldade com raiva, ódio e desejo de vingança, entregamos o controle sobre nós para outra pessoa.
Ao ser mau com você, ou evitá-lo e não amá-lo, vou puni-lo por algo que não gostei e forçá-lo a se comportar do jeito que eu quero.
Gostamos de justificar o comportamento reativo culpando alguém. Parece que nos sentimos melhor se pudermos atribuir a culpa aos outros.
A desonestidade é destrutiva para o nosso senso de satisfação pessoal e respeito próprio. É possível ocultar de outras pessoas um ato desonesto, mas não podemos nunca oculta-lo de nós mesmos.
As pessoas que extraem de coisas a felicidade precisam sempre passar de uma coisa para outra, enquanto perseguem a última moda ou novidade. E a seguinte tem de ser maior, mais brilhante, mais rápida, mais atual, porque o “novo” realmente nunca perdura.
(Pensamentos extraídos do livro “Os Dez Mandamentos, Princípios divinos para melhorar seus relacionamentos”. Autor: Loron Wade. Casa Publicadora Brasileira)

26 de dezembro de 2007

Folia de Reis


A Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal que, trazidos para o Brasil, mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas cidades.
É comemorada, geralmente, no período de 24 de dezembro, véspera de Natal, a 6 de janeiro, Dia de Reis. Um grupo de “cantadores” e instrumentistas percorre a cidade entoando versos de festejos à visita dos reis magos ao Menino Jesus. Os versos declamados são preservados de geração em geração por tradição oral. Os instrumentos utilizados são, viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos. Os personagens- mestre, contra-mestre, 3 Reis Magos, palhaço, e foliões - trajam roupas coloridas.
Fonte de pesquisa: Ministério da Cultura




LEIA MAIS: Recanto das Letras

22 de dezembro de 2007

Uma cena rara

Não deixe de ver este vídeo. Ele mostra Bruno, meu neto, tentando pegar uma pombinha silvestre que foi criada em cativeiro. Eu já publiquei um texto sobre ela, chama-se "Ecologia no quintal".

Cálice bento


Quando chega o Natal eu sempre me recordo da música Cálice Bento (Calix Bento) de Milton Nascimento. É uma verdadeira obra de arte. Pode ser cantada no estilo clássico, setanejo e até religioso. Em muitas igrejas brasileiras esta música é cantada na noite de Natal. É linda!



Milton Nascimento


Oh, Deus salve o oratório (2x)
Onde Deus fez a morada, oiá, meu Deus
Onde Deus fez a morada, oiá

Onde mora o cálice bento (2x)
E a hóstia consagrada, oiá, meu Deus
E a hóstia consagrada, oiá

De Jessé nasceu a vara (2x)
Da vara nasceu a flor, oiá, meu Deus
Da vara nasceu a flor, oiá

E da flor nasceu Maria (2x)
De Maria o Salvador, oiá, meu Deus



Coral do NICC (Nova Iguaçu Country Club) - Cálice Bento






Cacai Nunes - Cálice Bento



Estatuto do Natal


Art. I:
Que a estrela que guiou os Reis Magos para o caminho de Belém guie-nos também nos caminhos difíceis da vida.
Art. II:
Que o Natal não seja somente um dia, mas 365 dias.
Art. III:
Que o Natal seja um nascer de esperança, de fé e de fraternidade.
Parágrafo único:
Fica decretado que o Natal não é comercial, e sim espiritual.
Art. IV:
Que os homens, ao falarem em crise, lembrem-se de uma manjedoura e uma estrela, que como bússola, apontam para o Norte da Salvação.
Art. V:
Que no Natal, os homens façam como as crianças:
dêem-se as mãos e tentem promover a paz.
Art. VI:
Que haja menos desânimos, desconfianças,
desamores, tristezas. E mais confiança no Menino Jesus.
Parágrafo único:
Fica decretado que o nascimento de Deus Menino é para todos: pobres e ricos, negros e brancos.
Art. VII:
Que os homens não sigam a corrida consumista de "ter", mas voltem-se para o "ser", louvando o Seu Criador.
Art. VIII:
Que os canhões silenciem, que as bombas fiquem eternamente guardadas nos arsenais, que se ouça os anjos cantarem Glória a Deus no mais alto dos céus.
Parágrafo único:
Fica decretado que o Menino de Belém deve ser reconhecido por todos os homens como Filho de Deus, irmão de todos!

Art. IX:
Que o Natal não seja somente um momento de festas, presentes.

Art. X:
Que o Natal dê a todos um coração puro, livre,
alegre, cheio de fé e de amor.

Art. XI:
Que o Natal seja um corte no egoísmo. Que os homens de boa vontade comecem a compartilhar,
cada um no seu nível, em seu lugar, os bens e conquistas da civilização e cultura da humildade.

Art. XII:
Que a manjedoura seja a convergência de todas as coordenadas das idéias, das invenções, das ações e esperanças dos homens para a concretização da paz universal.

Parágrafo único:
Fica decretado que todos devem poder dizer,
ao se darem as mãos:

FELIZ NATAL!
Colaborou com o texto Blog do Luis Hipolito

Colaboração de um Anônimo
O autor é Ernest Sarlet, de Novo Hamburgo/R
S



20 de dezembro de 2007

Natal - Assumo minha ignorância


Antes de tudo, vou dizer que em virtude de sua vasta extensão, conheço muito pouco do Brasil, apenas as Regiões Sul e Sudeste (maiores que muitos países). Portanto, com exceção de algumas viagens à fronteira paraguaia para comprar importados, não conheço nada fora do país. Moro numa região onde faz calor boa parte do ano e mesmo no inverno, não são raros os dias quentes. Nunca presenciei a neve caindo.
Pela televisão, vi que antes do previsto, estão acontecendo fortes tempestades de neve nos EUA. Isto me fez recordas uma conversa que tive um dia com um religioso português. Enquanto conversávamos, afirmei que havia lido num livro, um poema que narrava o nascimento de Jesus numa noite muita fria. No mesmo poema, os versos falavam da extrema pobreza e do local onde nasceu. Que as dificuldades vividas por Maria me chamaram a atenção. Expliquei que após a leitura fiquei imaginado uma criancinha recém nascida passando uma noite gelada de inverno ao relento com roupas inadequadas. Imaginei uma fogueira acesa e Maria aquecendo seus pés gelados enquanto segurava em seus braços Jesus recém-nascido...
Nossa conversa tomou um rumo inesperado. Acabei comentando que após ler o poema eu tinha imaginado que o Natal no inverno, como acontece na Europa, deveria ser muito triste, muito calado. Tudo está gelado ao extremo, pessoas recolhidas em suas casas, escondidas dentro de gorros e sobretudos, vento cortante. Eu disse que o Natal brasileiro deveria ser mais alegre, porque nesta época estamos em pleno verão: sol e calor, época de férias escolares, viagem à praia. Que nesta época as pessoas se vestem com roupas leves e coloridas. Que as ruas estão repletas de pessoas comprando frutas tropicais, presentes, parando nos bares para um sorvete gelado, passeando... Que nas cidades pequenas as pessoas ficam nas áreas e calçadas das casas, as portas ficam abertas e as noites são perfeitas para se visitar os presépios nas praças...
O religioso explicou-me que não. Quando é Natal, as pessoas em seu país não estão mais silenciosas, ficam protegidas do frio dentro de suas das casas, mas isto é o que torna, na opinião dele, o Natal melhor no inverno. Como as pessoas, geralmente ficam dentro das casas, sobra mais tempo para o diálogo entre pais e filhos, para as conversas agradáveis, risos, gargalhadas. Ao redor da lareira há também o calor da amizade. Comem-se pratos típicos, castanhas e nozes, bebem-se os saborosos vinhos da terra.
Após essa conversa, concluí que o Natal é uma festa alegre em qualquer parte do mundo. Cada pessoa o festeja de acordo com sua realidade, de acordo com suas tradições.
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16 de dezembro de 2007

Boneca de papelão


Hoje me dei conta de uma coisa: Não me recordo de algum dia ter acreditado em Papai Noel. Não sou tããããão antiga assim, mas no meu tempo de criança não havia televisão, apenas o rádio, que não tinha esse forte apelo comercial sobre as qualidades do “Bom Velhinho”.

Vivi minha infância num sítio. Tínhamos um Natal muito simples, nada de festas e reuniões, mas era muito esperado, porque era dia de beber “guaraná” à vontade, comer azeitonas e castanhas portuguesas. O sabor era uma delícia, diferente de hoje! O restante dos doces e comilanças eram feitos em casa, por minha mãe. Uma macarronada temperada com frango caipira e massa de tomate, um leitão assado no forno a lenha. E que doces cristalizados, pudins, bolos?! Nesse dia também ganhávamos bala. Era tempo de uva madura, mangas, melancias. Eu também gostava visitar os vizinhos neste dia. Todo mundo procurava oferecer alguma coisa diferente.

Não me lembro de minha mãe dizer que Papai Noel ia me trazer algum presente. O que me recordo é de ver minha mãe bordando na máquina de costura um tecido branco. Eu perguntei por que era aquilo e ela me deu uma explicação qualquer. O pior foi que eu acreditei.. Era a véspera do Natal. Um presépio foi montado num canto da sala. No dia seguinte, eis que vejo no presépio uns brinquedos de meninos para meus irmãos e uma boneca de papelão para mim. Seu vestido bordado tinha desenhos iguais aos que eu tinha visto minha mãe fazer.

Eu não tinha nenhuma boneca comprada. Apenas uma, muito velha, feita por minha mãe, com cabelos de pêlos de ovelha tingidos, tirados do arreio de uma mula. Minha mãe, apesar de não ter muito estudo, sempre foi uma artista, sabia improvisar muito bem. Fiquei feliz com meu presente, afinal, eu não esperava ganhar nada.

Hoje me recordo desse fato e sinto saudade. Como é importante comemorar o Natal em família. Sempre guardamos algo de bom, ano a ano. Claro que tenho algumas lembranças de fatos tristes que aconteceram neste dia, afinal apagar a memória não dá, mas o importante é relembrar coisas boas, como ganhar uma boneca de papelão. Apesar da simplicidade do presente, eu nunca o esqueci.